Nothing to See Here (Kevin Wilson)

Logo após completar os 28 anos, trabalhando de caixa em dois mercadinhos e ainda morando com a mãe, Lillian Breaker recebe uma proposta irrecusável de uma amiga dos tempos de escola, Madison Roberts: ajudar a cuidar de seus dois enteados (Bessie e Roland) durante o verão. Partindo desse ponto não parece que o que virá a seguir será uma história cheia de momentos que beiram ao absurdo, outros hilários, e alguns assustadores. Mas Nothing to See Here de Kevin Wilson contraria o próprio título: há muito para se ver ali.

O interessante é que tudo vai sendo revelado aos poucos, através das palavras da narradora-protagonista Lillian. Como uma pessoa que já tomou algumas bordoadas na vida, confiança não é exatamente uma característica que ela possui, então é evidente que não entregará o jogo rapidamente. São algumas páginas para revelar que talvez Madison nem seja mais sua amiga (o que tornaria o pedido estranho). Segue um pouco mais para contar a razão para a dúvida sobre a amizade. E lá vão umas trinta páginas quando ficamos sabendo as reais condições da proposta de Madison: seus enteados simplesmente pegam fogo quando estão nervosos. O pai das crianças está em um momento crucial da carreira e precisa ficar longe de qualquer tipo de escândalo, por isso Lillian deve garantir que as crianças não causem problemas durante o verão.

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Tweets que valem o clique (4)

E já que amanhã é feriado, vamos lá continuar com a sequência de tweets que valem o clique. Para quem chegou agora, aqui tem o primeiro, aqui o segundo e aqui o terceiro. Atualizado: sempre assim, termino de colocar o post e vem coisa nova.

Para quem acha que Sherlock é tiozão:

Para quem gostou de Miss Peregrine’s Home for Peculiar Children:

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As personagens que somos

Não sei se você conhece o tumblr “Eu te dedico“. A ideia é de colocar uma imagem de uma dedicatória em um livro, e contar a história dessa dedicatória. Hoje cedo dei de cara com uma imagem de Apanhador no Campo de Centeio, com o seguinte texto:

Se alguém me perguntasse hoje
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qual o livro mais legal que eu já li,
eu com certeza diria ser este.
Porque há uma pérola nele, uma
metáfora forte, pura e bela, o
apanhador que protege a inocência,
impedindo-a de despencar no abismo.

E também tem a Phoebe.
Você é a minha Phoebe.

(…)

Ela conta: Meu namorado me presenteou, creio não só por ser um bom livro, mas também por ele ter se identificado muito com o personagem principal; ciente do meu amor, não teve dúvidas de que eu gostaria. Ao primeiro parágrafo lido, o identifico como Holden. Espero que com o decorrer da leitura consiga me encontrar na sua Phoebe.

A dedicatória é linda, senti inveja automática pela garota, confesso. Porém, o texto fez com que eu lembrasse de um assunto que tenho pensado já há algum tempo, o de como relacionamos nós mesmos e certas pessoas a determinados personagens de livros que lemos. É um negócio interessante, porque essa construção de imagem varia muito de pessoa para pessoa, e na maior parte das vezes o que você enxerga em alguém nada tem a ver com a imagem que a pessoa faz dela mesma. Em uma das leituras de tarot que eu fazia, lembro que existia um trio de cartas que representava, respectivamente, como a pessoa se via, como as outras pessoas a viam e como ela realmente era. Como se todos nós fôssemos desdobramentos de três histórias diferentes, três personagens que circulam juntos por aí. Continue lendo “As personagens que somos”

Tweets que valem o clique (3)

Continuando a sequência, que começou aqui e depois seguiu com este post aqui, vamos para mais uma seleção de tweets que valem o clique!

Para os que gostam de listas:

Para quem está encantado com as impressoras 3d:

https://twitter.com/edisonlsm/status/327199033904988160

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De viagens no tempo e outras viagens

saraivarings

 

A: Nossa, DVD O Senhor dos Anéis por 29,90. E pensar que isso chegou a ser vendido por mais de 100 reais. Se eu pudesse voltar no tempo, diria para você “Não compre o DVD, não compre o DVD!”.

F: Mas eu não comprei o DVD.

A: Então eu voltei no tempo!

E se tem uma lição que tiramos disso, crianças, é que não vale a pena pagar os 99,90 que a mesma saraiva está cobrando hoje no blu-ray.

Tweets que valem o clique (2)

Continuando a ideia do post anterior, vamos para mais uma rodada de tweets que valem o clique!

Para quem gosta de documentários e notícias sobre o mundo editorial:

Para quem adora uma lista de melhores para escolher a próxima leitura:

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As melhores (e piores) leituras de 2012

tumblr_mf61ghatTR1qgu5b6o1_500Eu estava me enrolando um certo tanto para fechar esta lista porque tenho Os Enamoramentos ali no criado-mudo, e como ele tem aparecido com relativa frequência nas listas de melhores do ano por aí, achei que poderia acabar aparecendo na minha também. Mas verdade seja dita, tem duas semanas que estou empacada com A Mulher de Preto e meio que numa preguicinha de ler (burn out depois de 70 livros no ano? Pode ser), então, se eu realmente gostar do livro do Marías prometo fazer um post separadinho para ele. Agora vamos lá, para o que eu li de melhor e de pior este ano (ieeei). Top5 aleatório, não está em ordem de preferência – já é difícil o suficiente selecionar só 5 livros, humft. Continue lendo “As melhores (e piores) leituras de 2012”

House S08E01 e S08E02

Se você assistia House mas largou os béts na temporada anterior, fica o conselho: volta, meu filho. Pelo menos se for levar em consideração os dois primeiros episódios desta nova temporada, que lembraram em muito os bons tempos da série, prendendo a atenção do começo ao fim, com tiradas ótimas de House (senti saudades!) e pouco espaço para drama novelesco sentimentalóide como vimos desde que resolveram juntar o médico com Cuddy.

Por falar em Cuddy, eles resolveram da forma mais simples possível a saída de Lisa Edelstein do elenco: House vai para a cadeia por ter jogado o carro na sala de Cuddy, passa meses lá sem qualquer contato com pessoas de fora, e quando volta, uou, o mundo já não é mais como era. Foreman é o novo diretor do hospital, a equipe de diagnóstico foi desmantelada e inclusive a sala de House já foi ocupada pela ortopedia. Essa estranheza dos primeiros contatos de House com a nova realidade já renderam momentos que por si só já foram melhor do que todos da sétima juntos.

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Arte e Letra: Estórias N

Ao comentar a edição anterior da revista Arte e Letra: Estórias (M), falei da importância desse tipo de coletânea para não só apresentar novos autores como também resgatar alguns antigos, famosos em seu tempo mais pouco conhecidos do público moderno. A edição seguinte, N, foge um pouco dessa proposta por trazer em quase sua totalidade nomes já consagrados da literatura, que tem bastante destaque atualmente, cada qual dentro do seu nicho literário. O que obviamente não é ruim – há contos ali que já tem algum tempo que gostaria de ler mas ainda não tivera oportunidade, como por exemplo O cair da noite de Isaac Asimov.

Quem abre a coletânea é Katherine Mansfield, com As filhas do falecido coronel, traduzido por Beatriz Sidou. No melhor do estilo de Mansfield, temos um pequeno recorte de um momento da vida de personagens comuns, que acabam trazendo à tona muito do psicológico das personagens. Aqui, Josephine e Constantia refletem sobre suas vidas após a morte do pai, o coronel.

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True Blood S04E05: Me and the Devil

Ok, provavelmente este foi o pior episódio da temporada até o momento. Muita atenção para a parte chata da temporada (Sam e o irmão, Lafayette e cia.), somada a uns momentos românticos meio vergonha alheia entre Sookie e Eric (a menina se apaixona fácil, heim?) e pouca coisa nova de fato acontecendo. Normal, estamos chegando perto do meio da temporada, mas eu sinceramente gostaria que ela fosse regular e conseguisse sustentar a qualidade dos primeiros episódios. De qualquer forma, o desfecho já fez valer e deu vontade de assistir logo ao próximo episódio.

Dos momentos mais importantes do episódio, vamos começar com a tal da bruxa Marnie. Ela aparece na tela e eu tenho vontade de parar de assistir – aquela cara de “não sei o que está acontecendo” já cansou. Cansou também a postura de Tara, Lafayette e Jesus. Como comentaram lá na Valinor, como assim eles não perceberam que a bruxa tocou o horror nos dois vampiros mais badass que eles conhecem? Por que insistem nesse medo todo? Aliás, o que é isso de se mandar pro México, matar cabra e o diabo a quatro? Cheesus, as vezes penso que teria sido melhor se manter fiel ao livro e terem matado o Lafayette no final da primeira temporada.

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