Coisas de Curitiba

É, eu sei que não é muito natural eu passar tanto tempo sem atualizar o Hellfire Club. O negócio é que meu computador faleceu no último dia 22, depois de seis anos de trabalho duro. E eu até posso usar o computador do Fábio (como estou fazendo agora), mas os mais nérdicos devem entender o que direi agora: é simplesmente um saco usar o computador dos outros. Então, resumindo o blá blá blá, Hellfire volta ao normal quando o meu computador novo chegar.

Por enquanto, fiquem com um conselho e um daqueles arquivos engraçadinhos para mandar por e-mail. O conselho: façam backups SEMPRE. Sobre o arquivo, é uma ilustração que mostra algumas peculiaridades aqui da terrinha. Para ler, clique aqui (não-curitibanos que andaram por essas bandas provavelmente também rirão).

A vida e a morte de Peter Sellers

Em outubro de 2005 eu assisti ao filme Muito Além do Jardim, que passou a fazer parte dos meus favoritos pela leveza com a qual contava a história do jardineiro Chance (interpretado maravilhosamente bem por Peter Sellers). O filme de certa forma serviu de empurrãozinho para eu alugar A vida e a morte de Peter Sellers, cinebiografia do ator, que não chega a ser um dos melhores filmes de todos os tempos mas vale a pena conferir – especialmente se você conhece os papéis interpretados por ele.

Está tudo lá: A pantera cor-de-rosa, Dr. Strangelove, Casino Royale… e claro, Muito Além do Jardim. O bacana é que ao concluírem a história mostrando o trabalho de Sellers como Chance, o roteiro relaciona personagem com autor a fim de justificar a vida que Sellers levou (o que não foi bolinho: aparentemente era perfeccionista ao extremo, o que rendeu bastante dificuldade).

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Kirk O’Bane

Quem adolesceu no início dos anos 90 como eu, não tinha disponível ainda as maravilhas da Internet. Se você curtia o som de um cara, você comprava o cd, pedia para seu amigo gravar o cd para você ou ficava hooooooooras esperando sua música favorita tocar na rádio para gravar. Também não tínhamos acesso às notícias e demais informações como temos hoje em dia. Não que isso fizesse a nossa adolescência pior, só era diferente.

Um dos casos que melhor ilustram isso é o do sujeito que dá nome ao post. “Kirk O’Bane, Anica? Você pirou? Quem é ele?“. Digamos que trata-se de uma piada internet para quem já leu Um Grande Garoto, do Nick Hornby. Para quem não leu: estou falando do Kurt Cobain.

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Meia Palavra em festa!

E não tem nem dois dias que comentei sobre o Ambrosia, e agora já chega mais um projeto no qual estou envolvida. Sobre o Meia Palavra eu acredito que não preciso falar, estou desde novembro morrendo de orgulho em ver a idéia dando certo (especialmente por causa do pessoal bacana que resolveu fazer daquele fórum uma sala de estar). O negócio é que algumas pessoas resolveram levar a coisa para um outro nível, e agora além do fórum nós temos também um blog-site-whatever. Isso mesmo, Meia Palavra nem completou um semestre e já está rendendo frutos.

Para acessar ao blog-site-whatever, basta clicar aqui. Ainda estamos dando os primeiros passos, e nosso texto inaugural foi escrito pela Carol, sobre O Iluminado. Se quiser participar também, você pode mandar sua colaboração para nós, o que mais queremos é que os leitores se sintam em casa tanto quanto o pessoal da Equipe. E vamos que vamos :eba:

Piece of Me, Piece of You

Não, não vou falar de Britney ou coisa do tipo. Na realidade, passarei uma dica para o pessoal que curte histórias com zumbis, o video Piece of Me, Piece of You criado por Three Legged Legs. É uma animação/musical feita com marionetes, divertidíssima. Se gostar do video, continue lendo a página porque tem todas as informações de como ele foi realizado. Vale a pena, o resultado é muito bacana mesmo! Para assistir ao video, basta clicar na imagem abaixo (você precisará ter o Quicktime instalado no seu computador).

Ambrosia

AmbrosiaAlguns dias (acho que já meses, a vida anda tão corrida que perdi até a noção do tempo) atrás o Salvador entrou em contato comigo aqui pelo Hellfire e trocamos alguns e-mails sobre um projeto dele, o Ambrosia. A idéia é unir notícias e artigos sobre cultura em um só lugar, de Cinema até HQs. E eu colaborei pela primeira vez ontem à noite, com o artigo que vocês leram aqui no Hellfire sobre aquela relação entre o 1984 e o caso dos diários do Guimarães Rosa.

Eu nem preciso dizer “modéstia à parte” porque até agora a única coisa que fiz por lá foi colocar esse texto, mas favoritem (e visitem!) o Ambrosia, não só porque daqui para frente pretendo fazer colaborações inéditas (hehe), mas também porque realmente vale a pena: conteúdo bom e variado, visual clean e bonito e pessoas realmente dispostas a informar sobre esse mundo tão bacana da cultura pop. Encontro vocês lá 😉

1984

Algo que me perturbou muito durante a leitura de 1984 era a questão da manipulação da História. Lembro que passei dias pensando naquilo, querendo falar disso com alguém, como se eu tivesse um espinho de peixe na garganta. É até por causa disso que acredito que dificilmente a obra do George Orwell sairá da minha lista de favoritos de todos os tempos (mas aí já é outra história).

Então, para quem não lembra, Winston (o protagonista) trabalhava no Departamento de Arquivos do Ministério da Verdade. E talvez até mesmo por trabalhar nesse departamento, ele ainda tinha uma visão diferente sobre o mundo no qual vivia. Ele sabia que o tempo estava distorcido, tanto que no começo do livro há uma passagem na qual ele escreve no diário e se questiona se de fato está no ano de 1984. Mas o pior, o que realmente aterroriza, é o que eles fazem com as pessoas que são contra o regime político:

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Muxtape, degustação e WordPress

Seguindo a dica do Knolex, resolvi dar uma olhada lá no Muxtape, site no qual você criar sua própria “fita” para compartilhar com os outros (em um máximo de 12 uploads, nenhum ultrapassando 10 megas). Parece bem batuta e obviamente voltei no tempo, mas desse assunto eu já falei no Hellfire anteriormente. Então fica a dica aí. Estou preparando uma fita só com músicas de trilha sonoras, assim que ficar pronta atualizo o post com o link.

Editado: Então aí vai minha fita de músicas de trilha sonora. Já aproveito para propor o desafio: em quais filmes essas músicas tocaram? Algumas são bem óbvias, mas acho que outras nem tanto assim, hehe.

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Ode to Baby Jane

Baby JaneAdoro vilões e anti-heróis. Tenho uma paixão tamanha por esse tipo de personagem que normalmente presto mais atenção no malvadão do que no mocinho (vide o caso de Star Wars, filme no qual o vilão Darth Vader chuta a bunda de todo mundo, digamos assim). E até por causa desse meu gosto pelo pessoal do “lado negro da força” que vivo acompanhando listas de maiores vilões de todos os tempos.

O engraçado é que sempre via a tal da Baby Jane Hudson na lista e nunca entendia por que diabos ela estava ali. Ué, o filme é “O que terá acontecido a Baby Jane“, certo? Então eu achei que era mais um daqueles casos de mal-entendidos como o A Malvada 1, que todos pensam que “a Malvada” é a personagem da Bette Davis, quando na verdade é a Anne Baxter (Eve, All about Eve, sacou, sacou?). Mas não. Baby Jane é má. Má, má, má. Tão má que você sente raiva. Tão má que faz todo o filme valer a pena.

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O Caçador de Pipas (Khaled Hosseini)

Capa do livro O Caçador de PipasLiteratura tem dessas coisas: desperta paixões, e conseqüentemente gera grupos de seguidores fanáticos que não suportam ouvir uma crítica à obra amada. Veja meu caso, por exemplo: se você chega e diz que Allan Poe é uma droga, eu passarei hoooooooras da minha vida tentando provar o contrário. Então, fanáticos do Hosseini, deixo desde já o recado: calma, eu entendo vocês.

Mas o grande fato é que O Caçador de Pipas foi uma decepção para mim. Até porque nas últimas vezes que arrisquei ler algo da lista dos mais vendidos, eu acabei me surpreendendo positivamente (vide Budapeste, A Estrada da Noite, A Menina que Roubava Livros e Deus, um Delírio). Mas no caso de o Caçador já na metade do livro tinha concluído que tratava-se de uma obra superestimada.

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