Espíritos 2 (ou, “WTF, distribuidoras?”)

alone.jpgAssistimos ontem ao filme “Espíritos 2 – Você nunca está sozinho”. Lembram do primeiro? A distribuidora tinha até mandado bem na divulgação, e foi o maior sucesso (pelo menos sucesso no mercado de filmes de horror). Aí, né, os gênios por trás do lançamento dos filmes aqui no Brasil pensaram “Olha, tem esse Alone para ser lançado. É história de terror, do mesmo diretor. Vamos chamar de Espíritos 2, e aí todo mundo que assistiu o primeiro assistirá o segundo, êêê!”

Poisé, Espíritos 2 não é continuação do Espíritos 1. Mas se levarmos em conta que “Shutter” (título original do primeiro) não significa “espíritos”, então acho que tudo bem, né? Deixemos de lado a malandragem com relação à tradução de título e vamos ao filme em si, que é o que interessa.

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Eu, Al Pacino e Rolling Stones

alpacino.jpgEu sei que hoje em dia já é cair no lugar comum chegar e dizer que o cinema atual já não oferece mais grandes momentos, daquelas cenas inesquecíveis repetidas trezentas mil vezes como o xadrez com a Morte do Bergman, ou ainda Scarlett O’Hara dizendo que nunca mais passará fome. Mas sabe, felizmente sempre há exceções, por mais “pop” que sejam.

Veja o caso de Advogado do Diabo. É um filme muito bom, independente da cara de porta do Keanu Reeves. Cheio de sacadas geniais, e bem, tem lá o Al Pacino representando um dos melhores demos do cinema (recentemente ele perdeu lugar para o De Niro como Louis Cyphre no meu top5). Mas sabe, o que faz o ingresso valer são os últimos instantes do filme. Se não viu Advogado do Diabo ainda (peloamordedeus, já tem 10 anos o filme!), nem continue a ler este post.

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Elvis não morreu!

bubba.jpgEu acho impressionante a capacidade que os americanos têm de criar mitos, mais ainda o modo como se relacionam com eles. Tomemos o Elvis como exemplo. Sujeito boa pinta, rebolante e com sonzinho batuta, vira uma espécie de divindade que merece inclusive, uma vigília com vários fãs “celebrando” os 30 anos de morte dele.

(Na realidade eu nunca entendi esse negócio de pessoas serem lembradas pela data de morte. É tipo o John Lennon. Quando que falam dele? No aniversário de morte. A própria palavra “aniversário de morte” parece tão sem sentido para mim… mas enfim, sem divagações, continuemos).

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Películas para no dormir

nodormir.jpgEntão, tempos atrás tinha ouvido falar dessa série de filmes feitos para o canal espanhol Telecinco e confesso que não me interessei muito porque mi spañol és fueda e eu jurava que “No” era um chinês que dormiria assistindo aos filmes, então pensei “Por que perderei meu tempo assistindo a um filme que fará No (o chinês) dormir?“.

Quando o Fábio contou que eram histórias de horror (e riu da minha cara por causa do “No”), até me dispus a perder meu tempo, já que os filmes desta série não têm pouco mais de uma hora. Começamos com La habitación del niño (ao contrário do que vocês devem ter calculado, não achei que era um documentário sobre horrores meteorológicos). Os primeiros minutos do filme me conquistaram na hora, especialmente depois que dei um pulo de susto.

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Que meda *_*

day-dead.jpgOntem tive um pesadelo envolvendo zumbis e todo aquele blablabla de ter que se esconder em uma casinha furreca e saber que seria pega pelo zumbi mais próximo e tal, nada muito tchananam, embora tivesse uma parte do sonho que contava a origem do Bub, do Dia dos Mortos (eu juro que não tenho assistido filmes de zumbi!).

Enfim, quando vou ler as notícias no outro dia, dou de cara com essa: Brasília vai ser atacada por zumbis. Coincidência, né? Bom, pelo menos valeu de algo. Fiquei bastante curiosa sobre esse tal de “A capital dos mortos”, até porque os trailers pareceram bastante bacanas. Para quem, como eu, curte um filminho com zumbis, não deixem de conferir lá no youtube: trailer 1 e trailer 2 (o primeiro é mais longo mas é melhor).

O azar do Moore (parte I)

vendetta.jpgCom os comentários sobre as filmagens de Watchmen, fica difícil não voltar ao assunto do azar que o Alan Moore tem com as adaptações feitas a partir dos trabalhos dele. O azar é tamanho, que ele simplesmente decidiu passar o dinheiro que ganha pelos direitos autorais direto para o desenhista da obra – mas em alguns casos até isso deu errado.

De qualquer forma, o mais interessante é que normalmente as adaptações só são ruins para aqueles que leram as HQs. E antes que os fãs mais exaltados das películas joguem pedras nos pobres nerds, venho aqui em defesa desses apontar quais são os problemas que obviamente quem não leu, não consegue reconhecer.

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A sessão da tarde dos outros

pbpose.JPGTempos atrás desenvolvi uma teoria de que cada qual tem sua própria sessão da tarde. Sabe, aquela coleção de filmes que lembram os momentos que você podia passar a tarde toda esparramado no sofá sem qualquer preocupação a não ser a lição de casa que você faria perto da hora do jantar (ou simplesmente não faria, dependendo do teor de brabeza da professora).

Já tinha reparado isso anteriormente, quando falava de filmes como aquele da carta de amor que circulava por um monte de gente, causando a maior confusão e as pessoas levantavam a sobrancelha. Isso para não falar daqueles que estranham quando cito a dança do tamanduá africano! E que são dos anos 80, como eu!! *olhos arregalados*

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Assassinos sob holofotes

bornkillers.jpgO fascínio das pessoas por casos não resolvidos (e resolvidos também!) de assassinatos em série sempre me deixa com uma pulga atrás da orelha, porque costumo lembrar de Mickey e Mallory Knox do filme do Oliver Stone, Assassinos Por Natureza. No filme, Mickey e Mallory fogem da cidade onde vivem e deixam para trás um rastro de assassinatos, roubos e afins.

A “surpresa” no filme é como Oliver Stone trata com sublime ironia a distorção que a mídia provoca, transformando em queridinhos da América uma dupla de assassinos loucos. A entrevista entre Mickey e o repórter Wayne Gale chega a um dos pontos máximos quando Mickey diz que “Frankenstein teve que matar o Dr. Frankenstein“.

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Esta é uma mensagem automática:

jogomusica.jpgOlá. Neste momento, a Anica está feliz da vida comendo pieroguis e lendo SuperInteressantes lá na Bettegolândia. Mas, preocupada com o tédio que um sábado julino pode provocar nas pessoas que estão online, ela resolveu agendar um post contendo link para a segunda parte da tortur… digo, para a segunda parte do joguinho de música de filmes. Se estiver pronto para arrancar os cabelos tentando lembrar do nome do filme nos quais essas músicas tocaram, clique aqui.

(Dica: fiquem atentos, em alguns casos a letra da música entrega qual é o filme)

Sombras de Goya

goyas-ghosts-2006.jpgMilos Forman é um diretor muito bom, que tem no currículo filmes como O Povo Contra Larry Flint e, um dos meus favoritos de todos os tempos, Amadeus. Então, era natural uma certa expectativa (e curiosidade) sobre o mais recente trabalho dele, Sombras de Goya. E como sempre dizem, expectativas são uma droga…

Não dá para dizer que o título é enganoso, porque pela opção “sombras” (em inglês seria “fantasmas”), fica claro que o foco não será o Goya. O pintor (Stellan Skarsgård) aparece no filme para unir a vida de uma personagem com outra, é mais uma desculpa. A história mesmo não é dele, mas de pessoas retratadas por ele.

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