Conhecida pela série Os Diários do Vampiro, L.J. Smith deixa os irmãos Salvatore de lado para contar outra história de vampiros com o lançamento de Mundo das Sombras: Vampiro Secreto. E é um começo do zero, em que mal dá para acreditar que trata-se de um mesmo tema abordado por uma mesma escritora, temos uma mitologia completamente renovada que em nada lembra as histórias anteriores.
Aqui somos apresentados à Poppy, uma garota comum que descobre estar com um câncer em fase terminal. Restando poucos dias de vida, ela acaba tendo que decidir se deixa seu melhor amigo James a transformar em uma vampira, ou se aceita a morte. Obviamente, ela fica com a primeira opção. Mesmo assim, não deixa de ser curioso que Smith tenha escolhido um tema tão pesado (câncer e morte) para um livro infanto-juvenil.
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Se tem algo que bibliófilo adora é ler livros sobre livros. É por isso que O livro dos livros perdidos de Stuart Kelly já acaba ganhando a curiosidade pelo título mesmo, sem nem ter que recorrer à sinopse e afins. Até porque ele é sobre isso mesmo, obras de grandes escritores que jamais leremos porque se perderam ou porque nunca foram escritas. Ou ainda, autores que não conheceremos porque não sobrou registro algum deles a não ser de elogios de terceiros para suas obras.
A leitura de Coração Satânico de William Hjortsberg enfrenta uma série de dificuldades externas. A primeira é que o livro ganhou
Desde o começo a parceria Neil Gaiman e Dave McKean sempre rendeu ótimos frutos, como por exemplo a excelente HQ
Quando um autor é sugerido por mais de uma pessoa, é natural que o leitor crie alta expectativas sobre sua obra. É um misto de curiosidade, tentando entender a razão pela qual ele agradou tanta gente, com um pouco de dúvida, se para você o livro também será especial. Foi dentro desse contexto que finalmente pude ler Desonra, do sul-africano J.M. Coetzee. Inicialmente achava que seria algo no estilo da narrativa que conquistasse tantos elogios, mas logo pude perceber que não era esse o ponto alto do trabalho do escritor em questão.
Livros lidos: Never let me go (Kazuo Ishiguro), O fio das missangas (Mia Couto), Slam (Nick Hornby), O Palácio de Inverno (John Boyne), Papéis Avulsos (Machado de Assis), Medo e Delírio em Las Vegas (Hunter S. Thompson), Um dia de chuva (Eça de Queiroz), O estranho mundo de Zofia e outras histórias (Kelly Link), O Violinista e outras histórias (Herman Melville), Disgrace (J. M. Coetzee).
A vida de um escritor sempre vem carregada de ironias. Vide o caso do autor norte-americano Herman Melville, famoso pelo catatau Moby Dick, e que por outro lado tem algumas de suas obras mais curtas (contos e novelas) completamente ignorados pelo público. O que não deixa de ser uma pena, porque Melville se sai muito bem nesse estilo de narrativa mais breve, o que fica óbvio em trabalhos como
Desde a primeira vez que bati os olhos na capa do livro O estranho mundo de Zofia e outras histórias de Kelly Link (que ilustra esse post), pensava sempre a mesma coisa: Tim Burton. Tinha algo naquelas pernas com meia calça listrada de preto e vermelho, a rosas em tom meio vitoriano que evocavam a lembraça dos filmes meio estranhos e darks do diretor, como Eduardo Mãos de Tesoura e A Noiva Cadáver. Agora ao terminar a leitura desta coletânea de contos, chego à conclusão de que a referência não está assim tão errada.
Conto publicado após a morte do escritor português Eça de Queiroz, Um dia de chuva foi publicado agora em fevereiro pela editora Cosac Naify, em uma edição em capa dura com ilustrações de Eloar Guazzelli. A curiosidade é que trata-se de um texto inacabado, portanto teve que ser estabelecido por Beatriz Berrini, e no corpo do texto encontram-se diversas notas indicando trocas de nomes de personagens ou lugares, além de trechos perdidos – o que não deixa de ser curioso para o leitor, que pode observar um pouco de como funciona o processo de escrita.
“Quem faz de si um animal selvagem fica livre da dor de ser um homem.” Com essa citação de Samuel Johnson abrindo Medo e Delírio em Las Vegas – Uma Jornada Selvagem Ao Coraçao Do Sonho Americano, já dá para imaginaro que vem por aí. Conhecido como um dos maiores exemplos de Jornalismo Gonzo já publicados, o livro narra a busca de Raoul Duke e seu advogado Doutor Gonzo pelo Sonho Americano, completamente chapado de todos os tipos de drogas que se possa imaginar.