(What’s So Funny ‘Bout) Peace, Love, and Understanding?

killingjoke.jpgEntão que o rapaz vai lá e mata 32 pessoas. Como se não bastasse o fato para atestar a falta de parafusos do jovem Cho Seung, ainda descobrem que ele fora internado, que fora acusado de assédio, de atear fogo em um quarto, que escrevera uma peça muitcho loca e blablablabla. Enfim, pinel. Agora, fico cá pensando: que mundo louco é esse que permite que um maluco desses tenha acesso à armas?

E o pior é não deixar de fazer essa pergunta após ler a matéria do G1 na qual especialistas fazem lista dos cinco fatores que levam ao assassinato em massa. Diz lá na lista, elaborada por James Alan Fox (professor de Direito Criminal na Universidade Northeastern) e Jack Levin (diretor do Centro Brudnick para Conflito e Violência, da Northeastern):

Continue lendo “(What’s So Funny ‘Bout) Peace, Love, and Understanding?”

Tudo ao mesmo tempo agora

simpsons.JPGEu ando tão cansada que nem sei se tenho absorvido as coisas que tenho visto.  Tenho lido um monte, especialmente os livros para a prova do Mestrado. Assistindo poucos filmes, estou em dia com House e com sono atrasado. Escrevi dois artigos, um para a Valinor ( batizei de “Os conceitos de leitor-modelo e alegoria aplicados à Tolkien“, esse lance de título nunca foi meu forte) e outro eu ainda não sei onde publicar (é sobre Mais Estranho do que a Ficção). Tive idéia para um conto, baseado em um negócio que o Umberto Eco comentou de nosso conhecimento de mundo ser baseado em 90% do que acreditamos no que os outros nos falam (A Alemanha perdeu a Segunda Guerra, por exemplo) e 10% em nossas próprias experiências (Fogo queima). Imagina só, como podemos manipular e ser manipulados. Acho que era mais ou menos isso que Orwell queria mostrar com aqueles sujeitos que “apagavam” pessoas da História, em 1984. Preciso ler 1984 de novo, aliás. 33 royals na Saraiva, até que está bem barato. Enfim, preciso também de um par de tênis e de um feriado prolongado.

Oswááááld

dicio1.jpgA Bravo deste mês está muito batutinha, com reportagens bacanas sobre Clarice Lispector, Goya e um tal de Zlatko Kopljar que faz umas fotografias questionadoras, etc. Mas o que chamou minha atenção mesmo foi o espaço de uma página que reservaram ao Dicionário de Bolso do Oswald de Andrade (a saber: Oswááááld. Ele não gostava que pronunciassem Ôswald).

Achei tão, mas tão legal que virou meu novo objeto de desejo, e assim que terminar de pagar as prestações dos ‘n’ livros de Teoria Literária que comprei… ahn… colocarei na lista dos outros ‘n’ livros que quero comprar. Enfim, a idéia é bem jóia, veja só: um monte de “definições” para líderes políticos, filósofos, astros e afins.

Continue lendo “Oswááááld”

Uma grande invenção

Não, não é novidade. Por volta de 1919 já havia registro sobre estes pequenos alto-falantes para audição direta na cabeça do ouvinte, cuja finalidade é proporcionar uma audição privada, quando não se puder ouvir som pelas caixas acústicas, ou ainda minimizando as interferências de outras fontes sonoras que estejam sendo reproduzidas simultaneamente no mesmo recinto.

A questão é que a parte do “privada” aparentemente é completamente ignorada por alguns usuários da tal invenção. Eu até dedicaria a maldição do dia para esses chatos que ficam fazendo um ruído pentelho durante as quatro horas de viagem da Bettegolândia para cá, mas vou dar uma colher de chá por causa da ignorância. Então, atenção: Continue lendo “Uma grande invenção”

Nem só de música se faz um mito

bowie_david.jpgNão desmerecendo a qualidade (ou a falta dela) no que diz respeito à produção musical deste pessoal, mas o fato é que a lista dos 25 melhores rumores da história do rock criada pela gringa Rolling Stone deixa claro que nada como um boa lenda urbana-musical para fazer divulgação.

O mais bacana é observar o caráter global da propagação destes boatos. Tem lorota nesta lista que inclusive eu tenho que assumir a culpa de que, em algum momento de minha vidinha, contribuí para passar adiante.

Continue lendo “Nem só de música se faz um mito”

Um mês até amanhecer

frost.jpgOntem à noite além de tentar curar uma bela ressaca também tivemos a oportunidade de assistir a um filme sueco sobre vampiros. E contrariando as (minhas) expectativas, o filme é muito, muito batuta. Claro, se você sabe que está assistindo um filme que é horror mas de humor negro também, quase no mesmo esquema que Seres Rastejantes.

A história de Frostbiten começa na época da Grande Guerra, com alguns soldados tentando se abrigar em uma casa para fugir do frio. Só que a casa que aparentemente estava vazia, tinha na realidade… ah, bem, vampiros, né? Queriam que eu falasse o quê? Elefantes cor-de-rosa?

Continue lendo “Um mês até amanhecer”

Cinderela versão colégio de freiras

cinder05.gifEstava aqui lembrando da Irmã Maria de Lourdes, lá da quinta série. Uma vez ela contou uma história que era mais ou menos assim: tinha uma menina linda, linda, linda que finalmente iria comemorar os quinze anos, e foi um baile muito bonito, e ela dançou com todo mundo, foi o destaque da festa.

Aí, quando ela chegou em casa, tirou o sapatinho e no momento em que foi tirar a meia, ela notou que o dedo mindinho dela tinha caído, e estava dentro da meia. Agora a questão é: o que diabos a irmã queria dizer contando essa história para uma pivetada de onze anos?

Realidade

Que estranho esse mundo, ahn? Quinze militares britânicos presos pela força naval iraniana, e mesmo assim o bafafá do momento é a apalpada que o honrado príncipe deu nos tchitchos da brasileira em uma boate qualquer. Fala sério. É tipo aquela poesia do Leminski:

poetry

podem ficar com a realidade

esse baixo astral

em que tudo entra pelo cano

eu quero viver de verdade

eu fico com o cinema americano