Coraline 3D (o filme)

coralineVocês não têm noção de quanto tempo eu não vou ao cinema (acho que a última vez foi para assistir Superman). Mas é aquela coisa, com internet e home theater em casa, o filme tem que ter alguma característica absolutamente excepcional para fazer com que eu vá pagar ingresso de um valor absurdo para ainda ter que tolerar uma sessão cheia de gente mal educada que esquece de desligar celular ou acha que o melhor lugar para tirar fotos é uma sala de cinema. Poisé. Mas a animação Coraline, baseada no romance de Neil Gaiman, tinha a tal da característica: é em 3D.

E lá fui eu pagar ingresso caro (16 reais, gente. Numa quinta-feira a tarde isso é ridículo), já que 3D infelizmente não é possível ver em casa. Dei sorte, minha sessão estava bem vazia, com um punhado de crianças até bem educadas e caladas. Óculos em mãos (uou, não são mais aqueles tosquinhos de papel, heim), passam uns trailers de outras animações 3D por vir e eis que começa o filme…

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O Curioso Caso de Benjamin Button

Os comentários gerais que ouvia sobre O Curioso Caso de Benjamin Button eram de que o filme era bom, “mas não tudo isso”. Tanto é que minha aposta para o Oscar era Slumdog e Milk, com o Curioso Caso… ficando ali com os prêmios mais “técnicos”, tipo maquiagem e efeitos especiais. Pois então, terça-feira de carnaval, eu em Curitiba com um tempinho feio e absolutamente nada para fazer, finalmente vou lá conferir o filme. Uma das principais razões de eu ter deixado para assistir só nessas condições é que o filme tem cerca de duas horas e quartenta. Haja vida, heim.

E até por causa do tamanho do filme (quase um Senhor dos Anéis, hehe) meu primeiro medo era justamente que ele fosse maizomeno. Daqueles que você fica toda hora olhando para o relógio e pensando “Falta muito, Papai Smurf?”. Notícia boa: você nem sente o tempo passar. Talvez pelo plot inusitado (o homem que nasce velho e vai ficando jovem), desde o princípio sua atenção é presa e você embarca em uma espécie de montanha russa, saltando do cômico para o drama de uma cena para outra.

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Oscar 2009

Eu não estarei aqui (alalaolalaolalaoooo) no dia do Oscar. Na realidade estarei bem longe, num lugar com tv a cabo para que eu possa acompanhar a cerimônia na TNT, levando em consideração que a Globo fez a gentileza de comprar os direitos de transmissão e bem, simplesmente resolveu que o desfile das escolas do Rio era mais importante que o Oscar e resolveu não transmitir o evento (depois não sabem por que eu não gosto de Carnaval). Justo esse ano, que o Robert Pattinson1 entregará um dos prêmios, Rede Globo? Fica aqui a maldição do dia: NA NOITE DO CARNAVAL A RECORD E O SBT FICARÃO NA FRENTE DA GLOBO NO IBOPE.

Humft.

E como de quando eu quando eu costumo fazer aqui, colocarei meus pitacos para o Oscar desse ano. Só nas catigurias principais, nada contra os curtas e documentários, eu simplesmente não os assisti. Lembrando que faço meus palpites tentando pensar como os velhacos da academia – eles não refletem de modo algum quem eu gostaria que ganhasse. Vamos lá então:

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  1. alou, minha gente, estou relendo Twilight mas isso aí é brincadeira e talz. 

O Evangelho Segundo Jesus Cristo (José Saramago)

Agora que eu perdi meu medo de Saramago, vamo que vamo né. Li há uns dias e acabei não comentando aqui porque foi na semana de surto-adeus-ao-hellfire, então acho que é melhor eu deixar registrada minhas impressões antes que eu esqueça o que de fato achei (o que acontece com frequencia, acredite. O pior é que minha memória tende a amar ou odiar as coisas depois de um tempo, sem muito meio termo). E para o caso de estar com pressa e não querer ler o post até o fim para saber o veredito, eu gostei muitão, mas acho que Ensaio Sobre a Cegueira ainda é superior (o que não quer dizer muita coisa fora que se alguém pedir para eu indicar algum do Saramago, eu indicarei Cegueira, hehe).

Do começo: publicado em 1991 quando eu ainda brincava de Barbie e achava que Stephen King era a coisa mais cool no mundinho dos livros (cofcof), O Evangelho Segundo Jesus Cristo relata a história de Jesus (ah, sério?), desde a gravidez de Maria até o momento da crucificação (o legal de falar sobre esse livro é que é meio difícil lançar algum spoiler há,há).

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Orangotag

Dias atrás escrevi sobre redes sociais literárias1 e fuçando aqui e acolá descobri que há uma ferramenta parecida para os nerds com transtorno obsessivo-compulsivo que simplesmente preciiiiiisam listar o que já assistiram durante toda a vidinha: Orangotag. É, eu não saquei o nome para ser bem sincera, mas vamos ao fator número um da coisa toda que é… IÉ, BRAZUCA! Fator número dois: IÉ, MUITO BEM FEITINHO!

Explicando como funciona. Você faz seu cadastro (clique na aba login no topo da página e depois em Inscreva-se) e depois de todas as firulinhas para ativar sua conta, comece a lembrar do que você já viu e do que você anda assistindo, e use a ferramenta de pesquisar para encontrar as séries em questão. Digamos por exemplo que eu esteja procurando por The Mentalist (minha série favorita no momento, nhóum!).

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  1. A saber, tenho usado o Skoob. Não só por ser brasileiro, mas depois que o criador do site apareceu lá no Meia para ler nossas opiniões, o Skoob ganhou meu coração foréva 

Survive Style 5+

2004 foi realmente um bom ano para o cinema.  Alguns dos meus filmes favoritos de todos os tempos saíram nesse ano, como por exemplo Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças, Kill Bill, o remake de Madrugada dos Mortos, etc. E aí passam cinco anos e descubro que tem mais coisa daquele ano que eu ainda não conhecia, caso do filme japonês Survive Style 5+. Confesso desde já: o que conquistou minha curiosidade sobre o filme foi principalmente o fato de estar no top50 de filmes de terror do IMDb. Mas verdade seja dita, Survive Style 5+ não é um filme de terror. Você tem praticamente todos os gêneros possíveis em um só filme, com uma pitada de fantasia e nonsense.

A idéia básica você já viu antes, tenho certeza, com Magnólia, 21 Gramas, Crash, Babel, etc.: pessoas que não têm nada a ver uma com as outras cujas histórias se embaralham. A diferença de Survive… com relação aos outros filmes é justamente a fantasia e o nonsense, óbvio não só na história, mas nos cenários, nas personagens, no figurino. É uma história moderna, que se passa em uma cidade moderna. Mas as cores são tão fortes que em alguns momentos parece que você está em um sonho (por exemplo, a casa do cabeludo que tenta matar a esposa).

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Filmes para ver na sexta-feira 13

É, vocês sabem, não carrego comigo qualquer superstição sobre a sexta-feira 13, por outro lado tenho meus rituais (digamos assim) para esse dia, como já comentei tempos atrás. Um deles é  assistir filmes de terror (ok, eu sei que assisto sempre, mas pelo menos eu tenho uma desculpa para assistir mais alguns). Então se você também quiser embarcar nessa, algumas sugestões. Primeiro, uma dica: fuja desse remake de Sexta-feira 13 que está chegando aos cinemas hoje. Se geral continuar pagando por esse tipo de filme, eles continuarão esse esquema nada criativo e quem perde somos nós.

Outra dica é a lista dos melhores filmes de terror segundo o IMDb. Sabe como é, leva em consideração os votos dos usuários, então quanto mais gente fazendo a lista menos chances de ser injusta. Você também pode ver alguns títulos da lista das 100 cenas mais assustadoras do Cinema (mas cuidado com os spoilers desse site). Por último, vocês podem aproveitar um dos títulos do meu top5, tcharam!

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Pá-pum cinéfilo (parte III)

Minhas férias acabaram e acabei reduzindo o ritmo das sessões de filmes, mas ainda assim dá para fazer pelo menos um último Pá-pum cinéfilo (ou fazer uma categoria disso, vá saber). Lembrando que aqui você poderá encontrar a primeira parte dos comentários e aqui a segunda parte. Dois mais antigos na lista, duas barbadas do Oscar desse ano e um Del Toro de lambuja porque vocês sabem, adoro filme baseado em gibi. Comecemos então.

Wall.E (2008): Desde que essa animação chegou aos cinemas eu tive ‘n’ oportunidades de assisti-la, mas por alguma razão sempre deixava para lá. Não era por falta de vontade de ver, porque TANTA gente elogiava que era óbvio que não era ruim. E não é mesmo. Pelo contrário, é excelente. Daquelas histórias inocentes e fofas, com personagens que cativam pelas ações, não pelas palavras (até porque o filme quase não tem diálogos). É impossível não se encantar pelo robozinho e pelas pessoas e máquinas que ele encontra (até mesmo o vilão uma espécie de HAL 9000. E o melhor: apesar da mensagem ecológica, não é piegas (ou pelo menos não no nível vergonha alheia da pieguice). Primeiro nota 10 que esse ano, na minha opinião e barbada para Oscar de melhor animação.

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A Letra Escarlate (Nathaniel Hawthorne)

Como alguns de vocês sabem, minha monografia foi sobre o Poe. Uma aplicação da crítica do autor em sua própria obra, digamos assim. E um dos textos que fornece um ótimo material para uma idéia que Poe tinha da unidade de efeito, era uma resenha que ele escreveu sobre o Twice-told Tales do Nathaniel Hawthorne. Foi o primeiro contato que tive com Hawthorne, e a verdade é que ele esteve sempre na minha estante em A Letra Escarlate mas sempre colocava outros livros na frente e deixava para depois.

Li no final de semana passado, e simplesmente devorei o livro. Sim, ele é curto e é bem fácil devorá-lo em um final de semana. Mas não é só por ele não ser um tijolão, é porque a narrativa flui muito bem e Hawthorne consegue manter sua curiosidade do início ao fim da história de Hester Prynne. Na puritana Nova Inglaterra do século XVII, a mulher  é acusada de adultério e deve usar uma letra A escarlate para mostrar para todos o crime que cometeu.

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E então, falar o quê?

Surtei achando que não valia mais a pena essa coisa de blog1, e aí o Rodrigo (aka Slicer) escreveu um post falando basicamente da importância dos blogs, e aí eu até achei que tinha argumentos para continuar batendo o pé e não, não, não chega de Hellfire. Mas aí ele veio com essa nos comentários:

Acredite, eu sei melhor do que ninguém o que é falar pras paredes. Se eu cortar a página de nomes élficos do meu site eu teria menos de 20 visitas por dia. Mas o tamanho da minha tribo é de responsabilidade minha: eu escolhi que as pessoas que querem só os nomes em élfico não façam parte da minha tribo, eu escolhi que elas sejam indesejáveis para mim e eu escolhi escrever de uma forma que não interessa a elas. Como diria a Solange de muitos BBBs atrás, “o pobrema é meu”.

Chegar à conclusão de que você não será nunca a melhor do seu mundo sobre o que você escreve no Hellfire é um bom motivo para parar, assim como chegar à conclusão de que escrever no Hellfire lhe impedirá de ser a melhor do seu mundo em outra atividade, ou está lhe tirando a atenção de uma atividade na qual você já é a melhor do mundo.

Contudo, eu não creio que o fato de não estar sendo lida com atenção por tantas pessoas quanto você gostaria é motivo para não escrever. De fato, é a pior coisa a se fazer! Deixar de escrever não deixará sua tribo maior, o que lhe levará a nunca mais escrever e, portanto, a nunca mais dizer o que você acha que as pessoas deveriam ouvir. O equilíbrio se perde sem esse contrapeso.

E falar o que, né. Vou largar mão de frescura e tocar o barco, que esse moço está com toda a razão. Obrigada pelas palavras de novo, Slicer (é, você terá que conviver com o Slicer tanto quanto eu com o Joy =P ). E você, leitor do Hellfire,  mesmo que não esteja em crises sobre por que deveria atualizar seu blog, dê uma passada lá e leia o post dele, porque vale a pena. Amanhã voltamos à programação normal. Prometo. Ou não (já dizia Caetano).


  1. apesar da sensação-membro-amputado do tipo, preciso atualizaaaaar mesmo teoricamente não tendo mais um blog para atualizar