• Do fundo do baú: balas

    Ahhh, a infância! Aquela época maravilhosa em que “bala” só significava um inocente docinho, sem qualquer outra conotação. Aquela coisa, ao contrário de muitos doces que costumavam custar muito caro, com qualquer troquinho você conseguia comprar um punhado de balas. E isso é a salvação das tardes de uma criança e o adolescente sem dinheiro e com fome, até porque as banquinhas sempre fizeram promoções do tipo “Pague 1 Leve 3″ ou algo que o valha.

    Foi pensando nesses doces momentos (há!) que resolvi fazer um top5 nostálgico, com algumas das minhas balinhas favoritas. Ficaram de fora a bala de coco das festinhas de aniversário (que só serviam para pegar o embrulho e fazer pompom de Paquita) e a bala de banana (de Antonina) que um dia ainda vou entender seu fascinante mistério: eu não gosto, mas sempre aceito quando me oferecem. Só para avisar, se você clicar no link com o nome das balas abrirá uma ilustração dessas (sabe como é, para refrescar a memória).

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  • Assim foram os anos 00

    Dica lá no Twitter do @aesposito, que viu no @Comunicadores (clique na imagem para ampliá-la):


  • Discos do ano que você nasceu

    anos80-1e2O UOL colocou no ar ontem uma seleção bem interessante, dos melhores discos lançados em 1989 (20 anos atrás, sacou sacou?). O que eu achei bacana reparar é como relacionamos certas bandas aos anos 90 mas nos 80 elas já estavam gravando. Caso do Nirvana (com Bleach), Red Hot Chili Peppers (com Mother’s Milk) e nine inch nails (com Pretty Hate Machine).  Também bate aquele momento “Poutz, to véia!” ao ver Like a Prayer da Madonna entre os lançamentos daquele ano. Engraçado como a noção de tempo varia quando o assunto é música (e bem, quando os anos vão passando, certo?).

    Inspirada por essa lista do UOL resolvi dar uma pesquisada para saber o que estava saindo em 1981 (ano em que eu nasci, para os que não sabem), até para ver se não tinha mais um desses casos de bandas que já estavam labutando, só esperando o tão sonhado momento do estouro. Para tal, usei a boa e velha wikipedia em inglês como fonte. Para quem ficar com vontade de fazer algo igual, basta usar esse link aqui: http://en.wikipedia.org/wiki/Category:xxxx_albums , trocando o xxxx pelo ano em que você nasceu.

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  • Para explicar no futuro: cinema

    121062625_00f468edca(Eu sei que começo séries que nunca termino, tipo a Do Fundo do Baú, mas o bom de ter um blog é que em teoria escreverei para sempre, então o segundo post da série sempre poderá ser publicado, há há)

    Eu estava pensando no suquinho de goiaba da lojinha de sucos que tinha ao lado do Cine Condor e então me dei conta de que tem uma pá de tempo que o Cine Condor virou bingão e deixou de existir. O que é uma pena, porque tenho todo um histórico naquele cinema. Por exemplo, assisti filmes como De Volta Para o Futuro II lá. E fui barrada na sessão de Pulp Fiction porque tinha 14 anos e o filme era para maiores de 18. Tinha o Cine Itália também, que ficava no topo do Shopping Itália – um dos prédios mais altos de Curitiba, pelo menos na minha infância – lembro que lá assisti Minha Amada Imortal com minha mãe, e lembro que juntava moedinhas para assistir sessões baratas de filmes como Débi&Lóide e Epidemia com minha amiga Pati. É, já deu para ir ao cinema “juntando moedinhas”.

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  • O_____________o

    Não tem nem três meses que perguntei se mais alguém aí torcia por um namoro entre a Mônica e o Cebolinha e aí eu vejo isso aqui no G1:

    Mônica e Cebolinha se beijam em nova fase da turma. É. É. Que será que é esse squidum dum dum?


  • Finalizando a história dos outros

    Hoje em dia infelizmente não sofro mais desse mal, porém durante a infância eu era uma criança bastante criativa.  E provavelmente dada a muitos silêncios, se for levar em consideração o grau de pirações. Por exemplo, lembro que quando ainda não sabia ler eu ficava inventando história para as figurinhas que vi nos gibis da Mônica – inclusive achava que o botão do travesseiro do Chico Bento era um mosquito venenoso e ele estava indo dormir sem perceber o perigo que se aproximava dele e…

    … ok, acho que deu para entender. Mas sabe, o pior é quando eu acabava de certa forma acreditando na minha versão dos fatos. Por exemplo, eu não assisti A Fantástica Fábrica de Chocolate até o fim (o antigo) e até assistir a versão nova, eu jurava de pé juntos que o Willy Wonka usava pedacinhos de crianças em suas receitas e que o final provavelmente consistia na pirralhada salvando a própria pele e ganhando chocolate de graça por toda a eternidade. O que me faz pensar que preciso assistir até o fim. Nas férias, quem sabe.

    (É, devaneio total. Para não perder a viagem, aproveite para conferir os campeões do Melhores Momentos do Meia Palavra)


  • Do fundo do baú: anel do humor

    Internet vocês sabem como é: uma coisa leva à outra e quem começa uma pesquisa por milho pode acabar lendo sobre um filme de terror obscuro de décadas atrás. Aliás, é uma das coisas mais bacanas que eu vejo nessa ferramenta: tanta coisa interligada, tanta coisa para saber. Mas enfim, divagações à parte, eis que dia desses em uma pesquisa inocente sobre um filme, acabei lendo uma breve menção a um objeto que marcou parte da minha… ahn… infância? adolescência? Já nem lembro. Estou falando daquele trequinho bizarro chamado anel do humor.

    Eu não lembro se cheguei de fato a ter um, mas lembro que brincava muito com o das minhas amigas. Eu obviamente não acreditava nos poderes profetizadores do acessório, mas me divertia horrores esfregando o anel na calça do uniforme para esquentá-lo, até que mudasse de cor. Era feio bagarai, devo dizer, mas foi febre durante uma época lá na escola. Então fica aí o primeiro objeto nostálgico do meu baú (é, daqui para frente resgatarei mais algumas lembrancinhas do passado) e um texto explicando como é que ele funcionava: Anulus adfectionis.


  • O Melhor Filme de Cada Ano Em Que Estive Viva (III)

    E láááá vamos nós para a parte final da minha lista, que vai de 1999 até 2007. Sim, eu estou vivona aqui em 2008, mas estou deixando a data de fora até porque não vi muitas estréias esse ano (lista da vergonha nérdica: Indyana Jones, Homem de Ferro, Batman e devo estar esquecendo de outros).  Fica valendo o que eu colocar naquele meu top10 básico de fim de ano.

    Por falar no top10 básico de fim de ano, eu o publico desde 2004, o que significa que terminar essa lista não seria muuuuuito difícil. O problema é que às vezes revendo filmes, ou simplesmente com o tempo mesmo, o que era o melhor filme que eu tinha assistido naquele ano passa a ser um filme muito bom, mas hum, segundão digamos assim. Então por favor, não usem o pesquisar para dizer que sou incoerente com meu gosto, já dou a resposta aqui: sim, eu sou. =P

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  • O Melhor Filme de Cada Ano Em Que Estive Viva (II)

    Continuando com a lista dos melhores filmes de casa ano em que estive viva, agora com o período entre 1990 e 1998. Como disse antes, é, sou velha e tive que repartir em três. Ainda bem que não são três de dez, senão entrava em crise. No caso dos anos 90 a dificuldade nem foi tanto lembrar dos filmes, ou ainda, escapar da nostalgia. Aí, o problema já foi selecionar qual filme, entre tantos excelentes que apareceram nessa época, ficaria de fora da lista.

    Lembrando mais uma vez que as datas de lançamento são as do IMDb, e que essa não é uma lista nostálgica (o que significa deixar de lado nossa querida e já comentada Sessão da Tarde). Então, sem mais firulas, vamos logo à segunda parte da lista dos melhores filmes.

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  • Das coisas que moldam nosso caráter

    Acabei de ler um artigo sobre a versão mangá da Turma da Mônica e fiquei cá, lembrando de todas as ‘n’ revistinhas do Mauricio de Souza que li.  Sabe como é: cheguei até a acompanhar a chegada da revista da Magali e do formato “Gibizinho”1. Aí, sabeseláporque, lembrei de uma constante nas histórias envolvendo o Cascão, que aparentemente era mais “humilde” do que os demais amiguinhos: a moral “de que adianta dar valor aos brinquedos caros se você não sabe se divertir?” (ok, não era assiiiiiim que eu absorvia na época, só sabia que era importante saber que video game não é tudo na vida).

    O engraçado é que no final das contas isso acabou moldando meu caráter, de certa forma. De um jeito meio hipócrita, talvez, mas eu era a menina que andava de bicicleta até um lugar bem longe de casa para sentar com a amiga num campinho e ficar falando na natureza (ahahahahaha, acabei de lembrar da vez que convidamos a Daniele para fazer isso e no final do dia uma olhou para a outra e disse “É, ela não entendeu como funciona”). Assim, eu não cresci com video game, mas de quando em quando achava que ter vários amigos para brincar de gato mia era muuuuuuito mais divertido do que ter a casa da Barbie, por exemplo. O que obviamente não era (pelo menos se você adorava brincar de Barbie, como eu).

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    1. sou só eu ou mais alguém aqui torcia por um ‘namoro’ entre o Cebolinha e a Mônica? O_o []

  • O Melhor Filme de Cada Ano Em Que Estive Viva (I)

    Seguindo a sugestão do Luis e do V lá d’O Discreto Blog da Burguesia (um dos melhores títulos de blog de todos os tempos), resolvi fazer minha própria lista de melhores filmes de 1981 até recentemente. A tarefa não é das mais fáceis, até porque por mais que meu teste de demência tenha dado negativo, ainda assim minha memória não é das melhores. Além disso, eu não sou cinéfila como eles, então tem um monte de filme para ver. E ainda tive que definir o papel do fator nostalgia na lista (e aviso desde já que foi zero. Outro dia faço uma lista cheia de Curtindo A Vida Adoidado e Os Fantasmas se Divertem, prometo).

    De qualquer forma, está aí a primeira parte. De 1981 até 1989. Já deixo como registro que preciso urgentemente assistir mais filmes dos anos 80. Não os da Sessão da Tarde, até porque tive uma infância bem desocupada e feliz, obrigada. Outra coisa: datas de lançamento de acordo com o IMDb. Ok, vamos à lista.

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