Já vi mais de uma vez editoras tentando vender uma obra com aquela ideia de “quanto menos você souber sobre esse livro, melhor”. E a verdade é que por conta disso já me meti em algumas roubadas, em que virava as páginas de um livro sem graça esperando quando chegaria aquela grande surpresa que ninguém deveria saber antes de ler. E ela não chega, ou se chega, é bem sem graça. Estou comentando isso como uma espécie de defesa e pedido de um voto de confiança em mim, porque a verdade é que sobre O menino do pijama listrado, de John Boyne, quanto menos você souber antes de ler, melhor.
É evidente, você cidadão educado que já estudou alguma coisa sobre a Segunda Guerra Mundial saberá que o tal do pijama listrado tem a ver com as roupas dadas aos judeus nos campos de concentração. E por ser um livro dito infantojuvenil (classificação da qual discordo e logo direi o motivo), há de se esperar aí uma história de amizade em tempos de guerra. Bom, sem entregar o ouro eu posso dizer que é quase isso. Mas soma-se ao enredo encantador o fato de que Boyne lança mão de um truque fantástico ao escolher como protagonista uma criança.
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