Já deve ter acontecido em algum momento com você. Por conta de algum livro começou a tomar gosto pela leitura, e queria sempre mais e mais. No início qualquer coisa serve, mas o gosto começa a ficar refinado e aí as escolhas começam a se afunilar. Em uma metáfora tosca, é mais ou menos o mesmo processo que fez com que durante a adolescência você tomasse vinho Sangue de Boi achando ótimo, e hoje em dia não abre garrafa que tenha custado menos de 30 reais. O equivalente dessas “garrafas de mais de 30 reais” no mundo literário são os clássicos. A questão é que nem sempre é fácil definir o que é um clássico, que dirá quais livros são clássicos e quais não são.
E é para auxiliar tanto nessa definição, como também na apresentação de algum desses que Italo Calvino traz para os leitores Por que ler os clássicos?. O livro é na realidade uma coleção de artigos do autor, todos voltados aos grandes títulos literários. O charme dessa obra é que ela não é algo que só possa ser “digerida” por estudantes de literatura, mas tem tudo para encantar e auxiliar os leigos que estão justamente nesse ponto em que querem ampliar os horizontes literários mas ainda estão um pouco perdidos em uma selva com tantos livros já publicados ao longo dos séculos.
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Publicado pela primeira vez em 2008, O Museu da Inocência é o livro mais recente do escritor e ganhador do prêmio Nobel Orhan Pamuk a ganhar tradução aqui no Brasil. O romance fala basicamente do amor de um homem sobrevivendo ao tempo, mas seria injusto reduzir a obra a apenas isso. Tal como um passeio por um museu, a realidade é que O Museu da Inocência oferece possibilidades variadas de leitura, e talvez nisso resida um dos tantos charmes desse excelente livro.
Não sou daquelas pessoas que podem dizer que começaram a acompanhar
Quando lemos um pouco sobre a literatura do século XIX, muitos dos nomes que conhecemos até os dias de hoje tinham algo em comum, que era a publicação de seus escritos em jornal. Na maior parte das vezes eram contos, ou romances públicados em capítulos tais como se fossem novela, que garantiam o ganha pão do autor e a diversão de várias pessoas em uma época sem televisão, computador ou seja lá o que as pessoas considerem entretenimento hoje em dia. Edgar Allan Poe, Sir Arthur Conan Doyle… tenha certeza, muitos desses não estariam entre nossos favoritos caso não tivessem ganhado um espaço em periódicos daquele tempo.
Para quem conheceu Hunter S. Thompson através de
Muito embora em Só Garotos Patti Smith justifique a obra como uma promessa que fizera à Robert Mapplethorpe, de escrever a história de suas vidas, a verdade é que o livro vai muito além de uma simples biografia e mostra um retrato perfeito do que é se comprometer com a arte, viver por isso. De como quem está nesse mundo respira influências e transforma o contato com cada pessoa que cruza seu caminho em um poema, uma canção, uma fotografia, um quadro.
Há pouco através de
A primeira vez que li Isaac Marion foi em
Sempre que me perguntam sobre qual livro ler de um escritor, eu costumo fugir da indicação óbvia dos grandes romances caso ele tenha também criado uma série de contos. O que funciona em ter uma coletânea de contos como porta de entrada para o universo de um autor é que serve como pequenas amostra grátis, aperitivos ou seja lá qual for o termo que achar mais apropriado para uma breve experiência do que será ler algo escrito por essa pessoa. Como contos são breves, se for ruim você não perderá tanto tempo assim. E como são vários, há a oportunidade de conhecer várias facetas e estilos de um escritor antes de se aventurar por seus romances.
O maior problema das séries literárias é que bem, elas são séries. Como tal, por mais que você se divirta em saber um pouco mais das personagens que gostou no primeiro livro, começa então a sentir aquela sensação de que seria melhor parar, antes que a trama desande. Foi o que eu senti ao ler O Pacto dos Vampiros, da brasileira Nazarethe Fonseca. Dando continuidade aos eventos de