Top5 livros em 2008

happy-20new-20year-20balloonsAntes que eu me esqueça, um feliz ano novo para todos vocês. Esse ano não procurarei por aquelas mensagens bonitas de agendas porque tem um post que quero escrever antes que o ano acabe: os melhores livros de 2008. Mas esse ano as coisas serão um pouco diferentes: ao invés de falar dos lançamentos do ano como fiz em 2007, falarei de cinco livros que li esse ano, sem me preocupar com a data de lançamento. O que fez com que eu decidisse mudar o critério é porque em 2008 li dois livros maravilhosos, daqueles que entraram na minha lista de favoritos de todos os tempos, e eles simplesmente ficariam de fora por causa da data de lançamento aqui no Brasil. Então, sem mais enrolações, vamos para o…

TOP5 LIVROS EM 2008!

5. Generation Dead (Daniel Waters)

Torço de verdade para que esse livro ganhe logo uma tradução aqui no Brasil, porque foi uma das melhores surpresas que tive esse ano. Meio engatado na leitura de Crepúsculo, não esperava nada mais do que diversão na história de Phoebe, a gótica que se apaixona por Tommy que hum, é um zumbi. Em Generation Dead os adolescentes americanos viram mortos vivos após baterem as botas, e isso dá margem para uma excelente história sobre preconceito e os horrores causados por conta disso. Já tem continuação prevista para o ano que vem, só não sei se a idéia funcionará se prolongada.

4. Paulo Leminski: O bandido que sabia Latim (Toninho Vaz)

Muito embora eu vergonhosamente continue confundindo o título e trocando ‘sabia’ por ‘falava’, tá aí um ótimo livro lido esse ano. Não sou muito fã de biografias, mas essa me conquistou completamente, eu simplesmente não conseguia parar de ler. Não só porque o Leminski teve uma vida interessantíssima, mas também por causa do estilo de escrita do Toninho Vaz, que é simplesmente delicioso. Você acompanha a história como se ele fosse uma personagem de um romance histórico, não é um texto frio e seco como costuma acontecer no caso das biografias. Muito legal mesmo, especialmente para aqueles que adoram os trabalhos do Leminski e têm alguma curiosidade de conhecer o homem por trás das palavras.

3. Ubik (Philip K. Dick)

Mais um tipo de livro que eu não era muito fã e que me conquistou esse ano: ficção científica. Não que eu odiasse, mas tinha lá meu pé atrás com livros do gênero (acho que o único que eu gostava de fato era As Crônicas Marcianas, do Ray Bradbury). Mas Ubik é simplesmente genial, é impossível ler e não se encantar. A prosa do Dick é simples, sem grandes frufrus literários. Mas o que ele faz com a narrativa é brilhante, o modo como a história vai do passado para o presente de um parágrafo para outro, passando ao leitor a mesma sensação da personagem, de ser tragado naquele turbilhão temporal. Sério, imperdível mesmo. Li A Scanner Darkly do Dick esse ano também, mas não é tão bom quanto Ubik. Safe when use as directed, hehe.

2. Ensaio sobre a Cegueira (José Saramago)

Ok, eu ainda não assisti ao filme. Talvez fique como resolução para 2009: ver Blindness antes que acabem minhas férias. De qualquer forma li o livro porque queria vencer aquela minha pira saramaguiana de não ler Saramago por causa dos parágrafos intermináveis e demais recursos literários que me enchiam o saco porque achava sem propósito. Enfim, comecei a ler e me apaixonei, entrou na lista dos melhores de todos os tempos. A metáfora que ele utiliza para falar sobre a humanidade,  levantando questões sobre o quão “humanos” de fato somos e a fina linha que nos separa dos animais é fantástica. Mais do que isso: é um livro que mexe com o leitor, causa sentimentos de revolta, repulsa, alívio. E qualquer livro que consiga fazer isso merece estar em uma lista de melhores.

1. The Road (Cormac McCarthy)

Mais um que entrou na lista dos favoritos. The Road (já com tradução aqui no Brasil) é um daqueles livros inesquecíveis por causar tanto impacto no leitor, mexendo com os sentimentos ao ponto de arrancar lágrimas quase para o final. E tudo isso com apenas duas personagens principais, uma escuridão sem fim e um presente que sofre as conseqüências (ok, última com trema da minha vida!) de um passado cuja explicação você busca ao longo da história. E tal como em Ensaio sobre a Cegueira, mais uma vez as questões sobre nossa humanidade são levantadas, junto com o que é bom, o que é certo. E de como nossa moral é frágil, e basta acabar a comida para que passemos a agir como animais. Leiam antes de chegar o filme, porque depois de ver filme geral fica com preguicinha de ler o livro achando que já conhece a história e blablabla.

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