American Horror Story: Asylum

06Quando começaram a sair as primeiras notícias sobre o que seria a segunda temporada de American Horror Story, confesso que senti um certo receio: o que ficou claro é que ela não seria uma continuação da primeira, as personagens não teriam nada a ver com o que vimos antes e um novo local seria o cenário para o horror. Logo fiquei sabendo que alguns atores da temporada anterior voltariam  (sem ter a menor ideia de como isso funcionaria), e que a segunda temporada seria ambientada em um hospício. Coloque aí nessa conta uma série de teasers beeeem “wtf?!” e pronto, curiosidade lá no topo.

Pois bem, toca aí o tema de abertura (assustador, mas ainda acho o da primeira temporada mais horripilante). Por desencargo de consciência vou já avisando que este post fala da segunda temporada como um todo, e portanto está cheio de spoilers, ok? Ok. Então vamos lá. Logo no primeiro episódio fica evidente o que é que eles tinham em mente: é como se cada temporada de  American Horror Story fosse uma nova série de terror estreando na tv. Ao entrar em Briarcliff logo fica evidente que agora as regras do jogo mudaram: esqueça as histórias de espíritos presos a uma casa, o horror agora é outro. Na realidade, outros: não se economiza em possibilidades de assustar: ets, médico louco, serial killer, freira sádica. De tudo, um pouco.

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Sherlock (BBC)

sherlock1Acho que estava entre 1994 e 1995, então tinha 13, 14 anos e muito tempo livre. Tinha também já um certo gosto pela leitura, que minha mãe incentivava seguindo este acordo: uma vez por mês eu podia ir na livraria e escolher um livro para levar para casa. Não sei bem por quantos meses isso funcionou, mas sei bem de uma coleção de livros de Sir Arthur Conan Doyle que só consegui por causa desse acordo. Ficava esperando ansiosa até o próximo momento em que entraria na Ghignone da Praça Osório e levaria mais um livro com as aventuras de Sherlock Holmes.

Foi uma fase importante para mim, como leitora. Porque me apaixonei pela Inglaterra vitoriana descrita por Conan Doyle, e a partir disso quis ler mais livros desse período. Digamos assim: foi por causa dele que cheguei aos meus primeiros clássicos. E eis que passei um bom período completamente obcecada pela personagem. De ficar feliz de ter a sorte de gravar em uma fita vhs Dressed to Kill, com Basil Rathbone como Sherlock (e na minha cabeça ele sempre foi “o” Sherlock), por exemplo. Continue lendo “Sherlock (BBC)”

How I Met Your Mother (Segunda Temporada)

Então a segunda temporada começa com Ted finalmente namorando com Robin e Marshall e Lily separados. Como já tinha comentado no post sobre a primeira temporada, eu já fui atrás de alguns spoilers, e verdade seja dita não estava botando muita fé que iria gostar da segunda temporada (não, ainda não aceitei a ideia Robin/Barney, por mais que eu ache que ambos combinem, blé!). Mas ok, eu estava enganada. A segunda temporada foi de longe muito, mas muito mais divertida que a primeira. Em alguns momentos eu dava gargalhadas aqui em casa, tendo que me segurar para não acordar o Arthur, como quando Marshall dá o segundo tapão no Barney (tenho certeza que essa cena deve estar entre as favoritas de muitos fãs da série).

Acho que o principal motivo de a segunda temporada ser melhor do que a primeira é que tanto os roteiristas quando o público já estão acostumados com as personagens. Elas já nos foram apresentadas, já conhecemos suas principais características, então as cenas de humor podem ser construídas sem perder muito tempo dizendo “ei, vejam, isso é engraçado porque a personagem jamais faria algo assim” ou algo que o valha. Mas ao mesmo tempo vamos conhecendo um pouco mais deles, como o passado de Robin, ou o trabalho de Ted. E o legal é que aí cai naquela questão que já ouvi muita gente falando e com a qual concordo: ok, lógico que rola curiosidade em saber quem é a mãe. Mas esse não é o foco da série, ela não depende desse mistério – tanto que vários episódios mal tinham relação com a “mãe” (aqui provavelmente porque Ted e Robin estavam namorando).

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The Mentalist (Segunda Temporada)

Eu tinha começado a segunda temporada até que empolgada – cheguei até a comentar alguns episódios aqui no Hellfire. ((eles se foram com o apagão, quando tiver tempo recuperarei os posts, ou não hehe)) Nos primeiros episódios tivemos a presença de um novo antagonista para Jane, o agente Bosco que tinha assumido o caso de Red John e que odiava o mentalista e estava dificultando bastante o acesso à novas informações sobre o assassino. Mas aí chegou ali pela metade e a segunda temporada perdeu o gás. Poderiam ter prolongado um pouco mais a relação Jane x Bosco, mas resolveram botar um fim no sujeito.

Depois disso, o que veio foi um episódio após o outro montados sempre no mesmo esquema: crime acontece, ninguém faz ideia de quem é o assassino, uma situação absurda leva ao criminoso para descobrirmos no fim que era só uma armação do Jane, que já sabia de tudo. Ah, tá. Eu sinceramente gostava mais quando mostravam a linha de raciocínio da personagem, de como ela chegou a conclusão de que fulano de tal tinha matado ciclano – lembrava as explicações de Sherlock Holmes para Watson, aquela coisa de “Noooossa, como não percebi?!”

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Supernatural (Segunda Temporada)

supernatural2Na realidade eu terminei a segunda temporada na segunda-feira (uuuuhhh!), mas acabei comentando sobre outras coisas e deu no que deu, post só agora. Um comentário bastante comum que tenho ouvido (ou lido, sei lá) dos fãs da série é que a primeira e a segunda temporada são fracas, que boas mesmo são a terceira e a quarta. Se isso for verdade, uou, então eu acho que vou adorar o que está por vir. Porque a primeira me fez querer acompanhar a série, e a segunda me fez gostar tanto que hoje já estou em crise de abstinência aqui, louca para assistir mais um episodiozinho.

Uma coisa que achei muito legal é que desenvolveram bem as personagens. Acho que já tinha comentado isso sobre The Mentalist uma vez, mas é mais ou menos assim: algumas vezes a história em si pode ser até meio bocó, sem grandes sustos ou surpresas. Mas Dean e Sam vão ganhando cada vez mais cores, e ficando mais interessantes. Alguns episódios ali não eram sobre criaturas sobrenaturais, mas sobre eles mesmos – mas conduzido com senso de humor, o que tornava tudo ainda mais interessante.

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