A internet de quem gosta de ler está cheia de exemplos de inícios marcantes de livros – aquelas primeiras frases inesquecíveis que servem como um excelente cartão de visita para uma nova obra. Por exemplo, dia desses eu abri um que começava assim: “Eu queria ser uma vadia quando eu crescesse.” 1 e imediatamente pensei “Ok, esse aqui vai para a lista de livros para ler”.
Mas estava pensando aqui que pouco falamos de finais. Eu sei que é sintoma desse tique que acompanha as pessoas que comentam livro na internet desde os tempos dos blogs literários, o “não posso falar muito senão dou spoiler”. Quem lê meu blog sabe que costumo alertar, mas nunca deixo de comentar detalhes que acredito relevantes. Como falei há uns tempos com alguém que perguntou sobre isso no Twitter, não estou vendendo livro, estou falando da minha experiência de leitura. Então, como é que vou me privar de falar sobre um desfecho se ele é importante?
Ano passado eu previ que detestaria a ideia de furar a lista de melhores leituras e exatamente conforme havia previsto, eu realmente xinguei muito meu eu de janeiro de 2023 que achou que seria uma boa ideia transformar meu post de melhores leituras 
Ganhei minha primeira agenda em 1993, era uma de capa dura com uma ilustração fofa do Garfield que logo transformei em diário (talvez o que eu mais evite reler, porque quem é que não tem vergonha da sua própria versão aos 12 anos?). Mas a primeira vez que fiz agenda foi no ano seguinte, depois de ganhar uma do Fido Dido de amigo secreto na escola. Era ainda uma mescla, eu escrevia diário, mas começava ali um hábito que seguiu comigo por muitos anos.
A famosa “lista de livros para ler” é um bicho estranho: não tem um formato fixo, porque você pode passar meses esperando ansiosamente um título ser lançado e quando ele finalmente chega… fuéééém, você descobre que não está no clima para aquele livro.
“Nossas meninas estão longe daqui
Janeiro já no fim, mas eu não posso deixar de colocar aqui minha listinha de filmes favoritos de 2021. 2021 foi um ano de reabertura dos cinemas, só que ainda não tenho coragem de ir. Nem de Aura. Fico pensando se vai aparecer um filme que seja o que me faça vencer o medo, mas por enquanto não aconteceu (dei uma respirada mais rápida com o anúncio do show no telhado dos Beatles no Imax, mas já passou).
Hum. É. Aqui estou. Não estava muito animada para fazer a lista de melhores leituras do ano porque olhando para os livros que separei para o top10, uma parte achei bem boa, mas nem todos são livros que me acompanharão no futuro. Sabe, não daqueles que só de ver a capa em algum lugar ou ler algum comentário já dá aquela sensação de reencontrar um bom amigo? Algo assim.
É estranho. Passei quase todo o ano passado falando que a pandemia tinha esculhambado minhas leituras, afetado o ritmo, etc e aí fechou o ano, fui ver as contagens lá do Goodreads e meio que bateu com minha média de sempre. Mas eu sei que afetou algumas escolhas de leitura (tendi para leituras mais leves, por exemplo), e tenho total noção que afetou a experiência de leitura também. Tenho certeza que já coloquei