Alguns livros parecem estar ligados com nossas memórias dos tempos de escola. O problema é que nem sempre são as memórias gostosas como o recreio, as conversas com os melhores amigos ou a sensação boa de um bom resultado de uma prova. Tem momentos que ouvir nomes como “Dom Casmurro”, “Macunaíma” ou ainda “Senhora” causam um certo arrepio na pessoa, trazendo lembranças de leituras obrigatórias que resultariam em uma prova com perguntas idiotas como “O que disse a personagem x na página y?”.
É uma pena que muito da literatura em sala de aula ainda aconteça desse modo, afastando leitores não só da (excelente) produção nacional, mas às vezes do hábito da leitura em si. E a realidade é que mesmo dos que se salvaram desse modo antiquado de ensinar literatura, ainda assim não costumam dar uma segunda chance para livros que certamente o merecem, como é o caso de Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto.
Continue lendo “Triste Fim de Policarpo Quaresma (Lima Barreto)”

E então você já está familiarizado com a série e sabe mais ou menos o que esperar do livro que tem em mãos. Pelo menos você pensa isso quando começa a ler Ficção de Polpa vol.3, da Não Editora. Mal passa a Introdução, já damos de cara com uma surpresa: a primeira história não é um conto, é história em quadrinhos! Com roteiro de Guilherme Smee e arte de Jader Corrêa, O Quarto Desejo abre a coletânea já mostrando qual será o tom predominante: o fantástico.
No dia seguinte ninguém morreu. É como José Saramago abre o livro As Intermitências da Morte, publicado originalmente em 2005. O que se vê a seguir é o que aconteceria se a morte (sim, ela insiste no uso da letra minúscula) não cumprisse seus deveres. Inicialmente recebida como uma boa notícia, logo se percebe que “não morrer” não é exatamente o maior desejo do ser humano, visto que “não morrer” quando você está doente e sofrendo não parece uma boa perspectiva, por exemplo.
Há cerca de 11 anos a Sutil Companhia de Teatro apresentava ao público a adaptação do romance Alta Fidelidade de Nick Hornby, chamada A Vida é Cheia de Som e Fúria. Foi paixão e identificação instantânea com aquela personagem cheia de falhas e com uma visão meio ácida do que tinha ao redor, que estabelecia relações entre a música e tudo o que vivia. Passado esse tempo, a Sutil chega agora no Festival de Teatro de Curitiba com o que seria a segunda parte da trilogia Som e Fúria, a peça Trilhas Sonoras de Amor Perdidas.
Então que uma banda que até aquele momento você não conhecia tem um álbum de estréia que é simplesmente viciante, você não consegue parar de ouvir. Um tempo depois, eles anunciam que logo lançarão o segundo álbum. E aí vem aquele medo: será tão bom quanto o primeiro? Tem como ser melhor? E se for ruim, desisto da banda ou faço de conta que só existiu o trabalho que era bom? E com esse medo todo vem misturada uma curiosidade tremenda para saber logo a resposta.
Livros lidos: Cabelo Doido (Neil Gaiman e Dave McKean), Falling Angel (William Hjortsberg), The Book of Lost Books: An Incomplete History of All the Great Books You’ll Never Read (Stuart Kelly), Vampiro Secreto (L.J. Smith), The Shining (Stephen King), Mortalha para uma enfermeira (P D James), Oscar Wilde (Daniel Salvatore Schiffer), There Once Lived a Woman Who Tried to Kill Her Neighbor’s Baby (Ludmilla Petrushevskaya), You Might Be a Zombie and Other Bad News (Cracked.com), Tequila Vermelha (Rick Riordan), I’m Not Hanging Noodles on Your Ears and Other Intriguing Idioms From Around the World (Jag Bhalla) e O Império dos Vampiros (Nazarethe Fonseca).
Dando continuidade à saga iniciada com
“Pode tirar seu cavalinho da chuva!”, “Abra seu coração”, “Fiquei com a pulga atrás da orelha” ou “Ele é um amigo da onça” são expressões que aqui no Brasil ninguém (a não ser talvez uma criança se familiarizando com as palavras) tentaria entender de forma literal. Por outro lado, tente traduzir isso para um estrangeiro. Obviamente você terá que deixar de lado o tom informal que essas expressões dão para a conversa, de modo a usar palavras que digam exatamente a mensagem que você tenta passar. “Pode desistir”, “Conte tudo para mim”, “Fiquei desconfiado” ou “Ele é um falso amigo”, provavelmente.