Time waits for no one

anime_732.jpegOntem à noite assistimos The Girl Who Leapt Through Time (não sei como ficará o título em português), uma animação japonesa que, como a maioria das animações japonesas, acaba sendo superior ao que sai lá dos Estados Unidos.  Eu sei que soa extremamente pedante esse tipo de comparação, mas eu sinto como se há muito tempo os estúdios norte-americanos tivessem ‘perdido o mojo’, digamos assim.

Antes as animações eram simplesmente chatas (por causa das cantorias promovidas nos desenhos da Disney). Depois ficaram divertidas (“com piadas para adultos”, como alguns gostam de dizer), mas passaram a insistir tanto no ponto da computação gráfica, que a coisa começou a ficar meio limitada.

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O Perfume

perfume1.jpgNo começo do ano fui ao cinema por indicação da minha irmã assistir O Perfume: A História de um Assassino, e lembro que saí de lá pensando que ela deveria estar um parafuso a menos ou algo do tipo. Não que eu tivesse odiado totalmente o filme, mas ele me pareceu bastante irregular e, somado àquele final bisonho, ficou ali na nota 6 para mim.

Porém, já na época, muitos defensores da história diziam que o livro é melhor do que o filme e segunda-feira, enquanto passeava pela Biblioteca Pública e circulava por prateleiras longes dos meus queridos anglo-saxões, vi lá O Perfume, do Patrick Süskind, acenando para mim. Decidi dar uma segunda chance para Grenouille.

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300

300b.jpgEm agosto de 2005 eu escrevi um post comentando sobre cinco pontos que faziam da adaptação do trabalho de Frank Miller, Sin City, um dos filmes mais cool do ano. E de fato, foi um filme muito, muito legal. Agora, quase dois anos depois, outra obra de Frank Miller é adaptada para o cinema:300.

Não é ruim, mas também não é o filme mais cool do ano. Talvez eu não tenha odiado (como algumas pessoas odiaram), simplesmente porque a última vez que li a HQ foi em 1999, então eu mal lembro da história para entrar naquela parte chata do “blé, não adaptaram direito” (que no final das contas todo fã acaba invariavelmente entrando).

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Grindhouse

grindhouse1_large.gifSexta-feira cheguei do trabalho, abrimos um vinho e fomos conferir o tal do Grindhouse, do Rodriguez e do Tarantino. Diz que a idéia de fazer uma homenagem ao “double-feature” partiu do Rodriguez, e Tarantino achou bacana e resolveu embarcar. O fato da idéia ser do Rodriguez talvez explique porque ele levou a coisa mais “à sério”, chegando mais próximo dos filmes b que eles tentam homenagear do que Tarantino. Mas já falo mais sobre isso, vamos ao Grindhouse em si.

A idéia é assim: dois filmes (Planet Terror do Rodriguez e Death Proof do Tarantino), e no meio disso alguns trailers falsos de filmes b, dizer que um dos títulos que aparecem nos trailers é Werewolf Women of the SS já deve dar o tom da brincadeira, certo?

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Um mês até amanhecer

frost.jpgOntem à noite além de tentar curar uma bela ressaca também tivemos a oportunidade de assistir a um filme sueco sobre vampiros. E contrariando as (minhas) expectativas, o filme é muito, muito batuta. Claro, se você sabe que está assistindo um filme que é horror mas de humor negro também, quase no mesmo esquema que Seres Rastejantes.

A história de Frostbiten começa na época da Grande Guerra, com alguns soldados tentando se abrigar em uma casa para fugir do frio. Só que a casa que aparentemente estava vazia, tinha na realidade… ah, bem, vampiros, né? Queriam que eu falasse o quê? Elefantes cor-de-rosa?

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Cinema e Literatura

stranger-than-fiction-2006-poster-0.jpgAcredito que para muitos o filme Mais Estranho que Ficção acabe beirando ali entre o bom e o razoável, enquanto eu achei simplesmente perfeito. E sim, tenho consciência que parte do meu encanto pelo filme veio pelas referências à Literatura que aparecem quase todo momento, mas não acho que seja isso.

A história gira em torno de Harold Crick, um auditor da Receita Federal que em uma manhã percebe que sua vida está sendo narrada por uma mulher. Todos os atos e pensamentos são detalhados “de forma precisa… e com vocabulário melhor“, como Harold descreverá depois. A questão é que no meio de uma das narrativas ele escuta que morrerá em breve.

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Já que tá todo mundo falando…

jackblog.jpg… eu é que não vou deixar de comentar o Oscar. :mrgreen: Por uma certa ironia, acabei dormindo no meio da premiação que mais teve surpresas, escapando completamente daquela “cartilha” dos entendidos do Oscar. Mas nada que uma olhada nos jornais matutinos não resolva, certo?

Pois então, ao Oscar. Falou-se em surpresas mas, no caso dos prêmios especiais, não foram tantas assim. Alan Arkin para coadjuvante e Os Infiltrados para melhor filme foram surpresas, no sentido de não serem os mais esperados (sites especializados indicavam Eddie Murphy e Babel como vencedores, respectivamente).

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Muita fé

jesus_camp.jpgEstava lembrando de um zine que ganhei certa vez, acho que era O Berne, ou coisa assim. Entre várias histórias, tinha uma na qual aliens queriam descobrir as riquezas da terra, e acabam relacionando riqueza com fé, e por causa de um engano gramatical definem que “muita riqueza” (muita fé) seria o mesmo que “fezes”.

Era algo mais ou menos assim, memória tá fraca e eu não sou boa nesse negócio de contar piada, que dirá piada em quadrinhos. O fato é que ontem, após assistir o documentário Jesus Camp, notei que a relação entre fé e fezes não parece ser só um equívoco gramatical.

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Terror das antigas

Lets_scare_jessica_to_death.jpgComo tudo mundo está careca de saber, eu gosto muito de filmes de terror. Na verdade, gosto tanto que já vi uma penca – bons e ruins. E é claro que, por ver muitos, eles em dado momento ficam extremamente repetitivos, é só ver o caso da quantidade de filmes no estilo Os Outros que saiu da época do lançamento deste até atualmente, por exemplo.

Aí, para fugir da repetição, a melhor forma é recorrer ao horror das antigas, de 1985 para baixo, até porque além de serem um tanto mais originais, os filmes dessa época ainda não estavam presos nas correntes do politicamente correto (hã,hã, falei bonito).

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Azar.

marie.jpgTá que foram só dois até agora, mas não estou dando muita sorte com os lançamentos cinematográficos. Estava louca para ver Maria Antonieta, e blé, decepção. Eu sei que decepções estão intimamente ligadas com a criação de expectativas, mas depois de Encontros e Desencontros acredito que não fosse muuuuito surpreendente querer ver algo, no mínimo, bom.

Mas aí vem o tal do Maria Antonieta que é simplesmente medíocre. O figurino é show de bola e merece uma indicação ao Oscar, pelo menos. A locação é o próprio palácio de Versalhes e somando isto aos trajes, você é realmente conduzido para os tempos da Maria Antonieta, o que é legal. Mas para aí.

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