How I Met Your Mother (Segunda Temporada)

Então a segunda temporada começa com Ted finalmente namorando com Robin e Marshall e Lily separados. Como já tinha comentado no post sobre a primeira temporada, eu já fui atrás de alguns spoilers, e verdade seja dita não estava botando muita fé que iria gostar da segunda temporada (não, ainda não aceitei a ideia Robin/Barney, por mais que eu ache que ambos combinem, blé!). Mas ok, eu estava enganada. A segunda temporada foi de longe muito, mas muito mais divertida que a primeira. Em alguns momentos eu dava gargalhadas aqui em casa, tendo que me segurar para não acordar o Arthur, como quando Marshall dá o segundo tapão no Barney (tenho certeza que essa cena deve estar entre as favoritas de muitos fãs da série).

Acho que o principal motivo de a segunda temporada ser melhor do que a primeira é que tanto os roteiristas quando o público já estão acostumados com as personagens. Elas já nos foram apresentadas, já conhecemos suas principais características, então as cenas de humor podem ser construídas sem perder muito tempo dizendo “ei, vejam, isso é engraçado porque a personagem jamais faria algo assim” ou algo que o valha. Mas ao mesmo tempo vamos conhecendo um pouco mais deles, como o passado de Robin, ou o trabalho de Ted. E o legal é que aí cai naquela questão que já ouvi muita gente falando e com a qual concordo: ok, lógico que rola curiosidade em saber quem é a mãe. Mas esse não é o foco da série, ela não depende desse mistério – tanto que vários episódios mal tinham relação com a “mãe” (aqui provavelmente porque Ted e Robin estavam namorando).

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O Substituto (Brenna Yovanoff)

Não há dúvidas, os livros voltados para adolescentes com temática sobrenatural vieram para ficar. E o que inicialmente parecia um terreno exclusivo de vampiros foi criando espaço para todo tipo de criatura – anjos e zumbis, por exemplo. O problema é que a fórmula começou a ficar desgastada, por conta de alguns elementos constantes: o narrador em primeira pessoa, que quase sempre é um jovem com algum tipo de problema para se relacionar com outras pessoas (antissocial? acabou de trocar de cidade? tem um horrível segredo? etc.), o encontro entre a criatura sobrenatural com um(a) humano(a) e o amor que surge dali. A sensação que acaba ficando após a leitura de alguns livros desse tipo é que alguns escritores (e editoras) não querem arriscar, mexer no “time que está ganhando”, e consequentemente entregam para o público histórias que, fora a espécie de “monstro” e os nomes das personagens, parecem ter pouca diferença entre si. E é por manter a fórmula mas fugir da “forma de bolo” que livros como O Substituto de Brenna Yovanoff merecem atenção.

Sim, temos criaturas sobrenaturais, temos o carinha com um horrível segredo e até um amorzinho (!!) entre o ser em questão e uma humana, e sim, o sempre constante narrador em primeira pessoa. Mas mesmo com todos esses lugares-comuns Yovanoff consegue inovar, trazer algo de diferente para quem gosta de livros deste tipo. Já começa que temos um raro protagonista do sexo masculino (atenção para o termo “raro”, não estou dizendo que seja a primeira vez), o que por si só já traz uma dezena de inovações. Mackie é um substituto, criatura subterrânea colocada no lugar do filho do casal Doyle. Engana-se quem pensa que o enredo girará em torno do garoto descobrindo-se um substituto ou algo que o valha. Ele sabe o que é. Seus pais sabem o que ele é. Não há mistérios sobre isso. Continue lendo “O Substituto (Brenna Yovanoff)”

Jogos Vorazes

cena favorita <3

No começo do ano li a trilogia Jogos Vorazes de Suzanne Collins já sabendo que um filme estava para chegar ainda em 2012 (para saber o que achei dos livros, tem post aqui, aqui e aqui). E como gostei muito do que eu li (bateu até aquela deprê pós-leitura depois), óbvio que estava curiosa como seria a adaptação, especialmente por alguns aspectos visuais mesmo: como ficariam as roupas criadas por Cinna para Katniss? Como diabos parece aquela Cornucópia? E como fica a camuflagem do Peeta? Enfim, por aí vai. Não achava que Jogos Vorazes era infilmável, só que algumas ideias dele poderiam não funcionar na hora da troca de mídias e acabaria passando por algum tipo de reformulação (como no caso dos uniformes dos super-heróis das HQs, por exemplo).

E foi com um pouco de receio que eles esculhambassem tudo que comecei a assistir ao filme que, para minha surpresa, conseguiu dar conta muito bem dos desafios que a adaptação trazia. Para começar um ponto bem importante que é a narração em primeira pessoa. No livro temos Katniss narrando os eventos, o que é crucial para mostrar, por exemplo, a dúvida dela sobre como reagir com Peeta na arena; ou ainda do senso de responsabilidade que ela tinha para com a irmã e a mãe. Por isso achei que no filme usariam um voice-over, onde Katniss mostraria seus pensamentos tal e qual no livro. Não fizeram isso, partindo para a criação de cenas que nós leitores não teríamos acesso pelo ponto de vista de Katniss, como uma conversa entre o presidente Snow e Sêneca, Haymitch tentando convencer Sêneca a não matar Katniss ou ainda a ótima ideia dos locutores dos jogos – que explicam para quem não está familiarizado com o universo criado por Collins algumas questões da arena, ao mesmo tempo que servem para chamar a atenção para alguns aspectos que poderiam passar batido.

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A trama do casamento (Jeffrey Eugenides)

Não vou mentir e dizer que amei A trama do casamento (de Jeffrey Eugenides) logo de início. Nas primeiras páginas fiquei com certo receio de que tinha em mãos um livro que focaria em uma protagonista tão vazia que precisava se completar com uma figura masculina, daí sua incansável busca pelo par. Madeleine Hanna surge como uma personagem cujo eixo central dos eventos da sua vida são os homens com que se relacionou, se relaciona ou possivelmente se relacionará. E é evidente que esse tipo de figura cria uma certa antipatia inicial (especialmente se o leitor, como eu, buscava algo mais como As Virgens Suicidas, e não mais um romance juvenil no estilo de “quem vai ficar com quem”).  Mas a realidade é que acredito ser um daqueles casos em que valeu a pena continuar a leitura, mesmo tendo começado com o pé esquerdo: aos poucos Eugenides vai te seduzindo, mostrando que Madeleine não é só aquilo, assim como A trama de casamento não é só sobre a escolha da garota entre Leonard e Mitchell, seus dois “pretendentes”.

Não é que realmente a base do enredo não seja a relação de Madeleine com os dois rapazes. De fato, temos desde o início a narrativa centrada nas dificuldades de seu romance com Leonard (que aparecera em sua vida como o cara perfeito que ela nem conseguia acreditar que começara a namorar) e da possibilidade de algo acontecer com Mitchell (o rapaz que a conhecia desde o primeiro ano na faculdade e que obviamente fora colocado na friend zone e não parecia ter muitas perspectivas de sair dali). A questão é que o escritor usa as relações entre as três personagens para ir além, falando não só sobre o amor, mas sobre solidão, sobre crescer, tornar-se adulto, sobre até mesmo a própria literatura. A leitura do romance de Eugenides é como se encontrássemos um objeto coberto de pó e aos poucos, enquanto fôssemos limpando, descobríssemos toda sua real beleza.

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How I Met Your Mother (Primeira Temporada)

Então que fazia tempo que eu ouvia falar de How I Met Your Mother (bota tempo nisso, a série está no ar desde 2005), mas eu sempre acabava me enrolando e nunca assistia. Aí surgiu a oportunidade e fui dar uma conferida para pelo menos saber como era, embora na minha cabeça passar sete anos contando para os filhos como foi que você conheceu a mãe deles parece meio que espichar demais a manteiga no pão, mas ok, vamos lá. Primeiro episódio você assiste achando o Ted cute,  aí continua para ver o que acontecerá após ele dizer “Eu te amo” no primeiro encontro, então de repente você acha o Barney hilário, aí acha fofinho Lily e Marshall e quando percebe já está completamente fisgado e já assistiu todos os 22 episódios da primeira temporada.

Confesso que no começo achava que quem carregava nas costas o programa era o Barney, ele estava sempre ali nos melhores momentos de cada episódio, e as risadas tinham sempre alguma coisa a ver com ele. Mas aos poucos as outras personagens vão conquistando (especialmente Marshall, é muito nhóóóuuum mesmo) e aí até dá para entender porque algumas pessoas continuaram assistindo à série mesmo depois que Ted chegue até a sétima temporada sem ter respondido quem é a mãe dos meninos. Histórias paralelas vão sendo criadas, embora o foco continue sendo a busca de Ted pela garota dos sonhos, como a ida de Lily para a casa dos pais de Marshall (ótimo episódio) ou mesmo a história de como o Barney ficou tosco do jeito que é.

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True Blood S05E05 até S05E08

Tem horas que eu realmente não fico surpresa por Alan Ball estar tirando o time de campo ano que vem. True Blood tem tudo para ser uma série muito bacana, mas já vão lá cinco anos e eles continuam cometendo os mesmos erros – é como se ignorassem por completo que a história seria muito melhor sem isso, pelo contrário, achassem que é o que melhora. Não é. Cansei dessa coisa de apresentarem personagem foda que você acha bacana já nos primeiros segundos de tela para ser morto de forma ridícula uns episódios depois. Pior, no maior esquema “Marvel” das séries de TV, não dá nem para levar a morte à sério, porque ninguém morre definitivamente em True Blood, todo mundo volta. E volta pior. Volta tipo piada.

Vide o caso do Russell. Na terceira temporada foi realmente uma pena que ele tivesse que abandonar a série, porque ele de longe tinha sido a melhor personagem (especialmente depois quando enlouquece com a morte do amante, talvez a única personagem de True Blood que morreu definitivamente). Aí começa esta temporada com toda a expectativa pela volta de Russell, primeiro pelo confronto com Eric (que foi bem fuééém) e depois por ele simplesmente estar de volta. Mas agora ele é só um babaca que grita palavrões a todo momento, quase que um alívio cômico junto com outro que retornou, o Steve Newlin (que, pelo que indicou o S05E08, será o novo par de Russell). Sério, se é para trazer a personagem assim, não traga. Já fica de aviso para quem estiver confabulando a volta do Roman.

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Everyone’s Reading Bastard (Nick Hornby)

Enquanto autores ainda debatem ou nadam contra a maré de possibilidades que a internet e os e-readers podem trazer, outros parecem já estar não só se familiarizando, mas também sabendo tirar proveito disso. É o que fica evidente com o novo título de Nick Hornby, Everyone’s Reading Bastard (ainda sem publicação em português). Trata-se de uma novela publicada pela Byliner– uma editora digital que publica obras originais que podem ser lidas rapidamente. A grande sacada da proposta, acredito, nem é exatamente oferecer contos e novelas, mas de disponibilizá-los em lojas virtuais como Amazon e Barnes & Noble por um preço mais do que convidativo: $1.99. Se considerar que já é simples a compra de um livro através do Kindle, por exemplo, dá para ter uma ideia de quantas pessoas vão comprar sem nem ter lido a sinopse (eu, por exemplo, vi que era Nick Hornby e nem pensei duas vezes).

Mas não é só por essa publicação pela Byliner que vejo Hornby circulando com muita segurança no mundo pós-internet. Enquanto alguns autores ainda têm receio de incluir temas e mesmo situações que envolvam o mundo virtual, Hornby parece usá-los como se fizesse isso desde sempre. Repare como mesmo nos livros infantojuvenis, que em teoria deveriam estar melhor conectados com essa nova realidade, a maioria dos adolescentes retratados têm um estranho desinteresse pormessengersTumblrs e afins (nunca esqueço da Bella de Crepúsculo pesquisando sobre vampiros… EM UM LIVRO!). Quanto aos romances “para adultos”, parece que aos poucos trocas de e-mail são incluídas, mas é um movimento bastante tímido. As personagens modernas em sua maioria parecem todas presas em 1990, ironicamente. Continue lendo “Everyone’s Reading Bastard (Nick Hornby)”

Namorados Para Sempre

Eu já sabia da bola fora da distribuidora aqui do Brasil que resolveu traduzir Blue Valentine (um trocadilho do blue de tristeza, acredito eu) para, sei lá por qual motivo bizarro, “Namorados Para Sempre”. Resultado é que muita gente pode ter ido aos cinemas pensando que veria algo romântico e fofo (até porque tem o Ryan Gosling no papel principal) e bem, não é o caso deste filme. Há sim, uma infinidade de momentos fofos e românticos, mas o clima geral é de um tapa na cara: a história segue o caminho contrário dos romances que vemos por aí, do felizes para sempre – para mostrar algo que é bem comum: o que acontece quando acaba o amor, quando acaba o respeito que um tem pelo outro.

Mesmo a forma com a qual somos apresentados ao casal é diferente do convencional. A história de Dean e Cindy começa já pela crise, de quando pequenos atos do cotidiano já parecem irritar como se fossem coisas importantíssimas, quando um não parece mais sequer tocar no outro. O amor que resta ali está em Frankie, a filha do casal – é quase como se todo o afeto que Dean e Cindy sentissem um pelo outro fossem canalizados unicamente para ela, não sobrando mais nada. E disso vem a crise do casal, o que consequentemente leva ambos a começarem a refletir sobre o passado, de como foi que eles chegaram até ali. Uma tentativa de tentar responder a pergunta número 1 de qualquer fim de relacionamento: onde foi que erramos?

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O horror em Red Hook (H.P. Lovecraft)

O nome de H.P. Lovecraft é um dos que comumente aparecem em listas de mestres do horror na literatura. Não é por acaso: o universo que ele criou com os Mitos de Cthulhu por si só já bastaria para reconhecer o talento que este escritor tinha para escrever histórias arrepiantes, daquelas que deixam o leitor tenso do início ao fim. Porém ao leitor que não mergulha de fato no mundo de Lovecraft, pode ficar a sensação de que o autor produziu apenas histórias sobre os Grandes Antigos, o que não é verdade. Lovecraft explorou o horror de formas diversas, como fica claro no título da Coleção 64 Páginas da L&PM,O horror em Red Hook.

O livro de bolso traz uma seleção de três contos que chamam a atenção justamente por não fazerem parte das histórias relacionadas a Cthulhu. Há controvérsias sobre o primeiro conto, “O horror em Red Hook”, mas em uma leitura mais superficial dá para considerá-lo um título fora do mito. Neste primeiro conto somos apresentados ao policial Malone, que depois de um caso que envolveu prédios caindo em Red Hook precisou fazer um retiro para não enlouquecer. O que aconteceu em Red Hook é revelado aos poucos, mostrando uma história envolvendo rituais satânicos.

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True Blood S05E01 até S05E04

Eu estava planejando voltar a escrever sobre True Blood desde o primeiro episódio, mas acabei me enrolando e no fim só vou comentar a partir do quarto episódio. E não foi por falta de animação, a realidade é que mesmo que com algumas reclamações (e quando não tem?) eu estou achando que esta temporada começou bem – melhor do que a quarta, que prometia tanto e no final das contas se for pensar bem ficou ali no so-so. Algumas personagens novas parecem bem promissoras, algumas situações novas idem. O que fica no porém por incrível que pareça é o mesmo de sempre, o tempo dado para personagens chatas ou tramas irrelevantes, que acabam estragando um pouco o ritmo da história principal. Mas vamos lá.

Começamos com Turn! Turn! Turn!, primeiro episódio da temporada. Ao contrário do que muitos esperavam, não foi o fim de Tara e, não que fosse muita surpresa, a ideia dos roteiristas para mantê-la na série foi… uau, transformá-la em vampira. Acho que a boa escolha foi terem colocado a Pam como maker da Tara, talvez o carisma da primeira acabe equilibrando um pouco as coisas sobre a chatice da segunda. Vide a tentativa de suicídio com bronzeamento artificial e o modo como Pam lidou com isso, além das piadas sobre a cria dela ter distúrbios alimentares com menos de três dias de vida. Enfim, já que não deu para tirar a pentelha da série, que pelo menos tentem progressivamente torná-la menos chorona e chata (o jeito dela falando de Sookie para o Bill dá uma indicação de que há chances).

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