Top5 Livros Escritos Por Brasileiras

1aee215a96803333140a69fae3bcc7f3Eeeeeeeeeeeeeeeeee hoje é dia da mulher, viva!! Para comemorar (?!!) decidi depois de muito tempo voltar ao Top5, fazendo uma lista com cinco livros escritos por brasileiras. Eu quase caí em tentação e elaborei uma lista de personagens femininas marcantes, mas aí pensei que isso seria perder o ponto: valorizar o trabalho das minas. Desculpa, homens, adoro muita coisa que vocês escrevem, mas vocês aparecerão em um outro top5 por motivos óbvios, ok?

Porque é isso, né. Igualdade. E eu não digo só em termos de validação de uma crítica que parece ver em nomes femininos estampados na capa um sinônimo de chick-lit  ((eu vou me dar ao trabalho de fazer uma nota de rodapé lembrando que eu adoro chick lit, mas que não nego que o termo tenha lá uma conotação negativa, como literatura mais rasa que se concentra unicamente na busca da mulher pelo príncipe encantado e blablabla)). Por exemplo: dia desses li um cara argumentando que não há sexismo no mercado editorial porque olha lá a J K Rowling que ganhou milhões com o Harry Potter. Será que a gente conta para ele a razão do “J K” e não um Joanne Rowling estampado na capa? Podemos também mostrar o artigo da guria que depois de adotar um pseudônimo masculino passou a receber mais respostas das editoras. Enfim, não dá para botar a cara num buraco na terra e ficar repetindo que tá tudo bem, tá tudo certo, porque não está.

Então, justamente por isso, a ideia do top5 é lembrá-los do que acontece quando a irmã do Shakespeare ganha oportunidades. Vamos lá, fora de ordem: TOP5 LIVROS ESCRITOS POR BRASILEIRAS.

Capa_Luzes de emergencia se acenderao automaticamente.inddLuzes de Emergência se Acenderão Automaticamente (Luisa Geisler): Mas olha que já é o segundo comentário sobre o livro aqui e eu me arrependendo cada vez mais de não ter feito um post só para esse livro. Correndo o risco de me repetir, recomendo não só a leitura, mas que você faça sem ficar procurando muita coisa sobre o livro. Confia no Ike e vai. Sim, o protagonista é homem. Não, eu não acho que só mulheres podem escrever sobre mulheres e só homens sobre homens. Esse livro mostra bem o motivo. Saiu pela Alfaguara em agosto de 2014.

operacaoOperação Impensável (Vanessa Barbara): Eu fiquei na dúvida sobre qual dos que li eu colocaria aqui, decidi ir pelo mais recente até porque foi o que mais mexeu comigo. Eu acho que o que me conquista no estilo da Vanessa Barbara é como ela consegue enxergar humor e doçura nas mais diversas situações. Pois note, Operação é sobre um rompimento, e mesmo assim o livro está recheado de momentos assim. Falei mais do livro aqui. Saiu pela Intrínseca em outubro de 2015.

todonósTodos Nós Adorávamos Caubóis (Carol Bensimon): É um jogo interessante – o livro se passa em uma outra cidade, com personagens que nada têm a ver comigo e mesmo assim eu me flagrava me reconhecendo e reconhecendo lugares onde nunca estive. Deve ser a tal da universalidade que tanta gente fala? Não sei. Só sei que tem uns dois anos que li o livro e ainda hoje fecho os olhos e lembro de passagens como se a viagem de Cora e Julia fosse um momento no meu passado. Falei mais do livro aqui. Saiu pela Companhia das Letras em outubro de 2013.

nossaseNossa Senhora D’Aqui (Luci Collin): A sensação que você tem nas primeiras páginas de Nossa Senhora D’Aqui é que chegou em uma festa onde todos se conhecem mas você não conhece ninguém. São pequenos fragmentos narrados por várias vozes, e aos poucos é possível ir montando a história. Só pela estrutura já valeria a pena, mas é Luci, né. E aí você ri em alguns momentos, sente aquele aperto no coração em outros e risca e rabisca trechos pensando “como é que pode, dizer algo tão simples de um jeito tão bonito?”. Não falei antes do livro por aqui, fico devendo um post para outra hora. Saiu pela Arte e Letra em junho de 2015.

uteroUm útero é do tamanho de um punho (Angélica Freitas):  Eu não poderia terminar o top5 sem Um útero primeiro porque eu queria ter poesia aqui (a lista é minha, me deixa com meus critérios) e segundo porque a leitura do livro é tão, mas tão necessária – não só no dia da mulher. Queria que um dia o que agora é um dedo na ferida seja lido por garotas com estranhamento, com um “mas nem é assim!”. É o que posso desejar para esse 08 de março, no final das contas. Saiu pela Cosac Naify em outubro de 2014.

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