Dia desses eu comentei sobre como achava idiota assistir a certos filmes só porque diversas pessoas o consideram um “must”, mas o fato é que eu não consigo aplicar a regra aos livros. Não mesmo. Alguns deles são comentados por tantas pessoas diferentes, e com tanta freqüência que eu simplesmente não consigo deixar para lá e não ler.
Aí que eu estava encucada com “O Apanhador no Campo de Centeio” do J. D. Salinger, com indicadores que variam desde Renato Russo até amigos que fiz pela Internet. Então uma aluna minha emprestou o livro para mim (ela também emprestou O Caçador de Pipas, então deixo aqui meu abraço para a Nádia), e agora eu finalmente pude conferir. E antecipo desde já: é um dos mais bacanas que já li.
Comecei com aquele preconceito do “é livro para adolescente”, “já passei da fase” e aos poucos o Holden (narrador-personagem) foi me encantando de tal forma que apesar do livro não ter absolutamente nada demais, eu adorei. E por nada demais eu digo nada demais MESMO. Holden é expulso da escola e decide voltar para casa alguns dias antes, e basicamente descreve os encontros com pessoas em Nova York, de estranhos à conhecidos.
Talvez o que mais tenha me encantado no Holden é a observação que ele faz de cada uma dessas pessoas. Ele vai desenhando cada personagem através de pequenos eventos em suas vidas, como o caso da Jane, que nunca mexia nas damas quando jogava com ele, ou o irmão Allie, com a luva de baseball cheia de poesias. E a fala dele é tão cheia de marcas de oralidade que parece que é um amigo, na mesa do bar contando alguma aventura pela qual passou.
Quanto a ser um livro juvenil, acho que de certa forma descreve bem um momento pelo qual todos passamos (aquela fase em que estamos definitivamente plantando o que colheremos quando “adultos”), e isso fica bem claro no encontro do Holden com o professor Antolini. Mas até por ser algo que você só reconhece quando já passou por isso, acredito que O Apanhador no Campo de Centeio não seja só para adolescentes.
É realmente um livro muito bom. Melhor ainda é quando, ao ler as últimas frases do Holden,
A gente nunca devia contar nada a ninguém. Mal acaba de contar, a gente começa a sentir saudade de todo mundo.
você se dá conta que não é só quem conta a história que sente saudades, mas o leitor também.




Pips
07 de maio, 2008 às 11:51
Obrigado Senhor!
Um dos meus livros favoritos de muitos tempos, ele me ajudou muito em uma época, sou grato mesmo.
Se não estiver no meu Top 10 de melhores livros, vai ser um do coração para sempre, no duro.
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Fabiano
07 de maio, 2008 às 13:12
Também adoro a história do Caufield. Eu só queria saber da relação que esse livro tem com a palavra Constantinopla…
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Alexandre Esposito
07 de maio, 2008 às 16:29
Nunca li. Mas essa semana finalmente achei a solução pra acabar com minha péssima falta de leitura dos últimos tempos. Abandonei o MP4 e passei a ler no ônibus indo e vindo do trabalho. Não é muito, mas já tô adiantando uns livros que eu vinha enrolando há tempos.
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Anna Clara
08 de maio, 2008 às 09:54
É um dos livros que estão na minha estante, esperando por um pouco de atenção. Confesso que só o tenho porque, sendo um livro tão comentado, parecia errado excluí-lo da minha biblioteca. Depois desse post talvez eu até pare um pouco com a minha implicância… mas tenho outras prioridades na minha lista de leituras.
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Ágata
09 de maio, 2008 às 11:56
Eu li faz um tempinho já, mas lembro que cheguei até a anotar essa última frase num dos caderninhos da vida =)
=***
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kuinzytao
10 de maio, 2008 às 02:49
Ahã, agora só falta assistir “Campo dos Sonhos”(Field of Dreams) para me deixar ainda mais feliz.
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Anica
10 de maio, 2008 às 22:03
Demorei para comentar, mas enfim, só para registro, morri de rir com o comentário do Pips (no duro)
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Sol
22 de maio, 2008 às 13:34
EEEEEEEEEEE!!
Eu sabia que vc ia gostar!!!Bem vinda ao clube!!
Quero esse livro pra mim ::mrpurple:
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Sol
22 de maio, 2008 às 13:37
putzzzzzz!!
“A gente nunca devia contar nada a ninguém. Mal acaba de contar, a gente começa a sentir saudade de todo mundo.”
total isso!!
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vanessa souza
02 de setembro, 2008 às 18:48
Este livro tem bastante vida,sentimento e sinceridade pois te mostra uma história real,por isso te prende até o fim pois muitos adolescentes se identificam com a com o personagem.
É um livro avançado para sua época.Ele mostra o que se passa na mente de um adolescente e como ele pode estar confuso se sentindo sozinho mostra que a adolescência é muitas vezes a hora em que mais necessitamos do apoio de nossos amigos e de nossa família principalmente.
O objetivo do autor é nos fazer pensar sobre o comportamento humano, e sobre o caráter de cada personagens mostrar que a adolescência não é só uma fase de criança para adulto e sim a fase da formação do caráter de uma pessoa.
:gira:
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Marina
14 de novembro, 2008 às 12:11
Eis um livro digno de se ler novamente… Não sei ao certo o que mais me chamou a atenção, se foi a forma simples e adorável do autor colocar a idéia, se foi a personagem em si, se foi o simples fato de eu me identificar com a personagem em certas partes e lembrar de uma certa pessoa com as idéias extremamente parecidas com as do Holden….
Leria mais uma vez, mais uma, e mais uma… posso dizer que é o meu livro favorito. Muitos não conseguem enxergar a essência das palavras simples e mal arquitetadas, mas cativantes! :-]
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