Sabe quando você está trocando de canal e para em um documentário do History Channel resgatando detalhes da vida de alguma personagem que viveu séculos e séculos atrás, fazendo reconstituição do que poderia ser seu cotidiano e afins? Pois é, um pessoal fez um mockumentary onde um pessoal lá de 3000 e tanto investiga um dos fenômenos mais marcantes da história… Os Beatles.
Ficou muito engraçado, vale a pena ver. Infelizmente, só em inglês e sem legenda (se alguém achar legendado me avise que eu coloco aqui ^^ ).
(se semana que vem eu colocar outro video relacionado com os Beatles, começo o “video dos Beatles da semana” aqui no Hellfire, prometo).

“Quem faz de si um animal selvagem fica livre da dor de ser um homem.” Com essa citação de Samuel Johnson abrindo Medo e Delírio em Las Vegas – Uma Jornada Selvagem Ao Coraçao Do Sonho Americano, já dá para imaginaro que vem por aí. Conhecido como um dos maiores exemplos de Jornalismo Gonzo já publicados, o livro narra a busca de Raoul Duke e seu advogado Doutor Gonzo pelo Sonho Americano, completamente chapado de todos os tipos de drogas que se possa imaginar.
O Machado de Assis contista sempre se apresentou aos poucos para mim. Fora a coletânea Contos Fluminenses, não lembro de ter buscado outras coletâneas, mas os contos de forma avulsa mesmo. Sem nem pensar duas vezes penso em A Igreja do Diabo, Missa do Galo e outros textos que mostram que quando o assunto era prosa, Machado de Assis sabia muito bem o que estava fazendo. E justamente por isso quis conferir a edição de Papéis Avulsos que saiu pela Penguin & Companhia das Letras: mesmo que já conhecesse alguns contos, sabia que seria um prazer reler.
Um dos maiores horrores de alguns bibliófilos é a ideia de riscar livros, grifando e anotando passagens que merecem destaque. Sei disso porque sou uma das pessoas que preferem gastar algum dinheiro
Em uma noite de 1918, o Czar Nicolau II e sua família foram brutalmente assassinados pelos bolcheviques na Casa Ipatiev. A tragédia que marcou o fim de uma era para os russos sempre foi cercada de mistérios, baseados principalmente no fato de que quando realizada a exumação dos corpos, faltavam dois Romanovs – que muitos supunham ser os filhos do Czar: Alexei (herdeiro direto do trono) e Anastácia. Por anos especulou-se sobre o que poderia ter acontecido com os dois e, mais ainda, o que de fato ocorre naquela noite. Com O Palácio de Inverno John Boyne nos oferece o ponto de vista de um empregado do Czar, alguém comum narrando os fatos daqueles tempos e seus desdobramentos.
O bom de já estar familiarizado com o estilo de um escritor (e bem, o fato de ele não variar muito esse estilo) é que não tem muito erro na hora de comprar o livro. Você sabe que completamente insatisfeito com a leitura você não se sentirá. Então, quando estou com vontade de ler algo sem querer me arriscar, normalmente procuro por Nick Hornby, que mesmo em seus piores momentos ainda é legal. Foi por isso que finalmente dei uma chance para Slam, publicado lá fora em 2007.

O lado negativo de gostar muito de uma forma de narrativa é que o leitor faz dela sempre sua primeira opção de leitura. E aí, anos e anos depois, começa a encontrar dificuldade em se surpreender. O prazer da boa leitura ainda está lá, alguns textos são de fato excelentes. Mas falta aquele “algo a mais” que te faz pensar “Como é que não conheci esse escritor antes?”. Foi justamente o que aconteceu comigo ao ler O fio das missangas, de Mia Couto. Gosto muito de contos, mas a verdade é que há tempos não sentia essa sensação de descoberta, da inclusão de mais um nome da lista de favoritos de todos os tempos.