Um casal em crise se encontra uma vez por semana em um pub, um pouco antes do horário da terapia. Ela toma sempre vinho branco, ele uma London Pride. Enquanto esperam, conversam sobre o relacionamento e as expectativas – em uma conversa salpicada com referências aos mais variados assuntos atuais, desde aplicativos como o Tinder até o Brexit. Ah, sim: tudo isso em 10 minutos.
Esse poderia ser um resumo de State of the Union, série com roteiro de Nick Hornby (autor de Alta Fidelidade) e dirigida por Stephen Frears (diretor da adaptação para o cinema de Alta Fidelidade, hehe). Interpretando o casal Tom e Louise temos Chris O’Dowd (de The IT Crowd, e vá lá, depois de Juliet, Naked virou minha referência para protagonista do Hornby) e Rosamund Pike (de Garota Exemplar). Ou seja: um monte de gente bacana no projeto, não tinha como dar errado.
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Quando tinha lá meus 12 anos indo para os 13 lembro que encontrei em uma locadora perto de casa uma VHS de um documentário chamado A Year and a Half in the Life of Metallica. Era uma espécie de diário de produção do
Já tinha um tempo que Spoonbenders estava na minha lista de livros para ler, mas eu me enrolava e nunca começava a leitura. Lançado lá fora em 2017, já tinha pintado até em algumas listas de melhores dos gringos (ainda não tem tradução no Brasil, infelizmente) – e sempre que batia os olhos no título pensava “ei, parece legal, tenho que ler” tipo uma Dory dos livros. Enfim, chegam as férias, o final do ano e eu finalmente começo a ler. E caramba, que livro perfeito para o momento.
Não sei bem como começar. Quero falar de tantas coisas, talvez o ideal seria comentar comentar brevemente cada um dos contos, porque todos são ótimos – algo raro em coletânea de contos, convenhamos. Se tem alguma escala de mais para menos no livro é “assustador”, e mesmo assim isso não tem relação alguma com a qualidade deles.
Desde
Eu tinha acabado de ler Enclausurado do Ian McEwan e achando que curtiria uma ressaquinha literária pois McEwan tão bom, né. Aí pensei “Bom, vamos dar uma olhada no tal do I’m Thinking of Ending Things que dizem que é assustador, aí eu não corro o risco de ficar comparando e talvez a ressaca passe”. Então comecei a ler. Vira página, vira página, vira página. Quando percebo já estou tão envolvida com a história que não quero mais largar.
Nesse momento já deve ser meio difícil você não ter cruzado com o nome Svetlana Aleksiévitch, mesmo que não tenha dado muita atenção: ano passado ela ganhou o Nobel de Literatura, este ano foi um dos destaques da FLIP. É o lado bom do Nobel (tem lado ruim?), isso de acabar atraindo a atenção do mercado editorial para nomes que poderiam nem ser publicados aqui. No caso da Aleksiévitch, por exemplo, 
(Editado: ueeepa, esqueci do aviso básico de spoilers. SPOOOOILERS!! Pronto, está aí o aviso)
“A escritora brasileira Beatriz Yagoda é vista com uma mala e um charuto, subindo uma amendoeira e então desaparece”. Foi por causa dessa breve descrição do ponto de partida de Ways to Disappear (primeiro romance de Idra Novey) que fiquei morrendo de curiosidade de ler o livro. Não por Beatriz ser brasileira ou pela história se passar no Brasil – não sou lá muito ufanista e, convenhamos, via de regra os gringos erram a mão na hora de descrever as coisas daqui. Foi mais pelo absurdo da situação, a imagem de uma senhora subindo em uma árvore e desaparecendo.