Sexta enquanto falávamos de inovações editoriais (digamos assim, hehe) a Luci pegou uma revista para ilustrar o que não tinha no tempo dela. A questão da qualidade do papel, fontes diferentes (e de cores diferentes), diagramação e tudo o mais. Pois bem, eu achei a revista linda e claro que fiquei toda felizinha quando a Luci disse que podia levar, que era presente.
Nós, os fetichistas.
Breve relatos sobre o fetiche na vida de amantes dos Livros:
1. Carla*, jovem com problema de visão acaba sendo proibida de ler. Tem no quarto uma prateleira com alguns livros, os quais a mãe sempre conferia para saber se ela não estava burlando as ordens médicas às escondidas. O que a mãe não sabia, é que ela tinha criado um sistema: dez livros novos eram comprados, os outros dez antigos substituídos. E com isso Carla conseguiu acumular mais de três mil livros.
2. Pedro*, sujeito que após vencer concurso de Literatura, comprou um apartamento novo com uma única finalidade: guardar seus livros. Obcecado, tem todas as edições possíveis dos livros mais “importantes”. Na verdade, costuma ter mais de um exemplar de cada edição.
The Loch Ness Monster’s Song
Como eu tinha prometido, a outra descoberta poética do último dia de aula, The Loch Ness Monster’s Song de Edwin Morgan:
Sssnnnwhuffffll?
Hnwhuffl hhnnwfl hnfl hfl?
Gdroblboblhobngbl gbl gl g g g g glbgl.
Drublhaflablhaflubhafgabhaflhafl fl fl –
gm grawwwww grf grawf awfgm graw gm.
Hovoplodok – doplodovok – plovodokot – doplodokosh?
Splgraw fok fok splgrafhatchgabrlgabrl fok splfok!
Zgra kra gka fok!
Grof grawff gahf?
Gombl mbl bl –
blm plm,
blm plm,
blm plm,
blp
Eu vejo um museu de grandes novidades
Crianças, não esqueçam: Roy Lichtenstein em Curitiba! De 02 de dezembro até 05 de março de 2006.
Horário: de terça a domingo, das 10h às 18h
Ingressos: R$ 4,00 adultos e R$ 2,00 estudantes identificados. (Crianças de até 12 anos, maiores de 60 e grupos de estudantes de escolas públicas pré-agendados não pagam)
Local: Museu Oscar Niemeyer – Rua Marechal Hermes, 999 – 3350.4400
Eu vou :joy:
Nem sempre ganhando, nem sempre perdendo…
Algumas pessoas costumam dizer que time só pode ter um, que ter dois times do coração é o mesmo que torcer pra um e depois trocar a camisa e coisas do tipo. Eu discordo, e tenho três times do coração: Vasco, Coxa e Juve. Tenho algumas simpatias também, como por exemplo o Grêmio, o Arsenal e o Ajax, mas não é nada demais (tipo “torcer se não tem mais nenhum jogo passando na tv”).
E sabe, nesse final de semana descobri uma ótima utilidade para o fato de torcer para mais de um time! Tcharam! Na verdade, duas utilidades, de certa forma complementares:
Mordendo a Língua
Ok, retiro o que eu disse. Quer dizer, em parte… continuo achando aquele soneto do Shakespeare meio brocochô, mas a última aula do ano rendeu algumas ótimas descobertas. Como tenho que me preparar para viajar e não tenho muito tempo agora, deixo para falar do Edwin Morgan para quando eu voltar. Por enquanto, deixo uma poesia que achei MUITO bacana de um sujeito de quem nunca tinha ouvido falar, o Dana Gioia.
Shakespeare in Love
Quando comecei o curso de Letras, no dia do meu trote (o que deve bater mais ou menos com a mesma época da Santa Ceia), um veterano disse:
“O problema de Letras é que você entra no curso porque ama Literatura e sai daqui odiando”
E bem, eu sempre achei que fosse um certo exagero da parte dele, mas hoje eu entendi mais ou menos o que ele quis dizer. Saí correndo da faculdade para casa, porque tinha que fazer um trabalho sobre uma poesia do Shakespeare. E sabe, eu estava bem animada, até fui procurar livros na biblioteca e tudo o mais, porque afinal de contas, eu amoooo Shakespeare.
Os Nerds Também Amam
Bom, eu não comento sobre esse meu lado negro por aqui, mas enfim, eu costumo responder dúvidas de usuários no Helpdesk da Valinor. E o fato é que o tal do Helpdesk está sempre lotado de spams (que apago eventualmente junto com dúvida de usuário 😳 ). Aí hoje fiquei reparando no que normalmente colocam no ‘assunto’ e bem, eu estou achando que os spammers contam com a carência e solidão do nerd para chamar a atenção.
Os sujeitos que pisam em louva-deus
Eu tinha um professor que quando ia se referir a alguém malvadão, dizia “Esse pisa no louva-deus!”, e eu me matava de rir com a expressão, mas acabou que passei a usar também.
Lembrei disso porque estava para fazer um top5 dos maiores vilões de todos os tempos, e aí na hora de tentar lembrar dos caras que chutam pombas (e pisam em louva-deus…), e aí qual é a primeira coisa que passa pela minha cabeça??? A lista da Online Films Critics Society, com os 100 piores vilões de todos os tempos.
Tcharam!
Assim fica fácil fazer top5, é só arrumar as injustiças, né? Então vamos lá, para o…
I am a man who will fight for your honor…
Quando eu ficar velhinha e entrar em umas piras de senhor Miyagi (ele morreu, ele morreu, ele morreuuu!), darei conselhos de vida através de parábolas, esbanjando toda a experiência que ganhei com o tempo. Por exemplo, o maroto Juquinha chegará comemorando o resultado de uma prova sem sequer saber que nota tirou. E então, com tom grave expressarei minha sapiência dizendo: