Top5: Novelas

Não, eu não vou falar de novelas da tv, até porque eu acho que a última que assisti do começo ao fim foi A Usurpadora.  Negócio é que notei que volta e meia falo sobre novela (em literatura) e aí fico sentindo falta de um linkezinho que traga uma (tentativa de) explicação sobre o que é novela e alguns exemplos disso. Então veio uma ideia de voltar para o bom e velho top5 do Hellfire, trazendo uma seleção com minhas novelas favoritas, ieiii! Ok, primeiro as (tentativas de) explicações. Normalmente as pessoas resumem toda a lenga lenga em “Novela é um texto mais longo que um conto, porém mais curto do que um romance”. Você já deve ter lido isso por aí, inclusive no Hellfire mesmo. O negócio é que é um tanto chato fazer uma definição que vá além disso, porque na realidade: 1) ninguém liga para esses detalhes, e aí todo mundo prefere dividir entre curto (conto) e longo (romance); 2) editoras e autores também não facilitam o trabalho, já que às vezes chamam de conto o que é novela, e de romance o que é novela e 3) a definição curtinha até que é boa, no final das contas.

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Traçando um paralelo, romances seriam 11.

Mas tudo bem, vamos aos detalhes. Há quem diga que novela seja um texto que tenha algo entre 20 ou 40 mil palavras, o que é só uma versão com números da definição curta, se você for pensar bem. Negócio é que há concursos literários que premiam contos e novelas, e aí a diferenciação entre categorias fica justamente por conta do número de palavras, caso do Prêmio Nebula, que premia além de  roteiros, também contos, novelas, noveletas (sim, a coisa complica) e romances, levando em consideração o número de palavras. O conto, por exemplo, tem menos de 7.500 palavras, se tiver pouco mais do que isso já é noveleta. Continue lendo “Top5: Novelas”

Canibais, baleias e o medo ou: Santa coincidência, Batman!

Não há pinguins neste post, mas essa imagem é tão cute que tive que colocar aqui.
Não há pinguins neste post, mas who cares?

Pois veja como são as coisas: no começo da semana recebi do Matheus Lins via twitter o link para um texto falando sobre o evento que inspirou Herman Melville a escrever Moby Dick, chamado The True-Life Horror that Inspired Moby-Dick (você jura, Anica?). Enfim, o texto é assustador e eu recomendo fortemente a leitura (mas já aviso que sim, está em inglês). O engraçado é que eu realmente desconhecia a história do Essex, e ao mesmo tempo ela me parece tão familiar: lembra muito The Narrative of Arthur Gordon Pym of Nantucket e todas aquelas coincidências envolvendo o nome Richard Parker (sim, o do tigre de As aventuras de Pi).

Enfim, acabei lendo o texto apenas ontem a tarde e deixei a janela aberta para comentá-lo depois. Então, à noite, estava dando uma olhada básica na lista de videos disponíveis no site do TED, e um chamou minha atenção. O título era “O que o medo pode nos ensinar”, e quem falava era a Karen Thompson Walker, autora de A idade dos milagres. Adivinha que história ela conta no video? Sim, a do Essex.

Tanta coincidência só podia ser um sinal de que eu tinha que compartilhar este link aqui no blog. Fica a sugestão então,  The True-Life Horror that Inspired Moby-Dick (sem tradução) e O que o medo pode nos ensinar (com legendas em português). E aproveita que já está no site do TED e vê logo o video da Amanda Palmer, que derreteu meu coração gaimete e de quem agora sou fã: The art of asking (ainda sem legendas em português).

O violinista e outras histórias (Herman Melville)

A vida de um escritor sempre vem carregada de ironias. Vide o caso do autor norte-americano Herman Melville, famoso pelo catatau Moby Dick, e que por outro lado tem algumas de suas obras mais curtas (contos e novelas) completamente ignorados pelo público. O que não deixa de ser uma pena, porque Melville se sai muito bem nesse estilo de narrativa mais breve, o que fica óbvio em trabalhos como Bartleby. E é até por causa dessa dificuldade em reconhecê-lo não só como o escritor de Moby Dick que a coletânea  O violinista e outras histórias, lançada recentemente pela editora Arte&Letra, é simplesmente essencial para quem quer conhecer mais sobre ele.

O livro traz sete contos de Herman Melville, (muito bem) traduzidos por Lúcia Helena de Seixas Brito. São como pequenos recortes da vida do século XIX, e talvez por isso mesmo acabará agradando bastante aqueles que tem gosto pela literatura da época.  Mas o que se destaca nesses contos é como a leitura que se faz deles pode ser tão atual mesmo nos dias de hoje.

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Bartleby, o Escrivão – Uma história de Wall Street (Herman Melville)

Ao mostrar minha edição de Bartleby, O Escrivão para minha mãe, falei toda orgulhosa que era “um Cosac Naify” e então expliquei que era o equivalente para uma pessoa que gosta muito de moda comprar um produto de grife. Ok, a compração é meio leviana, mas a verdade é que os preços da Cosac são diretamente proporcionais ao capricho das edições, e toda vez que consigo colocar um na minha estante, fico toda serelepe. Mesmo que seja fininho como esse Bartleby ((eu estava prestes a dar a dica que na Saraiva somando com a promoção do desconto progressivo saiu por menos de 15 reais, mas agora lá já está na casa dos 31 e no site da Cosac por 37. Blé. ))

Mas aí tem toda a história do dizáin do produto, né? Eu não sou exigente, normalmente uma “edição caprichada” para mim tem lá o meu amado papel pólen e capa dura. Mas no caso de Bartleby, você leva para casa o 3º colocado do 7º Prêmio Max Feffer de Design Gráfico. Hum. Confesso que quando chegou aqui em casa pensei que meu livro estava zoado, e depois pensei “Ahá, nova noção de literatura hermética!” (sacou, sacou?). O livro vem com a capa costurada, e as páginas precisam ser “rasgadas” para serem lidas. Explicação da editora:

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