Atrasada para a festa

Há uns dias cruzei com uma edição especial de 25 anos de um livro britânico chamado Ralph’s Party, da autora Lisa Jewell – o que situa o lançamento ali em 1999, considerando ano de publicação da edição. 1999 foi um ano esquisito da minha vida, começou com o deslumbre pela vida universitária e terminou com uma faculdade trancada e uma tentativa frustrada de vestibular para outro curso. Fui ver Matrix, A Bruxa de Blair e O Sexto Sentido no cinema e escrevi o refrão de Smooth na porta do banheiro do bar que eu frequentava. Mas enfim, normal que o livro tenha passado completamente batido para mim, no fim das contas.

De qualquer modo, acabei ficando curiosa, e possuída pelo ritmo Ragatanga pelo espírito de que tudo vale a pena se a memória do e-reader não é pequena, resolvi dar uma conferida. Pois bem, Ralph’s Party é uma comédia romântica publicada em 1999, mas com uma história que se passa em 1996 – e ela grita anos 90. Até por causa disso, mais do que a história em si – que é uma versão mais sem filtro (e britânica) de Friends – o que realmente chamou minha atenção foi como é nostálgico ler sobre aquele tempo, mesmo que a época não fosse particularmente boa.

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Música e Cinema nos anos 90

Aí hoje cedo vi no uol uma chamada dizendo “Relembre trilhas dos anos 1990 como Pulp Fiction” e eu fui logo clicar e conferir. Blé, para começar, não era trilha só dos anos 90, era tudo misturado. E o pior é que quem fez a seleção conseguiu pegar simplesmente a pior música da trilha de Alta Fidelidade, sendo que essa conta com a excelente Dry the Rain da Beta Band. Aí pensei: a graça da lista é que você nunca concorda e aí pensa logo na sua, então vou lá fazer a minha.

E foi uma viagem no tempo. O engraçado é que a década de 90 diz muito mais para mim do que essa última década que passou (lembro sei lá, das Torres Gêmeas e da faculdade? Que sem graça). Ouvindo novamente algumas músicas daquele tempo, e lembrando de alguns filmes que mesmo bobos foram tão marcantes naquela época, bateu uma nostalgia gostosa. É engraçado como a arte tem esse poder, de nos transportar para alguma época, com seus cheiros e cores.

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