Vencedor do prêmio Nobel em 1954, o norte-americano Ernest Hemingway parece personagem de ficção. Basta uma olhada rápida em sua biografia para se dar conta de como esse homem viveu intensamente: esteve presente na Primeira Guerra Mundial como motorista de ambulância, foi correspondente estrangeiro de jornal, conheceu pessoas que depois de algum tempo viriam a entrar na lista de personalidades favoritas de muitas pessoas.
É por causa disso que Paris é uma festa (A Moveable Feast) embora biográfico tenha todo o charme de um romance. Descrevendo os anos que Hemingway viveu em Paris, ainda dando os primeiros passos na carreira de escritor, o livro vem cheio de personagens fascinantes, ainda mais quando se sabe que são reais, e quanto influenciaram o trabalho de Hemingway.
Continue lendo “Paris é uma festa (Ernest Hemingway)”


Publicado pela primeira vez em 1972, o breve romance de ficção científica Roadside Picnicde Arkady and Boris Strugatsky é uma história para agradar não apenas aos fãs do gênero. Na narrativa ficamos sabendo que seres extraterrestres visitaram a Terra por um curto período de tempo, foram embora e deixaram para trás o que os cientistas chamariam de “Zonas de Visitação”, lugares onde estranhos fenômenos acontecem e que por conta dos perigos da região passaram a ser fechados para pessoas que não estivessem estudando os objetos ou os fatos que ocorrem lá. Porém, algumas pessoas tornaram-se “stalkers”, gente que entra nas zonas à noite para roubar o que encontrassem dos alienígenas para então vender por um alto preço para pessoas de fora. É em um desses stalkers que o romance se concentra, Redrick Schuhart.
Meu primeiro contato com a obra do professor Robert Darnton aconteceu ano passado, com 
Em 1966, quando Jornada nas Estrelas foi ao ar pela primeira vez pela NBC, o que se viu foi o nascimento de uma das mais duradouras e rentáveis franquias da cultura pop. Outros tantos seguiriam o rastro de Capitão Kirk, Spock e Dr. McCoy, a maioria no cinema (como Star Wars de George Lucas, por exemplo), mas não dá para desconsiderar que quem foi abrindo caminho naquele então campo desconhecido das convenções de fãs, vendas de produtos relacionados e afins foi a série criada por Gene Roddenberry.
Novela escrita por Henry James e publicada pela primeira vez em 1898, A outra volta do parafusoé sem sombra de dúvidas uma das grandes histórias de fantasmas já escritas. Primeiro porque cumpre muito bem a função de assustar – há momentos do livro que são de tirar o fôlego e não decepcionarão em nada os amantes do horror. Mas também por causa da precisão do estilo e, mais ainda, da qualidade literária da obra de Henry James.
We, romance do russo Yevgeny Zamyatin tem uma história por trás da história. Os manuscritos mais antigos da obra datam de 1919, mas ela só foi concluída em 1921. Por conta do tema tratado, foi a primeira obra censurada pelo 