Dália Negra (James Ellroy)

Primeiro, vamos aos fatos: 1) Não, eu não vi o filme de Brian de Palma inspirado nessa obra de James Ellroy (que também escreveu Los Angeles: Cidade Proibida). 2) Comprei Dália Negra em uma promoção da Livrarias Curitiba e eu se fosse você aproveitava e dava uma garimpada lá, livros por apenas R$9,90 (e o que é melhor: não são todos de auto-ajuda, como costuma acontecer em promoções assim). Acertado tudo isso, vamos então ao livro em si.

Eu já tinha ouvido falar na história do assassinato da atriz Elizabeth Short – sabe como é, difícil ter acesso à Internet e em algum momento não ficar sabendo de casos que nunca foram solucionados. O que James Ellroy se propõe a fazer é escrever o que acredita ser a conclusão do crime, a partir de anos colhendo informações sobre o assunto.

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O Segredo dos Seus Olhos

Oscar de melhor filme estrangeiro, 199ª posição no top 250 do IMDb, centenas de críticas mais do que positivas sobre o filme… e aí é óbvio que fiquei morrendo de vontade de conferir O Segredo dos Seus Olhos, produção argentina com Ricardo Darín que conta a história de um agente de justiça que depois de aposentado resolve escrever um romance baseado em um dos casos mais marcantes de sua carreira, um estupro seguido de assassinato.

A intenção de escrever o romance é óbvia desde o início: o escritor reconhece que aquele caso foi uma das encruzilhadas em sua vida, um daqueles momentos decisivos que fazem toda a diferença por causa de suas ações e das demais pessoas envolvidas. Escrever sobre o assassinato é de certa forma repensar o que foi que fez dele o que é hoje, um sujeito que apenas vive, mas cheio de vazio.

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Pontypool

Um dos pontos fortes em filmes de zumbis – pelo menos os mais conhecidos – é o desenvolvimento da sensação de claustrofobia que as personagens em dado momento passam a ter. Seja porque estão há muito tempo escondidos em um lugar, seja porque têm noção que não podem sair e sequer têm ideia de quando poderão, dependendo do diretor até uma situação dos sonhos pode virar um pesadelo (pense no shopping de Dawn of the Dead, por exemplo).

E é justamente esse o aspecto mais positivo de Pontypool, filme de horror canadense que saiu lá fora no ano passado e ainda não tem previsão de estreia aqui no Brasil. Todos os elementos estão lá: é um inverno deprimente, em uma cidadezinha no meio do nada no Canadá (o que por si só já poderia criar a atmosfera claustrofóbica). Somos apresentados ao trio que cuida da transmissão matutina de uma rádio local: Grant Mazzy (o locutor), Sidney Briar (diretora do programa) e Laurel-Ann (auxiliar). É uma manhã comum, com Mazzy batendo boca com Briar por não poder falar o que quer, até que…

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Juliet, Nua e Crua (Nick Hornby)

Depois de terminar Juliet, Nua e Crua de Nick Hornby a sensação que tive foi de ter levado dois livros pelo preço de um. Explico: a história começa com Annie e seu namorado Duncan passeando pelos Estados Unidos, fazendo uma tour por lugares onde o roqueiro Tucker Crowe passou antes de abandonar a carreira. Duncan considera-se um “crowlogo”, e Annie até gosta das músicas do cara, mas está meio cansada da vida que tem levado com o namorado, que obviamente ama mais o roqueiro sumido do que a garota.

Se o livro ficasse por aí, seria um daqueles para colocar ao lado de Alta Fidelidade, com toda certeza. Os elementos estão lá novamente: a paixão pela música, a dor e incerteza da separação, o fato de perceber que os anos passaram e você não é tudo aquilo que planejou ser quando jovem. Tudo temperado com o humor típico de Hornby, é claro. Com momentos como quando Duncan fica irritado pela nova namorada não perceber o quão desorientado ele ficou com o fim de um relacionamento de quinze anos, e aí ele se dá conta que “ele tinha dito para ela que era só um arranhão e ficou chateado quando ela não ofereceu morfina”. São pequenos detalhes que estão ali nas disgressões das personagens, aquele tipo de coisa que torna Annie, Duncan e cia. “pessoas de verdade”, gente que tem uma história parecida com a sua e com quem você sentaria para conversar por algum tempo.

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Supernatural S05E17 e S05E18

Para o pessoal que acompanha o Hellfire há mais de um ano não é novidade que eu não acompanho Supernatural desde quando o primeiro episódio foi ao ar. Na metade do ano passado resolvemos começar a assistir, e aí era um episódio após o outro, sendo que o “intervalo” entre uma temporada durava no máximo três dias. E eu me dei conta disso ontem, enquanto via Point of No Return ((Levando em conta que eles adoram referências ao cinema, música, etc., acho que o título pode ter a ver com a música do Kansas, Point of Know Return)) (S05E18): mais quatro episódios e acabou a quinta temporada, e pela primeira vez eu não terei spoilers sobre as outras porque bem, elas ainda não foram gravadas. ((mas vale relembrar, o sexto ano já está confirmado))  Será no mínimo uma experiência interessante, especialmente se concluirem BEM o quinto ano.

E sim, os dois últimos “capítulos” voltaram-se novamente ao Apocalipse, sem que ele fosse só uma breve menção ou simplesmente esquecido como aconteceu diversas vezes ao longo desse ano. 99 Problems (S05E17), por exemplo, traz uma situação inusitada: Sam e Dean são salvos por pessoas comuns, que foram obrigadas a começar a caçar demônios porque a cidade está infestada. No episódio a filha de um pastor diz ouvir os anjos, que ajudam a localizar os demônios porque dizem que os habitantes daquele lugar foram escolhidos para sobreviver ao Apocalipse.

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Caçador de Recompensas

Nos últimos tempos estou com meu finais de semana meio ocupados, e aí não tem acontecido de ter aquele tempinho livre para simplesmente passar um dia só vendo filminhos, e vendo tantos que aí você nem chega a se arrepender taaaanto assim quando encontra uma bomba no meio do caminho. Negócio é que sabendo que as condições não eram as melhores, eu deveria ter escolhido melhor meu filme de sábado a tarde. Caçador de Recompensas (que estreou nesse fim de semana aqui no Brasil) só não foi perda de tempo total pela cena de exibição de tanquinho do Gerard Butler, fora isso, lixo.

E não pensem que é papo de pessoa querendo bancar de pseudo-intelectual descendo a lenha em comédia romântica, até porque quem frequenta o Hellfire sabe que eu até que sou chegadinha no gênero. Não vejo nada de errado em comédias românticas, desde que elas tenham um roteiro que não zoe da minha inteligência, que é o que aconteceu durante uma hora e tanto enquanto assistia ao filme.

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Neuromancer (William Gibson)

Quando comecei a ler Neuromancer lembro que estava mais supresa com o quanto os irmãos Wachowski tinham “bebido da fonte Gibsoniana” (fiquemos com o eufemismo, sim?) do que com qualquer outra coisa. Aí Fábio vai lá e chama minha atenção para o detalhe de que quando o livro foi escrito (em 1984) muitos conceitos  ali está apresentados e passa batido por nossos olhos “modernos” sequer existia naquele tempo. A partir disso você até esquece de Neo e cia. (ok, às vezes não dá para evitar a comparação) e se rende completamente à história.

Com um tom que lembra bastante aquele sci-fi meio noir escrito pelo Philip K. Dick em Blade Runner e Ubik – no qual nada nem ninguém parece ser o que é – Neuromancer apresenta Case, um “cowboy” (hacker) que era um dos melhores ladrões de informação da matrix, que então tem a ideia infeliz de roubar de um cliente. A consequência é que tem seu sistema nervoso lesado de tal forma que não pode mais trabalhar, o que faz dele um completo perdedor quando Molly entra em cena para oferecer uma chance única.

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Abril de Shakespeare 2010

Como já está virando tradição aqui no Hellfire, post para divulgar o Abril de Shakespeare. Organizado por Liana Leão, Célia Arns e Anna Camati, o evento conta não só com a presença, mas também com a divulgação de todos. Então mesmo que você não vá, passe o convite adiante para o pessoal de Curitiba e para quem mais se interessar pelo Bardo.  Para ver a programação completa, é só clicar na imagem para ampliá-la.

Waiting sucks

Eu não sou supermegafã de True Blood, mas adorei essa campanha que estão fazendo para a preparação da terceira temporada. Já foram ao ar teasers com cenas dos bastidores, com Sam, Tara e Eric. E depois disso aparece escrito “Waiting sucks”, um trocadilho com  o sentido  literal  “A espera é um saco” e a outra leitura possível que seria algo como “A espera chupa/suga/insira aqui que palavra você acha que fica mais bonitinha”.

O video de Sam você pode ver clicando aqui, o de Tara aqui e a de Eric aqui.  Nada demais, por razões óbvias me interessei mais pela cena com o Eric. Por falar nele, já rolou no twitter uma imagem do vampiro e Sookie (que como os teasers, não revelam coisa alguma hehe). No final das contas é aquilo: não é pelo conteúdo que estão liberando, mas mais pela sacada para divulgá-lo.  Incluindo a imagem que está ilustrando o post aqui. E se você é daqueles que adoram notícias novas sobre a série, uma boa dica é seguir o twitter @TrueBloodHBO, que vira e mexe traz  novos videos e imagens.

(Editado: Ooops, esqueci disso aqui. Alcide e Sookie)