O nome de H.P. Lovecraft é um dos que comumente aparecem em listas de mestres do horror na literatura. Não é por acaso: o universo que ele criou com os Mitos de Cthulhu por si só já bastaria para reconhecer o talento que este escritor tinha para escrever histórias arrepiantes, daquelas que deixam o leitor tenso do início ao fim. Porém ao leitor que não mergulha de fato no mundo de Lovecraft, pode ficar a sensação de que o autor produziu apenas histórias sobre os Grandes Antigos, o que não é verdade. Lovecraft explorou o horror de formas diversas, como fica claro no título da Coleção 64 Páginas da L&PM,O horror em Red Hook.
O livro de bolso traz uma seleção de três contos que chamam a atenção justamente por não fazerem parte das histórias relacionadas a Cthulhu. Há controvérsias sobre o primeiro conto, “O horror em Red Hook”, mas em uma leitura mais superficial dá para considerá-lo um título fora do mito. Neste primeiro conto somos apresentados ao policial Malone, que depois de um caso que envolveu prédios caindo em Red Hook precisou fazer um retiro para não enlouquecer. O que aconteceu em Red Hook é revelado aos poucos, mostrando uma história envolvendo rituais satânicos.
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Muito bem posicionado em listas dos mais vendidos lá fora, The Paris Wife de Paula McLain vem com uma proposta bem interessante: narrar a história de Ernest Hemingway e outras figuras da dita “Geração Perdida” que viveu em Paris na década de 20, sob o ponto de vista da primeira esposa do escritor norte americano, Hadley. De certa maneira, acredito que muito do sucesso do livro tenha acontecido por conta do lançamento do filme de Woody Allen,
É certo que gatos não são exatamente uma unanimidade. Tem o time dos que dizem preferir cachorros, ou que simplesmente não gostam do estilo extremamente independente do bichano. Eu, gateira que sou, não consigo compreender quem não goste – compreendo sim, quem prefira cachorros, tenho certeza de que se pudesse ter urso panda em casa eles seriam meus animais de estimação favoritos. E se você é alguém que prefere cachorros aos gatos deve, num exercício de empatia, compreender a relação dos que preferem gatos como seus bichanos, não é mesmo?
Você já deve ter passado por isso em algum momento: depois de anos reencontra um amigo, no começo fica achando que não terão muito assunto porque afinal, faz tempo que vocês não se veem. Mas mal começam a conversar e a sensação que tem é que não passaram mais do que um dia sem se encontrar, tamanha a familiaridade entre vocês. Digo isso porque foi mais ou menos o que senti ao ter em mãos As Esganadas, novo romance de Jô Soares.
Os Protocolos dos Sábios de Sião são tidos hoje em dia como uma fraude, esteve presente em alguns pontos importantes da história desde que surgiu. Foi utilizado pela polícia secreta do Czar Nicolau II (como modo de reforçar a posição desse) e anos depois por Adolf Hitler, para justificar a perseguição aos judeus. O texto é uma espécie de ata de uma assembléia na qual judeus e maçons se encontram para planejar a dominação mundial, através do acúmulo de riquezas, entre outras metas. A questão é que a autoria dos Protocolos é bastante nebulosa: não se sabe ao certo quem escreveu, até porque para alguns parte do documento é cópia de outros escritos, sendo adicionado ao texto o elemento antissemita.
Thomas Lang (protagonista e narrador do primeiro romance do britânico Hugh Laurie) entrega logo de cara o que O vendedor de armas tem a oferecer: um punhado de ação, recheado de comentários ácidos sobre as pessoas e sobre si mesmo. Contratado para assassinar um homem, ele recusa a proposta e segue avisar essa pessoa que sua cabeça está a prêmio: é aí que começa a se envolver em um caso que tem até a CIA e o Ministério da Defesa britânico, para se ter uma ideia. O livro parece prometer muito, mas logo nos primeiros capítulos já começa a decepcionar.
Você provavelmente já viu Julianne Moore em algum filme. A atriz atuou em produções famosas como