[Rec]

rec2.jpgDepois de uma série de filmes maizomeno de terror, eis que chega uma ótima surpresa. O nome é [Rec], lançado na Espanha no fim do ano passado e aparentemente a idéia deu tão certo que já estão rolando planos para um remake americano. A história é até bem simples: uma jornalista está gravando um programa sobre a rotina noturna dos bombeiros, quando o grupo recebe um chamado para atender uma velhinha que está presa dentro do próprio apartamento.

Chegando lá, arrombam a porta para salvar a velhinha e surpresa! São atacados pela própria. A “indefesa” senhora, visivelmente num estado de histeria, pula no pescoço de um policial e o morde. Oh yeah, a partir daí começa o horror: quando eles pensam que chegaram reforços policiais para ajudá-los, na realidade eles estão selando o prédio, que está “infectado”.  Presos no prédio, eles precisam ajudar os feridos (e depois fugir dos feridos, porque sim, é um filme de zumbi), descobrir o que está acontecendo e, é claro, tentar escapar.

O genial sobre o filme é que ele é filmado naquele estilo Bruxa de Blair, com o câmera (Pablo) correndo de um lado para o outro para não perder nada. Você acaba testemunhando os eventos como se estivesse lá (e ouvir a respiração do câmera e da repórter acaba ajudando muito a aumentar o clima de tensão), e em alguns momentos isso rende uns sustos que fazia tempo que não tinha assistindo filme de terror.

Filmão dos bons, mesmo. Acho que a única coisa que poderia ficar de fora é a tal da explicação sobre o que estava acontecendo, eu ainda sou do time que prefere filmes de zumbi nos quais a galera simplesmente surta do nada (no melhor estilo Romero). Mesmo assim, o momento da “explicação” é tão tenso e tão assustador, que nem dá para dizer que chega a estragar o filme.

Sério, mesmo que não faça muito seu estilo: espere anoitecer e assista.

7 comentários em “[Rec]”

  1. Bom… tem cara de ser bom…
    Também não curto muito a parte em que um cara conta o porque que os mortos vivos são mortos vivos, mas quando paro para pensar sobre o filme percebo que essa parte de lenga-lenga é importante, só para não rolar um: “Mas não tem sentido o filme” que a critica sempre faz….

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