Su-pim-pa

Acredito que o mais importante na hora de avaliar um filme é levar em conta a finalidade do mesmo. Oras, filme de terror é para assustar. Comédia é para rir. E por aí vai. Se o filme preenche bem essa finalidade, por exemplo, no caso do filme de terror, não recorre aos clichês e sustos fáceis, mas cria realmente uma atmosfera, então está valendo.

Estou dizendo isso porque ainda não consegui compreender bem o fracasso de Serenity lá fora. O filme é legal. Isso, é claro, se você está indo para o cinema para se divertir com ficção científica, oras.

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Traduções Horripilantes

Sim, eu sei que em alguns momentos isso tem mais a ver com marketing do que conhecimento da Língua Inglesa (ok, na maioria das vezes), mas lembrando do que fizeram com Salem’s Lot do Stephen King (falei disso dia desses), fiquei aqui pensando no show de horrores que fazem com títulos de filmes por aqui.

Um exemplo é:

1999 – In Dreams virou “A Premonição”
2000 – Final Destination virou “Premonição
2001 – The Gift virou “O Dom da Premonição

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O Grito do Sr. e da Sra. Smith que são Dois Filhos de Francisco dos Olhos de Vidro

(Ou: “Filmes do Final de Semana” :mrpurple: )

Bom, nada como um frio repentino e muita preguiça para dar uma olhada no que há de novo (ou não tão novo hehe) no cinema. Continuo achando que 2005 é um dos anos mais fracos para o cinema, talvez eu tenha visto os filmes errados, talvez Bill Murray nos salve, talvez faltaram coisas udigrudi, vá saber. Mas não vi nada de MUITO animador.

Bom, mas vamos lá, para os comentários gerais sobre os filmes do final de semana.

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Eu vejo um museu de grandes novidades

Crianças, não esqueçam: Roy Lichtenstein em Curitiba! De 02 de dezembro até 05 de março de 2006.

Horário: de terça a domingo, das 10h às 18h
Ingressos: R$ 4,00 adultos e R$ 2,00 estudantes identificados. (Crianças de até 12 anos, maiores de 60 e grupos de estudantes de escolas públicas pré-agendados não pagam)
Local: Museu Oscar Niemeyer – Rua Marechal Hermes, 999 – 3350.4400

Eu vou :joy:

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Os sujeitos que pisam em louva-deus

Eu tinha um professor que quando ia se referir a alguém malvadão, dizia “Esse pisa no louva-deus!”, e eu me matava de rir com a expressão, mas acabou que passei a usar também.

Lembrei disso porque estava para fazer um top5 dos maiores vilões de todos os tempos, e aí na hora de tentar lembrar dos caras que chutam pombas (e pisam em louva-deus…), e aí qual é a primeira coisa que passa pela minha cabeça??? A lista da Online Films Critics Society, com os 100 piores vilões de todos os tempos.

Tcharam!

Assim fica fácil fazer top5, é só arrumar as injustiças, né? Então vamos lá, para o…

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Amor: Humor

(Ok, o título não tem muito a ver, mas eu não podia deixar de citar essa poesia do Oswald de Andrade.)

Depois do comentário do Calvin sobre o trecho do diálogo que coloquei de Rosencrantz e Guildenstern estão mortos, me dei conta de como existe uma sutil diferença entre as comédias nonsense mas inteligentes e as comédias que são simplesmente estúpidas (o caso do Dude, Where’s my Car? que ele citou).

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Rosencrantz & Guildenstern estão mortos

Você gosta de Shakespeare? Gostou de Hamlet? Já teve contato com alguma coisa do teatro do absurdo? Gostou de Waiting for Godot do Beckett? Sempre gostou de humor inteligente? Se você respondeu sim para qualquer uma dessas perguntas, saiba que é quase certeza que você irá adorar a peça de Tom Stoppard (o mesmo sujeito que escreveu o roteiro Brazil com o Terry Gilliam), Rosencrantz & Guildenstern estão mortos.

(E antes que você torça o nariz, saiba que “ler” é uma opção, já que existe uma ótima adaptação da peça feita para o cinema com Gary “Dracula” Oldman e Tim “Mr. Orange” Roth. )

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Muito Além do Jardim

Sabe, às vezes uma história inocente e simples pode gerar um filme bem melhor do que aqueles cheios de reviravoltas, dramas intensos e afins. Um exemplo? Muito Além do Jardim. Eu sempre tive curiosidade de ver esse filme porque gostava pra caramba de uma música da banda Intocáveis, que saiu em uma coletânea de bandas curitibanas (“Borboleta 13”) e se chamava “Muito Além dos Jardins”.Enfim, finalmente vi o filme. E ele é de uma leveza tal que ao terminar de assistir, você fica com seu humor nas alturas, te deixa bem mesmo. E, como disse antes, não é um filme intenso ou complicado: é simples. E talvez pela simplicidade da história, tenha sido possível trabalhar tão bem o roteiro, que é todo cheio de trocadilhos ótimos.
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PORQUE SIN CITY É O FILME MAIS COOL DO SEMESTRE

1. Porque foi baseado em uma obra de Frank Miller: Embora o fato de um filme ser baseado em uma obra de um sujeito que costuma fazer só coisas boas não seja de fato uma garantia (Alan Moore que o diga), a questão é que com Sin City a coisa funcionou. Desde a caracterização do elenco (se comparar imagens da HQ com as dos filme é coisa de ficar com o queixo caído) até mesmo os diálogos, a adaptação não deixou nada a desejar para nenhum fã.

2. A escolha do elenco: Bruce Willis, Mickey Rourke, Clive Owen, Rutger Hauer, Elijah Wood, Benicio Del Toro e meu amadado salve salve Michael Madsen. E tipo, isso é SÓ O COMEÇO. Tem muita gente boa trabalhando nesse filme, não é nem questão de ser pop, é um elenco competente que segura muito bem a trama. E sim, a Jessica Alba tá gatinha bagarai como a Nancy. E foi legal pra caramba ver o Frank Miller atuando no filme também.
3. É um filme noir: sim, é noir, em todos os sentidos. Seja pela presença de mulheres fatais, detetives, viradas de trama, seja pela atmosfera obscura e os contrastes conseqüentes da fotografia p&b com alguns detalhes coloridos. Quem gostou de filmes como “O Falcão Maltês” tem tudo para gostar desse também (mas que estejam avisados que há um elemento extra em Sin City: muita violência).

4. Tarantino: Ele coloca as mãos em apenas uma seqüência do filme, mas com toda certeza uma das melhores: o momento em que Dwight está no carro com a cabeça do Jackie Boy. Carregada do típico humor negro, não tem como não perceber o toque do diretor nesse momento. Muito legal mesmo!
5. Coesão da narrativa: O filme é dividido em três histórias independentes uma das outras (baseadas nas histórias ‘The Hard Goodbye’, ‘The Big Fat Kill’ e ‘That Yellow Bastard’ das HQs), mas que são unidas de um jeito bem interessante. Se em ‘The Hard Goodbye’ vemos a personagem Nancy apenas como coadjuvante (aparecendo rapidamente como uma amiga de Marv), em ‘That Yellow Bastard’ ela é uma das personagens pricipais. Todas as personagens tem relação entre si, aliás, não só as personagens, os lugares em geral.

Enfim, filme dos bons. Só deixo como única ressalva que ele é um tanto exagerado na questão da violência, o que pode ser ruim para algumas pessoas. Tem canibalismo, cabeças decepadas, sangue jorrando para todos os cantos. Então, se você não consegue compreender o que esse tipo de elemento significa dentro de um filme assim, melhor nem passar perto de Sin City.

O Império do Sol e o tempo

Bem, acabei me distraindo e não consegui ver todo ‘O Império do Sol’, mas vou locá-lo em breve, esse filme vale muito a pena assistir. É impressionante, mas toda vez que o John Malkovich aparece na tela como o Basie eu penso em como é importante para um ator a escolha dos papéis: não é que a interpretação dele não valha nada, mas o Malkovich poderia fazer das tripas coração e não agradaria tanto se a personagem Basie não fosse bem construída. É um dos filhos da puta mais cativantes que já vi no cinema, por assim dizer.

Agora, por falar em cativar, como é que esse moleque:

vira essa coisa totosa aqui:

???

É… nem sempre o tempo é um inimigo. Agora vocês me dão licença que eu vou me afogar em um caneco de Toddy Floresta Negra.