Para explicar no futuro: cinema

121062625_00f468edca(Eu sei que começo séries que nunca termino, tipo a Do Fundo do Baú, mas o bom de ter um blog é que em teoria escreverei para sempre, então o segundo post da série sempre poderá ser publicado, há há)

Eu estava pensando no suquinho de goiaba da lojinha de sucos que tinha ao lado do Cine Condor e então me dei conta de que tem uma pá de tempo que o Cine Condor virou bingão e deixou de existir. O que é uma pena, porque tenho todo um histórico naquele cinema. Por exemplo, assisti filmes como De Volta Para o Futuro II lá. E fui barrada na sessão de Pulp Fiction porque tinha 14 anos e o filme era para maiores de 18. Tinha o Cine Itália também, que ficava no topo do Shopping Itália – um dos prédios mais altos de Curitiba, pelo menos na minha infância – lembro que lá assisti Minha Amada Imortal com minha mãe, e lembro que juntava moedinhas para assistir sessões baratas de filmes como Débi&Lóide e Epidemia com minha amiga Pati. É, já deu para ir ao cinema “juntando moedinhas”.

Tinha o Cine Lido, desse o episódio mais memorável foi quando derrubei fanta na minha roupa enquanto assistir Se7en com minha prima Marilia. Provavelmente lá eu vi Entrevista com o Vampiro também (embora eu tenha ido ao cinema umas trocentas vezes para assistir Entrevista com o Vampiro, então devo ter ido em mais de um cinema.). Isso para não falar de Batman e Os Trapalhões no Astor e no São João (que antes de sumir ganhou fama de só passar filme pornô). Éééé… tantos filmes… O clima era outro.  Não tinha essa de cinema em shopping. Até porque em teoria só tínhamos um shopping (o Mueller), hehe. E sério, eu gosto da qualidade e do conforto dos multiplex da vida tipo Cinemark e UCI, não vou levantar a bandeira da extinção de salas desse tipo.

Mas eu sinto saudades dos espaços criados para servirem como cinema. Não sei explicar ao certo. A sala do Cine Condor, por exemplo, era enorme. E tinha uma salinha de espera do lado de fora, com bancos vermelhos de corino (ou algo que o valha) onde você podia ficar esperando antes do filme começar. Era algo mais aconchegante, e cada lugar tinha uma característica própria. Dá saudades. E ao mesmo tempo fico pensando: como explicar a sensação de uma sala de cinema daqueles tempos para alguém que foi criado na geração multiplex? Acho que é uma experiência tão pessoal que provavelmente não teria como. De certa forma fico feliz por ter feito parte de uma geração “coluna do meio” e poder conhecer o passado e aproveitar o presente.

Ahá! Estava quase terminando e lembrei de algo que as salas de antigamente tinham que era muito legal e que hoje em dia não tem mais: os lanterninhas! E já que está imperando a nostalgia, um post sobre o comércio de antigamente de curitiba que encontrei enquanto procurava por imagens para esse post. Muito legal mesmo (mas hum, acho que só agradará tchibanos). Ah, a imagem do post é um bingo, né. Antigamente o Cine Lido ficava ali.

(Antes que eu me esqueça: I CONCURSO DE CONTOS MEIA PALAVRA. Se você escreve, deveria participar, heim)

6 comentários em “Para explicar no futuro: cinema”

  1. Nostalgia pura, hein???

    Me lembro de todos esses cinemas aí. Se não me engano o LIDO tinha dois cinemas né? Lido 1 e Lido 2. Assisti OPERAÇÃO DUMBO nesse cinema. Toy Story também!

    Tinha um cinema ali na praça osório, se não me engano era CINE PLAZA, certo? Só sei que uma vez fui ali com meu pai assistir POWER RANGERS, mas como tinham apenas 5 pessoas na sala o filme acabou não passando! O gerente devolveu os ingressos e para não deixar uma criança como eu triste me deu um pôster do filme! hauhauha

    Bons tempos.

    Mas, assim como você, jamais dispensaria o conforto das salas de hoje em dia. Mas que era legal, era.

  2. Isso, isso! Lido I e Lido II ^^ Sobre o Plaza, ele foi um dos últimos a fechar, né? Cheguei a ver As Duas Torres lá, naqueles tempos já dava para fazer um esquema de comprar um ingresso e ficar o dia todo assistindo filme. :ueba:

  3. nostalgia total este post. Vc me fez retornar aos bons tempos cinemátográficos, e ainda reforço sua lista e lembro das outras salas da FCC. Lembra do Grof, do Ritz… nossa assisti tantos filmes legais por lá, e conheci diretores que jamais teria conhecido nas salas mais “comerciais”. NAs salas da Fundação assisti BAraka, O Estranho mundo de Jack, Johnny Stechino, Confiança…muitos, muitos. Ai que saudadona.

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