Tenho acompanhado as notícias das investigações sobre a morte de Renné Senna com uma esperança desesperada de comprovar que aquele antigo clichê de que dinheiro não traz felicidade está mesmo correto. Se as acusações contra a esposa provarem-se verdadeiras, eu largo o béts e paro de apostar na mega-sena. Mentira. Continuo apostando, mas contrato uns seguranças para cuidarem de mim, hohoho.
Músicas injustiçadas
Hoje saindo da casa da minha mãe, estava lá eu escutando uma musiquinha básica quando começa a tocar We are the Champions do Queen. E olha só que absurdo: eu, por um segundo, baixei o volume meio envergonhada pensando “Credo, essa música de fim de cerimônia de formatura…”
Isso que eu estava usando fone de ouvido.
Aí pensei “Quer saber? Dane-se, adoro essa música!” e coloquei no volume máximo e saí cantarolando bem serelepe e faceira, mesmo que eu não fosse uma formanda, sequer jogadora de algum time campeão da Copa da UEFA.
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You aren’t really there at all
Durante o Natal lá na Bettegolândia eu li – só para variar – um monte de Superinteressante antiga. Em uma delas (acredito que até uma bem recente), havia uma matéria sobre a teoria das cordas, dez dimensões e o escambau. O fato é: mesmo eu sendo completamente avessa a esse tipo de coisa, acabei gostando do assunto. Aí, chegando em Curitiba o Fábio me indicou um livro chamado Hiperespaço, de Michio Kaku.
Vamos aos fatos: eu não mudei, ainda sou uma mula no que diz respeito às ciências, sem contar a minha terrível dificuldade de lidar com o abstrato. Mas ei, é sério, o livro é MUITO legal. O Kaku consegue tornar a coisa interessante, inclusive criando imagens que facilitam a compreensão do que ele está explicando.
Para minha menina
Gato que brincas na rua
Como se fosse na cama,
Invejo a sorte que é tua
Porque nem sorte se chama.
Bom servo das leis fatais
Que regem pedras e gentes,
Que tens instintos gerais
E sentes só o que sentes.
És feliz porque és assim,
Todo o nada que és é teu.
Eu vejo-me e estou sem mim,
Conheço-me e não sou eu.
(Fernando Pessoa)
Dexter (eu não tenho criado títulos muito criativos, não)
Como comentei há uns dias atrás, tenho nerdiado televisamente também. Claro que com muita classe e estilo, não assistindo BBBs, mas séries que ainda não foram lançadas por essas bandas mas que estão sendo elogiadas lá fora. A primeira que comentei foi Heroes, hoje vou falar de Dexter.
Michael C. Hall (vocês devem conhecê-lo de Six Feet Under), dá vida ao serial killer Dexter que tem como característica principal o fato de que mata… assassinos seriais! Como as histórias são contadas principalmente sob o ponto de vista de Dexter, é evidente que o roteiro é recheado de ironias e humor negro.
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Vida e arte
Eu não cheguei a assistir aquele filme como a Gwyneth Paltrow (edeusabençoe o ctrl c), então não posso dizer se é uma boa fonte para ficar sabendo um pouco mais sobre a vida da Sylvia Plath – que hoje eu apresentei para a Sol, e resolvi comentar aqui com vocês também. Na verdade, acredito que ela seja mais um daqueles casos injustiçados de vida sobrepondo carreira: você fala de Sylvia Plath e a pessoa ligada nas Caras literárias diz “Ahhh, sim. Aquela que deu o leitinho para as crianças, ligou o gás do fogão e se matou, né?”
Sim, ela se suicidou, e a idéia do suicídio aparece em alguns poemas – o que colabora na interpretação de alguns trabalhos. Mas reduzir o que ela escreveu a isso, ou ao fim do casamento com Ted Hughes, é bobagem.
Azar.
Tá que foram só dois até agora, mas não estou dando muita sorte com os lançamentos cinematográficos. Estava louca para ver Maria Antonieta, e blé, decepção. Eu sei que decepções estão intimamente ligadas com a criação de expectativas, mas depois de Encontros e Desencontros acredito que não fosse muuuuito surpreendente querer ver algo, no mínimo, bom.
Mas aí vem o tal do Maria Antonieta que é simplesmente medíocre. O figurino é show de bola e merece uma indicação ao Oscar, pelo menos. A locação é o próprio palácio de Versalhes e somando isto aos trajes, você é realmente conduzido para os tempos da Maria Antonieta, o que é legal. Mas para aí.
Não estamos prontos
Diz a lenda que usuários da Brasil Telecom já estão com o YouTube bloqueado por causa da senhorita Cicarelli. Gostaria que quem usa esta conexão pudesse confirmar para mim – é sério. Por enquanto o negócio é ficar acompanhando a discussão lá no slashdot, ficar imaginando o quanto nossas leis precisam ser melhoradas no que diz respeito à internet e, a parte divertida: votar nas enquetes que andam pipocando por aí. Esta aqui vocês podem votar lá no G1:

We can be heroes…
Então, né, ontem à noite eu vi o primeiro episódio da tal da série Heroes, da qual tanta gente está falando desde que estreou. Tudo bem que considerando que ontem eu vi o primeiro episódio da série Dexter e isso pode ser um sinal de que estou caminhando para o lado negro da nerdice, o negócio é que eu gostei do que vi.
A idéia não é tão original assim – até porque eu acho que todo mundo que começa a ler hq pensa nisso em algum momento (eu, por exemplo, tenho um esboço de uma história que é praticamente idêntica): pessoas “normais” descobrem que não são tão “normais” assim e têm super poderes. Uou.
Admirável mundo novo
Antes de mais nada deixa eu dizer: continuo achando que não há coisa mais legal no mundo – no que diz respeito ao hábito da leitura – do que garimpar sebos. Passar um tempããããão procurando por pérolas e ficar toda serelepe porque achou uma edição bacanérrima por uma brecinha camarada e afins.
Isso para não falar do prazer de encontrar livros que estão fora de catálogo – aquelas obras legais que sabe-se lá porque eles não publicam mais (talvez porque só você ache legal, mas aí já é outra história).