Meia palavra nem sempre basta

Então, na Veja dessa semana que está no fim (blé, é a do Tropa “Filme que aparentemente só eu ainda não vi” de Elite na capa) tem lá uma nota (até porque um texto de dois parágrafos não pode ser considerado um artigo, acho) sobre a vencedora do Nobel de Literatura, a Doris Lessing.

Doris Quem? Poisé, eu também fiz a mesma pergunta quando vi o nome. Bom, aí o Tiago me lembrou que ela está lá na lista do Harold Bloom em O Cânone Ocidental, né? Então, você não acharia meio incoerente se lesse na “nota” a seguinte frase:

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Neurocirurgiões, otorrino e analista de sistemas

– Hoje tinha dois caras no elevador e eu estava segurando um Sandman que eu tinha levado para o trabalho, né? Aí um disse “É difícil achar menina que goste de HQ, ainda mais de Sandman!”

– Quem são esses?

– Um era do nono e o outro era do décimo segundo andar. Um estava todo vestido de branco, acho que era médico. Hoje no caminho vi um otorrino na frente daquele insitituto de otorrino, ele era tão bonitinho.

– Cuidado que você está meio bebinha e vai começar a me ofender.

– Nããão, é que tipo, eu fiquei pensando “Quem é que casa com otorrino?”. Eu não conheço nenhum otorrino, só conheço um neurocirurgião.

– Olha…

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It’s always sunny in Philadelphia

sunny_in_philadelphia.jpgEntão, continuando a saga televisiva (quem vê pensa que estou com tempo e falta do que fazer vazando pelos ladrões…), conferimos o primeiro episódio do primeiro ano de “It’s always sunny in Philadelphia“, comédia que está sendo bastante comentada por aí e que no segundo ano tem o Dany DeVito no elenco.

O que dizer? Aparentemente é como se a rapaziada do South Park virasse dona de bar. Humor negro e sem noção e situações ultrapassando longe as bordas do politicamente correto. E ei, isso é muito legal! 😀

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Interartes

masque-of-the-red-death.jpgFica a dica para o pessoal de Curitiba: durante esta semana, de quinta até sábado, acontecerá no Celin o I Seminário de Estudos Interartes da UFPR. Tem bastante gente bacana envolvida (como a Luci Collin :love: ) e a idéia em si também é muito legal (basicamente um “vamos deixar de lado esse negócio que escritor só escreve, músico só compõe etc.”).

O programa completo você pode baixar clicando aqui. Um dos “must” desse seminário é a palestra do professor Fabiano Dalabonna (Gastronomia e Literatura). Assisti há uns anos atrás e é realmente apaixonante. Outro destaque, modéstia à parte, serei eu, apresentando meu singelo banner sobre as representações de A Máscara da Morte Rubra do Poe. Para quem quiser aparecer, não deixem de fazer as inscrições no Celin (R.XV de Novembro,1441).

Patetas

goofy2.jpgUm dos argumentos mais utilizados por aqueles que defendem a venda de armas é o de que “carros matam muito mais, também são armas e estão por aí“. Eu sempre questionei esse argumento, mas de um tempo para cá – embora ainda seja completamente contra a idéia de um civil ter uma arma em casa – até que já não acho o tal argumento tão incoerente.

Só agora em outubro já foram dois acidentes no mínimo revoltantes. No primeiro, um irresponsável de 49 anos de idade, com o carro cheio de bebidas alcóolicas, cocaína e maconha, ao disputar um racha em Brasília acabou colidindo com um carro, e matando 3 passageiras. Continue lendo “Patetas”

Vou estar odiando isso

livros.jpgCom toda essa discussão sobre a Reforma Ortográfica, tenho cá pensado com meus botões sobre o outro lado: aqueles que estão felizes e serelepes porque acham que o português ficará mais fácil. Não, eu não vou mentir: não é exatamente uma língua fácil de dominar, e eu conto nos dedos de uma mão só (e a do Lula, heim?) quem escreve sem nunca escorregar. Mas sabe, não é razão para tanto ódio e, pior, tanto MEDO.

É, hoje em dia os brasileiros têm medo da língua portuguesa. E isso por quê? Eu diria que a culpa é de gente como o Pasqualle, mas na realidade a raiz disso tudo está nessa nossa inaptidão em aceitar que nem sempre seremos fodas em tudo. Temos que ser perfeitos. Temos que ser mais do que perfeitos, para zoar daqueles que são só perfeitos. E aí vem a insegurança.

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Shock Treatment

shocktreatment-overture-frontcovers.jpgUma das teorias do Fábio sobre Sandman é que é bom porque teve um fim. Ele argumenta que histórias que se estendem demais costumam “se perder” ou simplesmente ficarem sem graça (citando aí o caso dos X-Men e aquele morre-não-morre já bem tradicional). E sabe, de certa forma eu até concordo com ele, mas por outro lado fico cá pensando que, como fã, eu quero mais é material novo todo dia (não que reler Sandman não seja um prazer, mas confesso que fiquei toda serelepe quando chegou Noites Sem Fim no mercado).

Acho que de certa forma isso pode ser estendido para qualquer história (se não planejada, é óbvio), independente de em qual mídia ela seja contada. Ontem à noite tive um bom exemplo de histórias que não deveriam ser prolongadas: Shock Treatment, um suposto “Rock Horror Picture Show II”, ambos roteiros de Richard O’Brien.

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Segunda temporada de Dexter

dexter2certofa9.jpgPoisé, começou tudo novamente, incluindo o Dexter também – e eu pude conferir o primeiro episódio do segundo ano ontem à noite. É engraçado que se por um lado Heroes foi um cocô e House foi foda (já, já comento o segundo episódio), Dexter foi maizomeno. Pareceu mais um prolongamento do primeiro ano, o que não é necessariamente ruim.

Agora não temos mais um grande mistério como o do Assassino do Caminhão de Gelo, em compensação, o protagonista está metido em TODAS as frias possíveis (sacou o trocadilho, ahn ahn?). A sensação que dá com tudo isso é que ele está… se humanizando (o que até tem a ver com o título do episódio).

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Roy Orbison

orbison_roy.jpgRoy Orbison é mesmo um sujeito muito injustiçado. Fez músicas muito batutinhas e boas de ouvir em um domingo a tarde e mesmo assim só é lembrado (isso se fazem referência ao compositor, e não à musica) como o cara que criou Oh Pretty Woman, que toca naquele filme com a Julia Roberts.

Sabe, a injustiça maior é que ele deveria ser quase um ícone nérdico. As músicas dele já foram citadas e tocadas em tantos lugares legais que não dá para entender como ele pode ser só o-cara-de-oh-pretty-woman. Duvida? Pois olha só 3 situações nas quais ele foi citado e você pode ter deixado passar batido:

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