Você vai ouvir falar em 2017 (e eu recomendo!)

Imagina o Seu Creysson fazendo joinha e dizendo “Esse eu agarantium”. Não tem nada de mágico aqui: é uma mescla de lista de adaptações que chegam no cinema em 2017 com aquele listão maravilhoso de lançamentos que o Daniel Dago postou no Facebook (queria demais fazer link direto para a lista, mas só consegui uma cópia lá da Gazeta), salpicados com informação sobre como foi a recepção de alguns desses lançamentos no exterior e todo o meu amorzinho pelos livros que li.

Desnecessário explicar, mas já explicando: como elaborei a lista a partir de livros que já li, isso explica a falta de autores nacionais. Ao contrário dos livros gringos (que eu posso ler antes de chegar aqui), os nacionais eu só consigo quando chegam nas livrarias. Mas se quer saber, estou de olho naquele novo da Luci Collin pela Arte & Letra (A peça intocada) e o do Milton Hatoum pela Companhia das Letras (O lugar mais sombrio).

Lembrando que no caso dos lançamentos (infelizmente), alguns podem acabar não saindo. Tem livro que eu já esperava para o ano passado e que está na lista desse ano, por exemplo. Ah, sim. E sem maiores comentários sobre as obras porque cada título da lista tem um link para um post que escrevi na época em que li.

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Touch (Claire North)

touch(Mesmo sendo desnecessário dizer que muito do meu julgamento sobre esse livro pode ter sido afetado pela (altíssima) expectativa, deixarei registrado aqui porque com o tempo costumamos esquecer o contexto da leitura.)

Então que um dos meus livros favoritos do ano passado foi The First Fifteen Lives of Harry August, de Claire North. Mas assim, favoritão mesmo, de virar a chata que fica indicando para todo mundo e ansiosa para que terminem logo para perguntar o que acharam do livro. É bom, é muito bom. Estou errada em achar que a autora poderia entregar algo no mesmo nível, ainda mais não sendo iniciante?

E o triste é que Touch não passa nem perto de Harry August. A começar que a premissa não é exatamente original: essa ideia de ‘fantasmas’ ((vou usar o termo entre aspas porque para o livro eles não são exatamente os fantasmas como os da nossa cultura, vagando por aí depois de mortos. Eles habitam corpos de pessoas vivas, abandonam quando não tem mais interesse para ocupar o de outra pessoa)) que tocam uma pessoa e passam a habitar o corpo dela eu já vi em várias histórias, com variações aqui e acolá (lembram de Possuídos, o cara cantando Time is on my side?). Piora o fato de que o conjunto de eventos para colocar a trama em movimento é forçadíssima: Kepler, o ‘fantasma’ que conta a história, quer saber quem mandou assassiná-lo e por que também mataram a mulher que ele estava hospedando no momento. Pensa numa história com fugas, investigações pela Europa, uma organização secreta. Enfim, é um mexidão de ação.

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As Primeiras Quinze Vidas de Harry August (Claire North)

firstfifteenHistória de sempre: li alguma resenha num canto, achei interessante, resolvi ver qualé. Não é sempre que isso funciona, vide o caso de A Violent Century que apesar de ter uma ideia legal acaba virando um livro só “meh”.  Mas com The First Fifteen Lives of Harry August, me encantei já de primeira. E olha, isso é beeeem difícil de acontecer comigo, sou meio chatonilda e só me entrego de fato lá pelos 20% de um livro (quando decido se vou seguir em frente ou se vou largar). E se comento sobre esse meu encanto inicial é justamente para explicar desde já que embora a história seja ótima (bem sacada, divertida, etc.), a maior qualidade da obra é o como a autora escreve, simples assim.

Você não precisa de ganchos forçados para querer continuar lendo o livro capítulo após capítulo, porque a narrativa de Claire North é por si só viciante. Como comentei no twitter: ela poderia estar falando sobre batatas, e você continuaria lendo achando a coisa mais legal do mundo, de tão envolvente que é o estilo da autora. Eu sei que é o tipo de coisa que não faz muita diferença para quem quer mais é saber do enredo, mas pelo menos no meu caso ter em mãos um livro tão bem alinhavado, uma narrativa tão fluida prende muito minha atenção.

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