Eu não sei exatamente qual era a intenção da Conrad ao partir Fragile Things de Neil Gaiman em dois. A impressão que fica após a leitura do primeiro volume é que a seleção dos contos e poemas presentes na coletânea do escritor inglês funcionariam muito melhor se viessem como no original. Isso porque o primeiro volume ficou só com os contos (e uma novela), e alguns deles já apareceram em outras coletâneas de Gaiman, e também porque não respeita a ordem de apresentação da publicação original.
E Gaiman é cuidadoso, e a verdade é que há um ritmo que é criado a partir da ordem dos textos. Os temas também não se repetem, e assim a leitura fica menos cansativa. Resumindo: ainda acho que Coisas Frágeis deveria vir em um volume só, mas isso não significa que não seja bom. Alguns dos melhores trabalhos de Gaiman estão ali. Continue lendo “Coisas Frágeis Vol.1 (Neil Gaiman)”
Há algum tempo aparecendo em listas de sugestões de leitura, estava bastante curiosa para conferir A menina que não sabia ler de John Harding. O problema é que sempre atrasava a leitura pensando que seria mais um drama como A menina que roubava livros (títulos similares, e convenhamos, não saber ler é triste). Então li uma resenha e fiquei sabendo que tratava-se de uma história de fantasmas. Na hora a curiosidade virou necessidade de ler e finalmente pude conferir o título.
Há poucos momentos na História que chegam a ser tão obviamente importantes para a sociedade moderna do que a
A leitura mais aprofundada é terreno perigoso: se você se prende demais ao contexto social de uma obra, pode distorcer a dita intenção do autor. Mas se não voltar o olhar para o momento no qual a obra foi criada muito do valor do livro pode simplesmente se perder. É o caso de O amante de Lady Chatterley (de D.H. Lawrence), publicado com nova tradução aqui no Brasil no mês passado pela Companhia das Letras através do selo Penguin Companhia das Letras.
Antes de tudo uma história para ilustrar. Há uns anos fui assistir uma adaptação de Sonhos de uma noite de verão da FAP, dita como releitura modernizada. Esperei bastante para contar essa última parte para meu marido porque sabia que ele não iria gostar muito disso, e resolvi que o melhor momento era já no meio do caminho para o teatro. A resposta dele foi um “Ah, não, vão colocar um Puck repentista na peça!”. Não, não colocaram. A peça foi excelente mas isso não vem ao caso. O que importa disso é um sintoma da criação artística no Brasil: esta necessidade de colocar as ditas “cores” nacionais em tudo que se faz, como se apenas isso validasse o que foi criado como algo “brasileiro”.
A
Quando se fala em histórias policiais, Agatha Christie é sempre citada. Seus livros estão entre os mais traduzidos no mundo (naquela lista seleta que entra a Bíblia e Shakespeare), o que lhe rendeu o apelido de a Rainha do Crime. Para quem já a conhece as histórias, a boa notícia é que estão chegando no Brasil através da L&PM adaptações feitas para os quadrinhos, das quais pude conferir Morte na Mesopotâmia seguido de O caso dos dez negrinhos.
Sei que devemos muito à Audrey Hepburn por imortalizar a imagem de Holly Golightly em frente à joalheria Tiffany’s no filme 