Então que uma banda que até aquele momento você não conhecia tem um álbum de estréia que é simplesmente viciante, você não consegue parar de ouvir. Um tempo depois, eles anunciam que logo lançarão o segundo álbum. E aí vem aquele medo: será tão bom quanto o primeiro? Tem como ser melhor? E se for ruim, desisto da banda ou faço de conta que só existiu o trabalho que era bom? E com esse medo todo vem misturada uma curiosidade tremenda para saber logo a resposta.
A verdade é que com livros a coisa não é muito diferente, seja com autores ou projetos novos. Tome o exemplo do Ficção de Polpa, da Não Editora. O primeiro volume da série é arrebatador, daqueles que eu fico pensando em dar de presente para todo mundo desde que conheci. E claro que fiquei com vontade de conferir o segundo, mas ele estava esgotado. Aí agora no final de março, junto com o quarto volume (o Ficção de Polpa: Crime!) saiu a reimpressão do volume 2 e aí foi hora de ver se era banda de um sucesso só (há!) ou não.
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Livros lidos: Cabelo Doido (Neil Gaiman e Dave McKean), Falling Angel (William Hjortsberg), The Book of Lost Books: An Incomplete History of All the Great Books You’ll Never Read (Stuart Kelly), Vampiro Secreto (L.J. Smith), The Shining (Stephen King), Mortalha para uma enfermeira (P D James), Oscar Wilde (Daniel Salvatore Schiffer), There Once Lived a Woman Who Tried to Kill Her Neighbor’s Baby (Ludmilla Petrushevskaya), You Might Be a Zombie and Other Bad News (Cracked.com), Tequila Vermelha (Rick Riordan), I’m Not Hanging Noodles on Your Ears and Other Intriguing Idioms From Around the World (Jag Bhalla) e O Império dos Vampiros (Nazarethe Fonseca).
Dando continuidade à saga iniciada com
“Pode tirar seu cavalinho da chuva!”, “Abra seu coração”, “Fiquei com a pulga atrás da orelha” ou “Ele é um amigo da onça” são expressões que aqui no Brasil ninguém (a não ser talvez uma criança se familiarizando com as palavras) tentaria entender de forma literal. Por outro lado, tente traduzir isso para um estrangeiro. Obviamente você terá que deixar de lado o tom informal que essas expressões dão para a conversa, de modo a usar palavras que digam exatamente a mensagem que você tenta passar. “Pode desistir”, “Conte tudo para mim”, “Fiquei desconfiado” ou “Ele é um falso amigo”, provavelmente.
Rick Riordan é mundialmente conhecido como o autor da série juvenil Percy Jackson e os Olimpianos. Agora chega ao Brasil a tradução de seu primeiro livro voltado para o público adulto, Tequila Vermelha, apresentando ao público a personagem Tres Navarre, que lá fora aparece em uma série que já conta com seis títulos. E esta foi minha primeira oportunidade de conferir o trabalho do escritor, o que resultou em um saldo bastante positivo.
There Once Lived a Woman who Tried to Kill Her Neighbor’s Baby chegou nos Estados Unidos em 2009, através de uma tradução de Keith Gessen e Anna Summers publicada pela Penguin. O livro traz uma coletânea 19 de contos da escritora russa Lyudmila Petrushevskaya, selecionados pelos tradutores e divididos em quatro categorias: Song of the Eastern Slavs, Allegories, Requiems e Fairy Tales; todos englobados pelo subtítulo “contos de fadas assustadores”.
Vigésimo título da coleção Biografias da editora L&PM, Oscar Wilde de Daniel Salvatore Schiffer apresenta uma pesquisa completíssima sobre a vida do autor britânico. Trechos de cartas de Wilde e seus amigos, biografias de pessoas que conheceram o escritor, depoimentos de seus filhos, etc. tudo foi utilizado para montar um retrato fiel do que foi esse grande homem, que de certa forma dá até para dizer que foi maior do que sua própria obra.
P.D. James escreveu o livro do qual foi adaptado o excelente filme
Todo hotel tem fantasma, diz uma personagem de O Iluminado (do escritor norte-americano Stephen King) em determinado momento. O problema é que diz sem saber quais são os fantasmas que andam pelos corredores do Overlook, localizado em uma região que fica completamente isolada em tempos de nevasca. Jack Torrance e sua família (a esposa Wendy e o filho Danny) vão passar o inverno no hotel, de modo a cuidar dessse para que quando chegasse época de receber hóspedes novamente, ele estivesse impecável.