Praga moderna

Sim, eu sei que sou ranzinza e isso provavelmente enche muito mais o meu saco do que de qualquer outro cidadão “de bem”. Mas oi, tem como fazer esse povo parar de tocar música do celular sem usar o fone de ouvido?  Enche o saco, especialmente se você está em um ambiente fechado (normalmente o ônibus). O engraçado é que nos modelos mais antigos de celular você necessariamente precisava plugar o fone para escutar música, hoje em dia é só tocar e beleza.

Beleza uma ova, porque a qualidade do som é péssima (lógico, celular não foi feito para isso). Mas o pior é que nunca, mas NUUUUUUNCA o infeliz escutando música no celular tem bom gosto. NUNCA.  Ok, é aquela coisa, gosto é gosto (já dizia aquela velhinha que comia ranho). Mesmo assim, seria legal que ninguém fosse obrigado a ficar compartilhando desse gosto. Paciência né, isso é uma praga moderna. Pena que falta de educação é algo de muito mais tempo…

Blé.

Francesas gostosas

Hum, ok, eu não vou falar de francesas boazudas, isso aí foi mais para pegar vocês de surpresa, he he. Enfim, desde Emilie Simon eu deixei meu preconceito sobre música francesa de lado e cá estou eu curtindo um sonzinho com sotaquÊ. Sabe como é, nos velhos esquemas de busca através do all music (que continua sendo um dos sites mais batutas de música que eu conheço), então vamos fazer aqui um apanhado geral do que tenho ouvido ultimamente.

Começamos com a lista de artistas similares à Emilie Simon e dela vamos para a francesa Camille, que cantava no Nouvelle Vague – banda que tem covers muito bacanas de músicas famosas nos anos 80, tipo Dancing With Myself e The Killing Moon, mas com uma batida de bossa nova. O som de Camille de certa forma se aproxima bastante do que ela já fazia com o Nouvelle. Já lançou quatro álbuns, sendo o mais recente de abril desse ano.

Continue lendo “Francesas gostosas”

Mystic River (Dennis Lehane)

Há coisa de quatro anos atrás eu terminei meu post falando de Sobre Meninos e Lobos com um “Veja o filme, leia o livro”, indicando um link para a tradução do romance de Dennis Lehane no qual o filme de Clint Eastwood foi adaptado. O fato é que eu mesma não segui minha indicação e só agora finalmente li a obra. E eu poderia até me arrepender por ter demorado tanto para ler um livro tão bom, mas o fato é que não ter mais a lembrança da versão cinematográfica na cabeça provavelmente ajudou muito na hora da leitura.

Eu lembrava das atuações brilhantes do elenco (portanto lembrava do elenco), mas parava aí. Não lembrava de mais nadica de nada da história, e foi quase como ler pela primeira vez. E, levando em conta que é um policial, isso é muito bom.

Continue lendo “Mystic River (Dennis Lehane)”

Terceira temporada de Dexter

(e Batman!)

A tendência no mundinho da promoção de séries parece ser um tal de “oops, deixei vazar!“, naquela tentativa de sacar o que a audiência acha sobre o que vai ao ar. Isso principalmente com séries novas  – ou vocês acham que foi muito difícil eu ter conseguido assistir os pilotos de The Mentalist, Fringe e True Blood antes das séries irem ao ar? De qualquer modo, o sisteminha também tem funcionado com séries que já estão caminhando para seus segundo, terceiro anos, como é o caso de Dexter.

Continue lendo “Terceira temporada de Dexter”

Flash Pops 3 – A Vingança dos Nerds

Lembram do joguinho de música de filmes? Pois é, saiu uma versão nova, o “Música de filmes 3“. Há de se considerar que são 8:30 da manhã, que eu mal terminei o meu café, que estou meio de ressaca por causa do churrasco de ontem à noite etc. etc. etc. para explicar meu placar até o momento: 14 de 64. Justificativas à parte, eu acho que esse está mais complicadinho sim. Ainda tem daqueles casos em que a letra da música entrega o nome do filme, mas na maioria a música não tem letra e alguns são claramente de filmes mais antigos, e wtf, nos anos 40 e 50 as músicas eram quase todas iguais, fala sério (hehehe). Enfim, para quem não viajou e está curtindo um começo de feriado com chuva (como eu), fica aí a sugestão do Quickbeam lá da Valinor para matar o tempo.

Terrorzinho da semana

Ahááá, fazia tempo que não comentava aqui sobre filmes de terror recém assistidos. Por coincidência nessa semana eu vi dois bastante diferentes, quer dizer, no final das contas o sangue e os gritos de pavor eram os mesmos, o interessante mesmo eram as causas do horror. Um deles aparentemente já saiu no Brasil, chama-se As Ruínas (tem cara de filme que vai direto para dvd), o outro é Todos Amam Mandy Lane, que pelo visto não tem previsão de estréia por aqui.

No caso de As Ruínas o que faz a diferença é o modo como o terror é construído – até porque convenhamos, plantas assustadoras já vimos até em A Pequena Loja dos Horrores, de 1960. Mas a situação que deixa as personagens encurraladas no topo de um templo maia ao ponto de algumas delas até enoluquecerem é realmente muito legal.

Continue lendo “Terrorzinho da semana”

No Country For Old Men (Cormac McCarthy)

Acabei de ler o livro no qual se baseou o filme que papou quatro estatuetas do Oscar desse ano (e não por acaso, devo dizer). Confesso que inicialmente o estilo do McCarthy me irritou um tanto. Porque ele simplesmente aboliu o uso de aspas nesse livro (não li os outros, não posso confirmar se é um recurso que ele sempre utiliza). Isso significa ficar completamente perdido sobre o que é diálogo e o que não é, além de ler vários donts, cants bem desse jeito (e imaginem a pira que uma professora de inglês não tem ao ver isso).

Mas ali pela página 50 você já se acostuma com o estilão do sujeito, e então é só alegria. A primeira coisa a ser dita: a adaptação dos Coen foi uma das melhores adaptações que já vi. Quase ipsis litteris. E o legal é que nos momentos em que não segue exatamente as palavras do McCarthy, você consegue compreender a razão para isso (aquela velha história dos problemas da troca de mídia).

Continue lendo “No Country For Old Men (Cormac McCarthy)”

Da série: hqs que eu gostaria de ver na telona

Desde que o primeiro X-Men do Bryan Singer abriu as porteiras, a “nova geração” de filmes baseados em HQs continua funcionando à todo vapor. Hulk, Batman, V de Vingança, Superman, Sin City, Estrada para a Perdição, 300 de Esparta, Elektra, Demolidor, Hellboy, Hellblazer, Homem Aranha, A Liga Extraordinária, Quarteto Fantástico, Do Inferno… e a máquina das adaptações não para, tem até Watchmen para chegar por aí. Ok, nem todos foram um sucesso e nem todos são lembrados como algo bom, mas o fato é que o pessoal de róliudi perdeu o medo de lançar as hqs à telona.

Aí eu fico aqui pensando, em um mundo perfeito no qual as adaptações fossem sempre perfeitas, seria bacana ver alguns filmes no cinema. Nas condições normais de temperatura e pressão (o que consiste basicamente em um bom diretor, uma boa verba e liberdade de criação, acho) muita coisa publicada poderia render ótimos filmes.

Continue lendo “Da série: hqs que eu gostaria de ver na telona”

BlogDay 2008

Já são aí uns quatro anos que existe o tal do BlogDay e eu invariavelmente deixo passar a data. A idéia é de de nesse dia recomendar cinco blogs que recomendarão cinco blogs, que recomendarão cinco blogs… enfim, aumentar as oportunidades de conhecer coisas diferentes na blogosfera (eu sempre lembro da metáfora da biblioteca com todos os livros espalhados no chão quando o assunto é internet). Enfim, como o [barba] foi extremamente batuta indicando o Hellfire, achei que deveria ver nisso um sinal para não deixar esse dia passar.

Se você quiser participar da brincadeira também, ainda dá tempo. Só não esqueça de seguir as regrinhas lá do site do BlogDay (quer dizer, acho que a mais importante é avisar os indicados que eles foram recomendados, até para que eles possam continuar a coisa, né). Bom, vamos lá para os meus:

Continue lendo “BlogDay 2008”

Posts Memoráveis

Hoje em dia todo mundo quer tirar um pedacinho dessa história de blogs. Publicitário fazendo campanhas em função dessa ferramenta, gente “famosa” fazendo blog para criar qualquer polêmica e ganhar seu espacinho abaixo do sol, zoações aos fatos mais marcantes do momento e por aí vai. Tem o grupo dos saudosistas que dizem que a “blogosfera” não é mais a mesma, tem os que desesperadamente querem fazer parte do clubinho e bom, tem aqueles que acham blogosfera uma palavra muito feia (eu pelo menos acho).

A questão é que independente do quanto se problematize a ferramenta nos dias de hoje, ela continua sendo apenas isso: uma ferramenta. O detalhe é que alguns parecem a combinar muito bem com as palavras, e disso saem posts memoráveis. Eu não sei sobre vocês, mas eu tenho cá meus favoritos, e resolvi fazer um top com alguns deles, até para ter um registro para quando ouvir a barbaride do “blogs não servem para nada“. E antes que eu me esqueça: o top5 hoje está em ordem de “lembrança”, não em ordem de quanto eu mais gostei, hehe.

Continue lendo “Posts Memoráveis”