O óbvio em três partes

E eis que acabam as olimpíadas de 2008. Provavelmente a que menos acompanhei. Até porque convenhamos, essa coisa de ficar acordado de madrugada para ver gente praticando esporte cansa só de pensar. De qualquer modo, com o final da competição chegamos ao primeiro óbvio do dia: a participação maizomeno do Brasil. Mas sobre os esportes no Brasil eu não vou falar muito mais, não. Já falei qualquer coisa no Pan do ano passado. Deixo vocês então com uma galeria de imagens bastante interessante. Eu ainda estou tentando entender a foto do cara no barco com a bunda para fora, juro.

Outro óbvio: ontem assisti o tal do Procurado. O plot é algo mais ou menos como “nerdinho de mal com a vida descobre que o pai é um super assassino fodão e que herdou ‘poderes’ dele”. Com algo assim, é óbvio que o filme é um exagero de perseguições, explosões e balas que fazem curva. E olha, seria muito, muito legal, se tivesse senso de humor (como no caso do Mandando Bala).

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Vergonha

Então que hoje cedo eu estava no busão porque tinha que aplicar prova oral e bem, como de costume, fico lá ouvindo conversas alheias. Na minha frente, duas senhoras discutiam qualquer coisa a respeito da imagem que os estrangeiros fazem de nós, brasileiros. Eu peguei o bonde andando (háhá), mas no meio da conversa surgiu algo assim “Eu tenho vergonha de ser brasileira!

E sabe, tive muita vontade de dizer: “Minha senhora, o sentimento que o brasileiro tem que ter não é o de vergonha, mas o de culpa. Culpa por não saber votar e permitir que a idéia de que político é corrupto seja encarada como um fato. Culpa por ficar indiganado e não fazer nada para mudar. Mais culpa ainda tem de ficar sentindo vergonha de político corrupto, mas achar super normal ‘molhar a mão do guarda’ para escapar de uma multa, ou ter tv à gato em casa.”

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