Supernatural S06E01: Exile on Main Street

Eu sei de algumas pessoas que sequer gostaram da notícia de Supernatural continuar depois do final da temporada passada. Aquela coisa, Apocalipse, tinha que acabar tudo e daquele jeito meio “wtf?” como foi visto em outras conclusões de temporadas da série. Eu obviamente estou com um pé atrás sobre o que está por vir ao longo desse sexto ano, mas para falar bem a verdade fico feliz que tenha continuado. Eu gosto de Supernatural, e acho que ainda dá para fazer algo bom ali sem necessariamente significar “concluir a série”, hehe.

E então temos Exile on Main Street (S06E01), que começa um ano após os eventos vistos no final de temporada. Dean está feliz e contente com sua vida “normal”, mas aparentemente sentindo saudades dos tempos de caçador – como fica claro não só com a música que toca de fundo, mas nos contrastes entre os dois tipos de vida. Ele logo começa a desconfiar que um ser sobrenatural está rondando a vizinhança, e vai investigar. É quando descobre que oops, Sam está vivo.

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Quão perigoso é um zumbi?

Acabei de ver lá no Graph Jam: How Dangerous is a Zombie? Gráfico para os fãs de filmes de zumbi ;D

(clique na imagem para ampliar)

Edit: Esqueci disto aqui -> 7 Razões Científicas pelas quais uma epidemia de zumbis falharia rapidamente. Já tem um tempo que vi no Cracked, mas enfim, já que estamos falando de zumbis…

House M.D. S07E01: Now What?

Era mais ou menos a pergunta que todos que acompanham House deveriam estar pensando antes de assistir ao primeiro episódio da sétima temporada (Now What?). E agora? O que poderão explorar ao longo dessa temporada? As idas e vindas com o vicodin já foram usadas ao extremo (e por extremo, entenda-se inclusive a internação de House no hospício). Já tivemos o rompimento da amizade entre Wilson e House (que logo reataram), o fim da equipe original (facilmente substituída) e bem, sobrou lá a Cuddy, que desde o começo dava para a série aquele elemento que todo mundo tanto gosta (han, han, tensão sexual) mas que nunca chegava a nada porque tanto ela quanto House sabiam que nunca iria dar certo os dois juntos.

Agora os dois acham que pode dar certo, e começam a temporada apaixonados, tirando uma manhã de folga do hospital enquanto tentam acertar os pontos e definir o que estão vivendo. E sim, fazem sexo também. Ok, nada contra o amor – quem lê meus comentários sobre House aqui sabe que sou Huddy desde sempre (hehe), mas sustentar uma série só nisso e no que a Thirteen fará da vida… hum… não dá. Fica parecendo aqueles ‘n’ dramalhões médicos dos quais House sempre se diferenciou, e por isso valia a pena assistir.

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Dead in the Family (Charlaine Harris)

Como comentei no meu post de test-drive do Kindle 3, eu testei o e-reader com a versão eletrônica do décimo livro da coleção que inspirou a série True Blood da HBO. Lançado em maio desse ano, Dead in the Family deixa bem claro qual será o tema principal da história de Sookie e companhia nesse livro: os entes queridos. Às vezes nem tão queridos assim, hehe. Já aviso para quem acompanha True Blood que talvez seja uma boa não ler esse post porque pode ter alguns spoilers (vá saber se a série durará dez anos, ou se continuarão mantendo alguma fidelidade aos livros, né…).

Quem já está acostumado com os livros sabe que Charlaine Harris descobriu ali um jeitinho de garantir o ganha pão, e estica a narrativa ao máximo, dando pouco tempo de intervalo entre os acontecimentos. Aqui Sookie começa lidando com os eventos de Dead and Gone: se recuperando da tortura que sofreu na mão de fadas (é estranho usar fadas para homens, se alguém tiver alguma tradução para fairies que seja masculina me avisa _o/ ) e da morte de Claudine, está “casada” com Eric, a cidade ainda reage a “saída do armário” dos shifters e por aí vai.

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True Blood S03E12: Evil is going on (Season Finale)

Para você ver como são as coisas: sempre reclamo da lerdeza dos canais de tv a cabo, e aí vem a HBO do Brasil e transmite o último episódio de True Blood junto com a gringa. Uou. Jóia! Só que no domingo eu ainda estava no hospital, há. Mas tudo bem, primeira noite em casa depois de voltar da maternidade e já estou lá, conferindo o último episódio da terceira temporada de True Blood. E gee, que coisinha ruim. Lembrei na hora da primeira temporada (meus comentários sobre isso são até engraçados, porque consegui errar TODAS as previsões para a temporada seguinte, hehe), que também teve um péssimo desfecho.

Porque convenhamos, as coisas foram resolvidas de um jeito meio desleixado (digamos assim) e para piorar, nada de muito interessante sendo prometido para a temporada seguinte. Sam matou ou não irmão? A mãe de Tara pega o pastor! O bebê de Rene será um assassino? etc. Que coisa mais chata. Foram poucas coisas realmente interessantes ou que simplesmente eram pelo menos o que se esperava para essa conclusão de temporada.

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Arthur

Então que para que ninguém pense que de repente assim eu tenha batido as botas, cá está a razão do meu sumiço:

Arthur nasceu sábado, dia 11 de setembro, às 8:57 da manhã. Pesando 4,025kgs e medindo 50,5cm veja só o tamanho do garotão =] Insira aqui todos aquelas coisas sobre mudar a vida, felicidade absoluta e amor incondicional que tanto falam e você pensa que são só clichezão e aí quando é com você, descobre que não é bem assim.

Test-drive: Kindle 3

O pessoal que me conhece sabe da minha paixão por livros. Não, não estou falando da paixão por leitura, embora eu também a tenha. Mas é aquela coisa quase de fetiche, de colecionar edições bacanas de títulos que gosto (Bartleby, oi?), ter o maior orgulho de possuir daquelas tiragens especiais (tipo a de O Senhor dos Anéis, que temos três aqui em casa) ou ainda o velho e ótimo prazer de sentir o cheiro de livro novo, especialmente quando esse era desejado há muito tempo (naquele esquema Felicidade Clandestina, saca?).

Considerando tudo isso, como acham que recebi o conceito de e-readers? Não só total descrença que a coisa “pegaria” mas também certa de que eu jamais gastaria dinheiro em algo assim. Eis que o Fábio estava há tempos namorando a oportunidade de comprar um Kindle (e-reader da Amazon), e quando chegou a terceira geração, ele nem esperou o lançamento: já em pré-venda tratou de garantir o dele. A engenhoca chegou tem uns dias aqui em casa, e durante o feriado eu resolvi fazer um test-drive, até porque né, triste não é mudar de opinião (e não ter opinião para mudar, há!).

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Two Thousand Maniacs! (1964)

Tem filme que volta e meia é citado em lista de referências e favoritos de pessoas que você considera ter bom gosto, ou ainda, que fazem filmes que você gosta. É o caso de Faster, Pussycat! Kill! Kill!, sobre o qual comentei brevemente tem coisa de um mês. Agora finalmente tive a oportunidade de conferir Two Thousand Maniacs! ((eu não tenho certeza se o título brasileiro ficou como Maníacos mesmo)), produção de 1964 com roteiro e direção de Herschell Gordon Lewis.

É aquela coisa, você espera uma certa inocência de filmes anteriores a década de 70. Inocência não no sentido do horror em si (oi, Os Inocentes, 13 Fantasmas e A Casa dos Maus Espíritos?), mas mais na ausência do gore. Eu pelo menos fico com a impressão que as coisas eram mais sutis, ficava mais naquela coisa de você imaginar do que você de fato ver as cenas cheias de sangue. Talvez por isso Two Thousand Maniacs! tenha me surpreendido (positivamente, é claro).

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Desgracida (Dalton Trevisan)

Lembro de uma certa discussão na qual um rapaz de São Paulo questionava “Por que vocês curitibanos se acham donos de Dalton Trevisan?”. Na época até pensei em responder qualquer coisa sobre familiaridade, mas acho que hoje em dia eu entendo a revolta do leitor. Dalton transforma Curitiba no mundo (como Rosa fazia com o sertão? Não sei.), porque embora em certos momentos o curitibano tenha a nítida sensação de estar andando com as personagens por ruas que conhece tão bem, se você tira esse reconhecimento do espaço, o que fica é o humano – retratado às vezes com uma simplicidade que não tem como não visualizar o mini-conto como um episódio da vida do leitor, ou de um conhecido do leitor.

Desgracida, coletânea de contos lançada em julho pela Editora Record, deixa isso ainda mais evidente. Sim, você ainda pode sair em busca de Curitiba Perdida, mas repare como os contos poderiam estar em qualquer lugar. E são deliciosos, talvez até pela concisão: rápidos e rasteiros, você lê o livro em uma hora e fica querendo mais. Até porque está tudo ali, mais uma vez – a acidez, o humor, a delicadeza. Plural de pequenos eventos, um melhor que o outro.

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