House M.D. S06E08 e S06E09

Sim, eu seiiii que atrasou. Eu não lembro bem a razão pela qual não escrevi na época que assisti ao episódio Wilson (S06E09), até porque foi um daqueles acima da média. Aí fui deixando, deixando e pans. Na realidade só estou atualizando aqui porque o Lucas me lembrava lá no Meia Palavra que eu ainda não tinha feito (e porque eu tenho uma pira com padrões e não conseguiria continuar falando dos outros episódios deixando esse buraco no meio).

Antes de mais nada, vamos às boas notícias. Para o pessoal que acompanha o calendário gringo e estava,  como eu, bem chateado sobre o intervalo de final de ano, saibam que falta pouco para podermos assistir novos episódios de House. Anotem aí na agenda a data do retorno: 10 de janeiro (sim, próximo domingo). Mas não esqueçam, o retorno é nos Estados Unidos. Os episódios que passam aqui no Brasil têm um curto atraso (até por questão de legendagem e afins).

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Entidade Paranormal

Um dos sucessos do final do ano passado foi o filme Atividade Paranormal. Lembrando que sucesso não qualifica algo como bom, de qualquer forma o retorno desse filme independente (gravado na casa do próprio diretor em apenas dez dias) chega ao absurdo: dos $15.000 o filme lucrou já na primeira semana de estreia (só nos Estados Unidos) $9.1 milhões. E mesmo aqui no Hellfire, desde que o filme chegou ao Brasil, o post que escrevi teve mais de 2.000 leitores diários1 , todos querendo saber se a história é real ou não, querendo meter o pau no filme dizendo que não sentiram medo algum e yadda yadda yadda.

E aí Fábio chega para mim e diz “Ana, procura sobre Paranormal Entity no IMDb para ver se vale a pena assistir”. Fui procurar e não tinha nada. Pensa só, um filme que nem consta no IMDb, quando até Super Xuxa Contra o Baixo Astral está lá. Ok, começamos a procurar pela internet por sinopses e bem, o fato é que o que poderia ser traduzido por aqui como “Entidade Paranormal” segue a mesmíssima premissa de Atividade Paranormal. Sujeito resolve filmar o que acontece em sua casa à noite, fantasmas e talz.

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Pá-pum cinéfilo (parte IV)

Ahhh, as férias! Aquele momento que dá para colocar em dia todas as pendências literárias e cinéilas sem qualquer culpa do tipo “Deveria estar fazendo outra coisa e não isso!” Pois bem, esse ano são mais curtas mas de qualquer forma já deu para conferir alguns filmes e retomar o Pá-pum cinéfilo das férias de 2009. Alguns eu vi no final do ano passado e não cheguei a comentar por aqui, então estou aproveitando o espaço, hehe. Para quem quiser dar uma olhada, você pode conferir aqui a primeira parte, segunda parte e terceira parte. Então vamos ver o que temos aqui.

The House of the Devil (2009): Ainda não tem data de estreia no Brasil, nem título em português. O que é uma pena, porque é um bom filme de terror, com a tensão chegando ao máximo em alguns momentos. Mas o mais bacana é o toque retrô, que fará com que o mais desavisado pense que está assistindo produçãoo do final dos 70 ou começo dos 80. A história gira em torno de uma menina que precisa desesperadamente de dinheiro, e bem, sabemos que isso só pode dar caca. Ela vai trabalhar de babysitter em uma casa com gente esquisita que está indo para uma festa estranha (há!) e bem, é ver para entender. Vale no mínimo como curiosidade para os fãs de horror.

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O Seminarista (Rubem Fonseca)

Lançado no mês passado, O Seminarista de Rubem Fonseca vem marcado com importantes estreias. No campo do mercado editorial, é a primeira obra inédita de Fonseca publicada pela editora Agir (depois de 20 anos no catálogo da Companhia das Letras). E considerando a tecnologia, foi o primeiro livro lançado também em formato eletrônico, para ser lido no Kindle. E embora a novidade inicialmente não tenha dado muito certo (o e-book estava custando mais caro que a versão impressa desse), isso não tem nada a ver com a qualidade do livro, não é mesmo?

Somando isso a uma campanha de marketing muito bacana que inclui até um video com ninguém mais ninguém menos do que o próprio Fonseca narrando o começo do livro, fica difícil segurar a curiosidade e esperar para conferir o que o autor de obras como Lúcia McCartney (1967), O caso Morel (1973) e Agosto (1990) trouxe de novo para os leitores.

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Desejo e Reparação

Eu tenho cá minhas birrinhas pessoais sobre alguns filmes. Veja o caso de Desejo e Reparação, que chegou nos cinemas do Brasil no começo do ano passado e que só fui conferir agora. Inspirada em uma obra de Ian McEwan (um dos queridinhos da crítica atualmente, devo dizer), eu resolvi deixá-lo completamente de lado por causa da “sacada” da distribuidora do filme de lançar o filme com um título bem “Austeaniano”, tentando estabelecer uma relação com a atriz principal, Keira Knightley, que tinha conquistado corações como Elizabeth Bennet um ano antes.

Bobagem, eu sei. Mas a curiosidade era grande, então ainda em 2008 resolvi ler Reparação (Atonement em inglês), até por causa dos diversos elogios à obra. E o livro realmente me agradou, lembro que fiquei encantada com o trabalho do McEwan com as personagens (aquela coisa de serem reais, não caricatas) e mais ainda com a conclusão e todo o significado sobre a arte de escrever que ela trazia. Mas não foi uma leitura que, digamos assim, mudou minha vida.

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Dica de natal: não compre nas Americanas

(Observação de 01/05/2010: O .:Hellfire Club:. teve um problema com o servidor no qual era hospedado, perdendo não só os posts que estou recolocando aos poucos, mas também as imagens. Algumas podem ser recuperadas sem problemas, outras, como no caso desse post, não. Porque tratavam-se de print screens que ilustravam e provavam o que ocorreu durante minha compra em dezembro. Então fica só o registro em palavras mesmo, fazer o quê.)

Comprei no dia 17/12 alguns presentes para minha família. Dia 17, sabe como é. São cinco dias úteis até o natal, uma folga considerável para produtos de entrega imediata, certo? Bom, errado. Eu sei que fazer compras em lojas “reais” são um saco, levando em conta que estão lotadas e tudo o mais, mas pelo menos você compra e sai de lá com o produto em suas mãos, não fica na dependência de um péssimo serviço que sequer dá conta de atender direito o público em caso de reclamação. Ok, vamos à saga.

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Donnie Darko

Sim. Eu AINDA não tinha assistido, não sei bem a razão. Não foi por falta de indicação, nem de curiosidade, só não tive oportunidade mesmo. Aí para celebrar o início das minhas férias resolvi FINALMENTE conferir Donnie Darko, produção independente de 2001 com roteiro e direção de Richard Kelly (que agora é apontado como produtor da versão cinematográfica de Pride and Prejudice and Zombies). No papel que dá título ao filme temos Jake Gyllenhaal já surpreendendo antes de ser um cowboy em Brokeback Mountain.

O enredo é até bastante simples: um jovem com problemas mentais encontra numa noite um sujeito vestido de coelho (Frank) que anuncia para ele que o mundo acabará em 28 dias, 6 horas, 42 minutos e 12 segundos. Como saiu da cama para ouvir o que Frank tinha a dizer, Donnie é milagrosamente salvo de um acidente envolvendo uma turbina de avião que acerta em cheio seu quarto. Ok, eu sei que isso parece um tanto bizarro, mas convenhamos, ainda assim é simples. Continue lendo “Donnie Darko”

Os melhores filmes de 2009

Resolvi fechar minha lista de filmes desse ano um pouco antes, primeiro porque as semanas seguintes eu não poderei garantir que estarei online (sabe como é) e segundo porque o único lançamento desse ano que ainda quero ver é Avatar, e eu ainda acho que não vou gostar. O que me deixou surpresa esse ano não foram bem os filmes em si, mas bem, o fato de que essa é meu 6º top10 de filmes.  Se tivesse feito em dezembro de 2003, seriam 7. Hellfire já tem chão, ahn?

Para quem ficou curioso, aqui você pode conferir as listas de 2004, 2005, 2006, 2007 e 2008. E para 2009 o que temos (e espero que nem precise lembrar que é uma lista pessoal, então é bem previsível que você discordará do que verá aqui) começando do 10º até o primeiro lugar é o seguinte:

Os que ficaram de fora:

11. Arrasta-me para o Inferno
12. O Curioso Caso de Benjamin Button
13. O Lutador
14. Quem quer ser um milionário?
15. A Verdade Nua e Crua
16. Paris
17. Frost/Nixon
18. Evocando Espíritos
19. Coraline e o Mundo Secreto
20. Ele não está tão a fim de você
21. Lua Nova
22. Livro de Sangue
23. Matadores de Vampiras Lésbicas
24. The Spirit
25. Atividade Paranormal
26. A Órfã
27. 17 Outra Vez
28. Nick e Norah – Uma Noite de Amor e Música
29. Dia dos Namorados Macabro
30. Marido por Acaso
31. Noivas em Guerra
32. Sexta-feira 13
33. Presságio
34. Garota Infernal
35. Anjos da Noite – A Rebelião
36. Alma Perdida
37. Pagando bem que mal tem?

Top5 livros em 2009

Continuando com a tradição e aproveitando a onda de retrospectivas de final de ano, resolvi elaborar o top5 de livros lidos esse ano. Lembrando que assim como aconteceu em 2008, não são especificamente lançamentos de 2009.  A surpresa para esse ano ficou por conta dos autores nacionais. Li pouquíssimos, mas mesmo assim eles são maioria na lista. E é isso.  Se quiserem comentar sobre os melhores livros que vocês leram esse ano, o espaço dos comentários está sempre aberto. No mais, espero que alguns dos títulos sirvam de sugestões para quem está querendo ler algo mas não tem ideia do que.

TOP 5 LIVROS EM 2009!

5. Frenesi Polissilábico (Nick Hornby)

Eu estava quase deixando o Seth Grahame-Smith entrar com How to survive a horror movie, mas depois lembrei de quanto me diverti me identificando com a relação de Hornby com suas leituras. É para ser divertido e consegue sê-lo do começo ao fim. Lembro até agora de algumas passagens como quando está indignado com os rumos que uma história tomou e aí comenta: “…I just sort of lost my grip on the book. Also, someone gets shot dead at the end, and I wasn’t altogether sure why. That’s a sure sign that you haven’t been paying the right kind of attention. It should always be clear why someone gets shot. If I ever shoot you, I promise you there will be a really good explanation, one you will grasp immediately, should you live.” O senso de humor do Hornby afiadíssimo como sempre, falando de algo que eu adoro. Tinha que vir para o top5.

4. O Filho Eterno (Cristovão Tezza)

Eu já ouvi comentários de que ele se inspirou bastante (digamos assim) no livro Uma Questão Pessoal, de Kenzaburo Oe. Como só li O Filho Eterno, prefiro não entrar nesse campo. A verdade é que embora breve, a obra de Tezza é forte, daquelas que realmente mexem com o leitor fazendo não só com que pense sobre o que está ali escrito, mas também sinta. Como já comentei antes, é a melhor prova de que um livro não precisa ter dezenas de inovações estilísticas para ser um bom livro. Uma história que ganhe o leitor como acontece em O Filho Eterno já basta.

3. Areia nos Dentes (Antônio Xerxenesky)

Eu preciso confessar que o que chamou minha atenção inicialmente era o enredo, envolvendo zumbis. Um faroeste com zumbis, pense só. E a medida que você vai conhecendo Mavrak (cidade que é quase uma personagem dentro do romance) logo percebe que não se trata de uma obra sobre zumbis, mas com zumbis. O conflito do narrador com suas lembranças, uma tentativa de conhecer-se através do passado, reconstruir-se. Para não falar de recursos que Xerxenesky utiliza, rendendo momentos ótimos que vão além da contação de história.

2. Catatau (Paulo Leminski)

Leminski não se dedicou tanto à prosa quanto à poesia, o que não deixa de ser uma pena se considerar os trabalhos com os contos (como pode ser visto na coletânea Gozo Fabuloso) e com Catatau, o romance ideia. Quase que uma releitura tupiniquim (e caótica, muito caótica) de Esperando Godot de Beckett, aqui temos um Descartes alucinado no Brasil, esperando por Artiscewsky. O leitor é tragado pelo fluxo de consciência do narrador (Descartes), deixando a lógica completamente de lado.  Há ritmo, quase como se fosse para ler em voz alta, um romancepoema inesquecível.

1. World War Z (Max Brooks)

Mais zumbis? Sim, mais. Mas mesmo que você não seja lá muito fã de histórias com mortos-vivos, vale a pena a leitura pelo que Max Brooks faz com o que já é um tema tão batido. A ideia da contrução da história a partir de depoimentos dos sobreviventes do que seria uma guerra mundial contra os zumbis é perfeita para uma metáfora sobre como é fácil simplesmente deixar a humanidade de lado. É uma obra marcante, uma pena que ainda não tenha tradução para o português, embora eu ache que com o filme que está para sair logo chega por aqui.