A vitória de Orwell (Christopher Hitchens)

Sempre que penso em escritores cuja biografia renderiam por si só um romance, lembro de uma frase de Oscar Wilde em O retrato de Dorian Gray, que dizia “Um grande poeta é a menos poética de todas as criaturas. Parece que escreve a poesia que não consegue viver, enquanto poetas inferiores vivem a poesia que não conseguem escrever“. Óbvio, lembro da frase porque Wilde mesmo provou que o raciocínio não estava sempre certo – e a realidade é que eu me surpreendo muito com a quantidade de vezes que algum grande escritor parece contrariá-lo.

Veja só o caso de George Orwell. Tomando apenas os trabalhos mais conhecidos, como 1984 e Revolução dos Bichos, é indiscutível a importância desse escritor para a literatura do século XX. E se ao bater os olhos nas fotos de Eric Arthur Blair (nome de batismo do autor) você pensa que era só um tiozinho que escrevia umas boas histórias entre uma xícara de chá e outra, temos A vitória de Orwell (de Christopher Hitchens) para mostrar o contrário. Continue lendo “A vitória de Orwell (Christopher Hitchens)”

True Blood S03E10: I Smell a Rat

I’m a fairy? How fucking lame!” são as palavras de Sookie abrindo o episódio I Smell a Rat (S03E10), e você se anima pensando que vem coisa boa por aí. Eu fico feliz que tenham colocado esse tipo de reação para Sookie, que de fato se desenvolveu bastante da primeira temporada para cá: não é mais a mesma tapada e cada vez mais está sabendo se defender sozinha. Problema é que para o antepenúltimo episódio da série, eu esperava bem mais do que essa “revelação” e trocentos minutos arrastados de nada de realmente importante acontecendo.

Quer dizer, alguns detalhes são importantes. Mas apareceram na hora errada, estragando o efeito da informação nova. Por exemplo, o passado de Sam. Precisava de dez episódios (ou ainda, de três temporadas) para revelar que o sujeito só parece manso? Teria feito muito bem para a personagem em si se essa história de ladrão já tivesse se revelado antes. Ou, trocando em miúdos, que tivessem diminuído um pouco o tamanho da história com a família dele, já que não tá saindo nada demais ali.

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Os Coletores

Então que é bom logo de cara deixar claro que Os Coletores (Repo Men lá fora) tem nada a ver com Repo! The Genetic Opera. Ok, o essencial do enredo é mesmo semelhante: no futuro uma empresa cria uma técnica para facilitar os transplantes de órgãos, mas o contrato deixa claro que caso o pagamento não seja efetuado dentro do prazo, um coletor (o “repo man”) buscará o órgão em questão para devolver para a empresa. Mas a semelhança fica por aí, a começar que Os Coletores é filme de ação, e Repo! The Genetic Opera é um musical escrachadão.

Ok, dado o recado, vamos lá. Com Jude Law no elenco, trata-se de uma adaptação do livro Repossession Mambo, de Eric Garcia (a tradução já foi lançada aqui no Brasil com capa semelhante a do filme e título Os Coletores). Remy, a personagem principal, é um dos melhores coletores da empresa onde trabalha. Faz o serviço muito bem, até o dia em que (ironicamente) recebe um coração e começa a ter problemas com o trabalho (e consequentemente, com o pagamento do transplante).

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Camisetas para apaixonados por literatura

Achei isso no blog Girl Gone Geek e me apaixonei. A Novel-T é uma loja especializada em camisetas que fazem referências literárias (ahá, sacou o nome da loja?), divididas em duas categorias: American Canons e National Puncs. Muito legal mesmo, até porque cada “time” tem um símbolo relacionado com algo da obra ou autor citado (Poe vem com um corvo ou um coração, Quixote com um moinho de vento, Hester Prynne com o “A” da Letra Escarlate, etc.). Saca só (para ampliar as imagens, basta clicar sobre elas):

Quero o site todo!! *_*

The Human Centipede (First Sequence)

O que esperar de um filme cujo título traduzido seria A centopéia humana? Tosquice, certo? Estávamos para assistir já tem quase dois meses, mas sempre acabávamos desistindo por conta de algum programa da tv a cabo ou outro filme que não prometesse tanta tosqueira. Juro, eu achava que veria um terror levezinho, tendendo mais pelo terrir para ser sincera – algo como aquele O Ataque dos Tomates Assassinos, mas bem, a verdade é que não tem nada de comédia em The Human Centipede (First Sequence).

Dirigido pelo holandês Tom Six e ganhador de alguns prêmios em festivais de terror, a história tem um começo meio inconstante: primeiro vemos um homem contemplando uma imagem de três cachorros e então atacando um caminhoneiro que parou na beira da estrada. Ok, isso promete. Mas logo após essa sequência, passamos para a apresentação do que seriam as protagonistas da história, duas amigas viajando pela Europa (e aí somando ao plot de O Albergue logo chegamos a conclusão que viagens pela Europa são perigosas, ahn?). Elas estão no meio do nada a caminho de uma festa quando o pneu do carro fura e eis que elas acabam parando para pedir socorro na casa do sujeito que atacou o caminhoneiro.

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Trailer de Dylan Dog: Dead of Night

Saiu o trailer de Dylan Dog: Dead of Night, com estréia prevista ainda para esse ano lá nos Estados Unidos (sabe-se lá quando aqui no Brasil). Meus comentários não são muito diferentes de quando começaram a publicar fotos e notícias da produção por aí, mas de qualquer forma o trailer pelo menos me deixou com vontade de ver o filme.

A começar pelos pontos positivos: Brandon Routh foi uma boa escolha (aos fãs: Rupert Everett está velho e não convenceria mais como o Dylan), a caracterização da personagem está ok e dá para ver lá vários elementos que aparecem na HQ, beleza. Gostei de Personal Jesus na trilha também, embora minha versão favorita seja a do Johhny Cash. Pontos negativos: o plot parece chupado de Hellboy, e bem, pelo menos nos quadrinhos eles são beeem diferentes. E convenhamos, precisa colocar vampiro, lobisomem e zumbi tudo junto? Tem tanta história boa do Dylan que renderia um longa, não precisava apelar para a febre do momento. E continuo insistindo: CADÊ O GROUCHO?!!!

Mas tá aí o trailer para quem quiser dar uma conferida. Não achei com legenda nem em qualidade boa, mas se encontrar eu edito o post aqui, prometo. Para assistir, é só clicar aqui e ser feliz. Eu até ia colocar o video direto aqui, mas o wordpress 3 tá de sacanagem comigo e pedindo para deixar de ser a ferramenta utilizada por esse blog. Seriously.

True Blood S03E09: Everything Is Broken

Quando falei do episódio anterior (Night on the Sun), fiz uma comparação com Crepúsculo (obviamente não aceita pelos odiadores da série da Stephenie Meyer, hehehe). Bom, desta vez, assistindo Everything is Broken (S03E09) em alguns momentos eu tive a nítida sensação que estava vendo uma daquelas novelas do Manoel Carlos, cheia de merchandising social, discutindo estupro, aborto e afins. Seriously, só faltou a gente descobrir que aquele laguinho da Sookie era o Leblon e que o nome dela era Helena.

Assim, eu acho que foi o primeiro episódio da terceira temporada que eu mal via a hora que acabasse. Eu realmente não gostei. Não dá para entender como a série estava indo tão bem, chegando a um dos melhores episódios de todas as temporadas (I Got a Right to Sing the Blues) para então começar a decair. Desse jeito dá até medo de pensar o que serão os três últimos episódios, se bobear vão esculhambar tudo.

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Diego e Frida: Biografia (J.M.G. Le Clézio)

Meu primeiro contato com a pintora mexicana Frida Kahlo foi através do filme Frida (2002), uma adaptação de Frida: A Biography of Frida Kahlo de Hayden Herrera. Como pareceu uma personagem forte cuja biografia se confunde de forma muito interessante com a obra, fiquei bastante interessada quando soube da publicação no Brasil do livro Diego e Frida: Biografia, do vencedor do prêmio Nobel de Literatura de 2008, J.M.G. Le Clézio.

Inicialmente fiquei preocupada que fosse muito parecido com o que já tinha assistido, mas o comprometimento em falar não só de Frida, mas também de seu marido Diego Rivera, acabam por garantir uma nova perspectiva sobre a história. E Le Clézio conduz muito bem essa biografia, mesclando a narrativa sobre a vida dos dois artistas de tal modo que deixa clara a ideia de que tudo o que fizeram jamais teria a mesma beleza se nunca tivessem ficado juntos. Apesar da importância da arte tanto para Frida quanto para Diego, outra constante que fica clara já no Prólogo é a presença da política. Os dois tinham modos diferentes de pensar sobre o tema, mas a todo momento os ideais políticos dos protagonistas se mesclam com suas criações. Assim como o amor de um pelo outro acaba servindo como elemento para a obra, por isso da importância de conhecer a história não só sob o ponto de vista de Frida (como acontece na cinebiografia), mas também de Diego. Continue lendo “Diego e Frida: Biografia (J.M.G. Le Clézio)”

True Blood S03E08: Night on the Sun

Eu não quero ser sexista, até porque é um discurso que soa estranho partindo de uma mulher. Mas vá lá, pega a lista dos diretores dos sete episódios anteriores de True Blood, e depois veja quem dirigiu Night on the Sun (S03E08). Uma mulher. E o que se vê ao longo de quase todo o tempo? Uma espécie de Crepúsculo meets True Blood que chega a dar vergonha alheia – e olha que eu li a série da Meyer e me diverti. Fico imaginando como foi o diálogo entre Bill e Sookie logo que ela acorda para quem odiou a saga Crepúsculo.

“Nhé nhé nhé, eu quero que você tome banho de sol, tenha filhos e uma vida normal, nhé nhé nhé”. Edward, sai desse corpo que não te pertence! E se for notar, todo o episódio foi construído principalmente na questão dos relacionamentos. As poucas “fugas” da melação foram Sam e família bizarra (que acho que é meio que de opinião geral que tá meio chato), Arlene pirando com o bebê que está por vir e bem, o Eric (que uou, finalmente trocou de roupa. Foram quantos episódios com aquele suéter azul, heim?).

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