Two Thousand Maniacs! (1964)

Tem filme que volta e meia é citado em lista de referências e favoritos de pessoas que você considera ter bom gosto, ou ainda, que fazem filmes que você gosta. É o caso de Faster, Pussycat! Kill! Kill!, sobre o qual comentei brevemente tem coisa de um mês. Agora finalmente tive a oportunidade de conferir Two Thousand Maniacs! ((eu não tenho certeza se o título brasileiro ficou como Maníacos mesmo)), produção de 1964 com roteiro e direção de Herschell Gordon Lewis.

É aquela coisa, você espera uma certa inocência de filmes anteriores a década de 70. Inocência não no sentido do horror em si (oi, Os Inocentes, 13 Fantasmas e A Casa dos Maus Espíritos?), mas mais na ausência do gore. Eu pelo menos fico com a impressão que as coisas eram mais sutis, ficava mais naquela coisa de você imaginar do que você de fato ver as cenas cheias de sangue. Talvez por isso Two Thousand Maniacs! tenha me surpreendido (positivamente, é claro).

A história é até meio boba. Tem lá seis pessoas que são conduzidas até uma cidadezinha que está comemorando um centenário (imagina-se que seja o da cidade, certo?). O negócio é que não trata-se de um mistério, mas um filme de terror, então logo de cara quem está assistindo fica sabendo o que é o tal do centenário: para se vingar de um massacre na época da guerra de secessão, uma cidade inteira pega seis pessoas vindas do norte para que sejam torturadas e mortas no sul.

Lógico, os turistas do norte não ficam sabendo disso logo de cara, o que acaba causando até uma certa ironia como quando do primeiro assassinato, no qual a vítima acaba virando carne do churrasco que os outros vão participar. E no meio disso tudo muito sangue, membros decepados e gritos, como eu pelo menos não recordo ter visto em filmes da época. As atuações são sofríveis (o casal de protagonista chega ao extremo da tosquice), mas no final das contas acabam colaborando para fazer de Two Thousand Maniacs! uma experiência bem divertida.

Talvez o único porém seja a cena de maltrado ao gatinh… ok, estou brincando (embora eu realmente não goste disso, blé!). Mas o filme peca um pouco na conclusão. Aquela velha história: horror dos bons acaba no clímax, você não prolonga a história. Ali temos o clímax e depois toda uma enrolaçãozinha, que até valeria a pena se fosse melhor conduzida, digamos assim.

A questão é, se você assiste para se divertir, é uma boa pedida. Fiquei sabendo de continuações (inclusive uma com Robert Englund), mas hum, fica sempre aquele pé atrás quando a tal da continuação já é de 2000 e pouco. Aquela coisa, você espera muito mais de um filme moderno. Em tempo: enquanto eu escrevia a conclusão do post me dei conta de que estava sendo injusta com o Blood Feast, também do Gordon Lewis, mas lançado um ano antes (e muito, muito ruim!).

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