E no busão…

grail.jpgVoltando da reunião da comissão de formatura, em pleno domingo ao meio-dia, estou lá, querendo chegar logo em casa. Eis que em determinada estação, embarcam três senhôuras que vêm sentar perto de mim. Logo após se acomodarem, uma delas continua a conversa que provavelmente já fora iniciada no tubo:

Aí foi ficando tarde, e a gente não tinha como voltar. Eu não conheço nada de João Pessoa e estava lá perdida de noite. Aí nós começamos a rezar, pedimos para Deus que arrumasse um jeito para voltarmos. Então, do nada, apareceu um carro, fez a curva e parou na nossa frente. Sabe aqueles carrões do ano, novinho em folha? O moço abriu a porta e mandou a gente entrar. (etc.)

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O Ferreiro da Catarata

blacksmith.jpgPor coincidência duas momentos da minha vida envolvendo a Literatura estão oficialmente começando esta semana: o desenvolvimento das palestras sobre contos para a Fundação Cultural de Curitiba e a pós.

Aí, quando peguei a coleção de contos que serão trabalhados para dar uma olhada, vi um tal de O Ferreiro da Catarata, de um Húngaro chamado Mikszáth Kálmán – e sabe, é tão engraçado, mas o conto ilustra bem o caminho que estou tomando agora.

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Intervalo

hep.jpgDia desses estava assistindo aquele comercial do vodol, com gente assumindo que tem micose nas partes mais íntimas e tudo o mais, aí fiquei pensando: tá loco, por que diabos insistem com propagandas de produtos toscos?

Talvez a tosquice por si só se justifique – até porque uma das intenções do comercial é fazer o consumidor lembrar do produto. O problema é que tem propaganda que é tão tosca que você lembra só dela, e não do que estava sendo vendido. Aquela do “parece que tira com a mão“, por exemplo – alguém lembra qual é o produto e qual é a marca?

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Lição internética do dia: Gravatar

gravatarVira e mexe as pessoas me perguntam como faz para ter uma “imagenzinha” perto do nick na janela de comentários. Eu não me dei ao trabalho de explicar por essas bandas porque o site que disponibiliza o serviço passou uma penca de tempo offline, retornando só agora (e com funções novas oba).

Então, se você também quer utilizar um avatar personalizado, pega na minha mão e vamos lá, seguindo esse passo-a-passo basicão:

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(toca tema de joguinho)

mario3.jpg[filho do meio]Meus irmãos sempre ganharam os brinquedos mais legais[/filho do meio], mas talvez o mais bacana que tenha aparecido lá em casa foi o nintendinho do Rui. Lógico que para minha mãe ele provavelmente não era tão bacana, visto que alugávamos fita de game e SEMPRE atrasávamos a devolução. Isso para não falar do game ligado com o jogo pausado (por causa da até então inexistência do ‘Save’ – vocês não sabem como fiquei alarmada quando vi um memory card pela primeira vez na vida).

E o desespero de, ao voltar da aula, perceber que tinham desligado o console e um jogo quase fechado tinha ido para as cucuias? Poisé. Fico muito feliz que a tecnologia tenha nos agraciado com playstations da vida, mudernosos e cheio de ferramentas anti-empregadas apagando o game.

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Homem diz ter perdido bilhete de loteria que vale R$ 40 milhões

Tá lá no G1:

earl-thumb.jpgUm apostador de Porto Alegre diz ter perdido o bilhete premiado da Mega-Sena que vale R$ 40 milhões. O motorista, identificado como Valdir, de 47 anos, juntou um grupo de pessoas para procurar o volante neste sábado (10) no shopping onde foi feita a aposta ganhadora. O vencedor do concurso 847 é de Porto Alegre e, segundo a Caixa Econômica, não tinha resgatado o prêmio até sexta-feira (9).

Isso é Karma, babe.

As capas mais sexies

strokes.jpgSaiu no G1 uma lista das capas de álbuns mais sexies de todos os tempos, publicada em uma revista masculina inglesa chamada Maxim. Eu confesso que fiquei com um pouco de dó dos britânicos, porque certamente o sexy deles não é bem o nosso (e nem estou falando daquele lado vulgar incluindo loiras dançando na boquinha da garrafa).
O primeiro lugar, talvez o único caso que concordei, foi a capa de Is This It do Strokes. Inclusive o Like a Prayer da Madonna é um caso famoso de “plágio”, eu não vou conseguir lembrar agora de quem é, mas tem um álbum brasileiro cuja capa é idêntica. Se alguém lembrar desse caso, por favor comente aqui.

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Um alarme tocando há mais de uma hora…

… ali embaixo. E entre perguntas como “Cadê o lazarento do dono do carro para desligar isso?” ou ainda “Será que o cara morreu dentro do carro?”, fico cá pensando sobre a real necessidade desse equipamento. Sério, uma hora com o troço tocando, e aposto que se alguém pensou em chamar a polícia, foi só para que dessem um fim no carro (e no alarme chato).

Ninguém mais dá bola para essas coisas. Não tem aquela história sobre caso você seja assaltado na rua é para gritar Fogo! e não Socorro! porque na segunda situação não haveria uma alma para te socorrer? Pois é. “Então erguemos muros que nos dão a garantia de que morreremos cheios de uma vida tão vazia” (eu não gosto de Engenheiros, mas gosto desses versos).

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Coisas de Curitiba…

chico_buarque1.jpgEntão, sabem o show do Chico a 280 reais a inteira? Poisé. Estava escutando as notícias na CBN agora pouco e tem lá um sujeito entrevistando o pessoal que está comprando os ingressos na fila do Guaíra. Uma das entrevistadas estava (finalmente) alcançando o guichê às 15h (um dos quatro disponíveis para vááááários curitibanos sedentos de Chico), sendo que chegou na fila às 8 da manhã. Tinha também o rapaz que era o último da fila, que estava torcendo para que caísse uma chuva, as pessoas desistissem e ele conseguisse ingresso (e de fato, começou a chover agora pouco). Tinha outra garota que estava lá desde cedo, reclamando que os seguranças não conseguiam evitar que pessoas furassem a fila. A moça da rádio ainda alertou que mesmo que a diretoria do teatro tivesse liberado a venda de apenas dois convites por pessoa, era certeza que os cambistas dariam um jeito de conseguir os deles e vender a preços absurdos (como se 280 já não fosse absurdo, há, há). Enfim, um alvoroço.

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