Onde os fracos não têm vez

no-country-for-old-men-poster1.jpgO que você faria se encontrasse uma maleta com mais de dois milhões de dólares? E se com a maleta encontrasse vários corpos e uma quantidade absurda de drogas, deixando claro que foi uma negociação mal sucedida? “Onde os fracos não têm vez“, dos irmãos Cohen, começa com Llewelyn Moss, um soldado aposentado que costuma caçar nas horas vagas tendo que tomar esta decisão.

A partir daí, começa um dos melhores jogos de gato e rato que já vi no cinema. Quem vai atrás de Moss é Anton Chigurh, um psicopata que usa uma arma muito peculiar: um tubo de ar comprimido. O que faz a história ser tão interessante é que tanto Moss quanto Chigurh são bons no que fazem – e cada fechadura arrombada pelo tubo de ar comprimido é garantia de pelo menos alguns minutos de pura tensão.

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Os filmes do Oscar 2008

oscarstatue.jpgComo vocês sabem, eu costumo acompanhar o Oscar, inclusive participando de bolões e afins. Como vocês também sabem, a noite do Oscar é aquele dia no qual você xinga a Rede Globo pela péssima transmissão (e por TER que passar o Big Brother quando a cerimônia já começou), incluindo aquela tradução simultânea do capeta que não te deixa entender o que estão falando em Inglês e é simplesmente impossível de entender o que estão falando em Português, uma vez que o tradutor quase nunca completa as sentenças “Esse filme foi…. e eu devo muito ao…. E que bom que participei do…” (etc.).

Mas independente do stress, é bom assistir pelo menos os mais comentados, até para você não fazer feio no bolão. Como a divulgação dos nomeados só sai daqui 15 dias e você pode correr o risco de perder a oportunidade de assistir alguns favoritos no cinema, elaborei uma lista com os filmes mais comentados lá fora. Mas que fique claro, estou seguindo apenas os comentários dos sites relacionados com Oscar, ainda não vi a maior parte dos filmes e minha opinião pessoal sobre eles coloco a medida que eu for assistindo, certo? (Para sinopse do filme, clique nos títulos):

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The Man From Earth

manfromearth.jpgE se um homem do Alto Paleolítico tivesse vivido até os dias de hoje?“, pergunta John Oldman para um grupo de amigos, todos professores universitários. Obviamente, eles pensam que trata-se de um exercício de imaginação, ou o início do que seria um apanhado de idéias para escrever um romance de ficção científica.

A questão é que quando John Oldman faz esta pergunta para os amigos durante uma festa de despedida, ele na realidade queria começar a explicar as razões pelas quais tinha que deixar a cidade depois de 10 anos vivendo lá. O motivo principal? John Oldman é este homem que nasceu no Alto Paleolítico e continua vivo, após 14.000 anos.

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Eu sou a lenda

0907i-am-legend2.jpgAno passado li uma novela (não, não é roteiro de O Rei do Gado, é um conto um pouco maior) sobre vampiros pela qual me apaixonei completamente, chegando a colocar no meu top3 de histórias de vampiros (e olha que eu adoro histórias de vampiros). Chama-se “Eu sou a Lenda“, e só pude conferir essa história em inglês, porque era dificílimo arrumar uma edição traduzida por aqui.

Mas como é o tempo e o nosso mercadinho editorial, ahn? Por coincidência, a Warner tinha lá seus olhinhos em uma adaptação envolvendo Will Smith e eis que uma nova edição chega às livrarias um mês antes do lançamento do livro. Com o Will na capa, é claro. O que é estranho, visto que o filme não tem nada a ver com o livro.

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Os melhores filmes de 2007

logo.jpgComo já é tradição aqui no Hellfire, chega o fim do ano e eu coloco aqui minha listinha de filmes lançados em 2007, por ordem de, ahn, preferência, digamos assim. Se quiser conferir a lista dos anos anteriores, é só ver lá: melhores 2004, melhores 2005 e melhores 2006.

No fringir dos ovos 2007 até que rendeu alguns bons filmes, embora sempre com aquela história do problema da data de lançamento (o que deixou de fora alguns bons filmes que são 2007 mas não foram lançados aqui ainda). Além disso, um monte de filme so-so, o que até explica porque Dreamgirls está por ali. Vamos então ao top10 =]

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Sem idéias para presentes?

horsehead-7.jpgSe a pessoa que você deseja presentear neste Natal for cinéfila, seus problemas acabaram! Não, não. Você não cairá no papo manjado de dar aquele dvd da promoção 3 por 9,90 das Americanas. Vão aí duas sugestões do Hellfire Club de presentes que fazem referência à sétima arte:

1. Relógio Cuco ‘Here’s Johnny!’: Já pensou? Ao invés do tradicional “cu-co-cu-co!” você escuta um Here’s Johnny? Fala sério, é cool demais. Quero um.

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Morte no Funeral

deathatafuneral-posterbig.jpgCom a semana mais sossegada estou conseguindo colocar as coisas em dia. Por exemplo, já estou no capítulo 9 dos 12 da segunda temporada de Dexter (e eu confesso que se arrastou um tico, mas ali nos minutos finais do sétimo episódio para o fim do nono, está de tirar o fôlego). E também estou assistindo filmitchos que eu queria ver mais o Fábio não porque ele não curte comédias.

Semana passada vi “O amor não tira férias”, bem bocó e só vale a pena pelo Jude Law. Hoje foi “Morte no Funeral“, uma produção alemã, norte-americana e britânica que vale alguns momentos bastante divertidos, sendo que o recurso mais utilizado, obviamente, é o de fazer graça com a frieza dos ingleses (como já na primeira cena, com o filho vendo que o defunto dentro do caixão entregue na casa dele não era o do pai, por exemplo).

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Stardust

stardust.jpg(Porque às vezes é legal só assistir.)

Apesar de ser uma criatura extremamente ranzinza, acho que estou de certo modo amolecendo. Se por um lado bati o pé para o Stardust dublado (aqui em Curitiba quando fui conferir a lista dos filmes em cartaz, só tinha essa opção), por outro quando finalmente assisti ao filme, não reclamei (como sempre faço no caso de adaptação de algo que eu gosto).

Sabe, é aquela coisa: a história é bonitinha. Os personagens são fofinhos. Tudo bem inho, inho e no final das contas, é divertidinho. Para resumir é aquilo: aparentemente, eles não se levam à sério demais, como Keanu e cia. em um Constantine, por exemplo. Isso confere ao filme um pouco daquela inocência do pipocão, que serve só para divertir mesmo, não importando mais a questão da fidelidade à obra.

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Infância, Atreyu e crianças chorando

atreyu.jpgComo já devo ter contado por aqui, eu tive uma infância feliz. Andava de bicicleta pelo bairro, brincava na casa dos amigos, desenhava, escrevia, cantava, pulava. Tinha ‘n’ pretensões artísticas, que foram ficando para trás com a idade e o avanço da timidez. Planos malucos, esquecidos a partir do momento que deixaram de ser ‘planos’ e a palavra ‘malucos’ foi agregada. Enfim, criança típica de bairro.

Aí, quando você é uma típica criança de bairro, sua vida não é marcada por graaaandes tragédias ou tristezas. Pelo menos não até um certo ponto da sua infância (como quando você descobre que não importa o quanto você gosta de uma pessoa ou bichinho de estimação, às vezes eles morrem). Aí, de onde mais uma criança poderia tirar seu primeiro contato com a tristeza senão através do maravilhoooooso mundo do faz-de-conta hollywoodiano?

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Ser o verão no apogeu da primavera

250px-loislane_aosuperman613-12.jpgAcordo cedo e vou dar uma olhada nas notícias do dia e já dou de cara com a divulgação de duas pesquisas com resultados no mínimo interessantes: na primeira, “Mulher rebola para enganar os homens, diz estudo“. Na outra, “Mulheres com curvas têm filhos mais inteligentes, diz estudo“. Ok, vamos por partes.

1) Eu consigo pensar nos nerdzinhos dizendo “Quando crescer quero ser cientista, para ter desculpa para ficar olhando para bunda de mulher sem levar um tapa na cara“.

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