Noite passada um disco salvou minha vida (Alexandre Petillo)

O @teacher_beto emprestou para mim há alguns dias Noite passada um disco salvou minha vida. O título é longo, mas não deixa dúvidas sobre o que você encontrará: são 70 depoimentos de várias pessoas envolvidas de alguma forma com música, relatando como um determinado disco foi marcante em suas vidas ou, ainda, qual levariam para uma ilha deserta.  Organizados por Alexandre Petillo, é possível encontrar de tudo ali: tem um pessoal dos melhores tempos da Bizz, tem gente do cenário musical brasileiro como Lulu Santos e Gabriel Thomaz, e até pessoas cuja “especialidade” não é exatamente música, mas que curtem o tema com paixão.

E é esse o ponto alto do livro, quando os apaixonados falam. Porque a memória de alguns deles sobre discos importantes em suas vidas podem até ter um título diferente do seu disco favorito, mas a história soa tão familiar que você se identifica na hora. Especialmente se fez parte daquela geração pré-internet que não tinha à mão qualquer discografia de qualquer banda de qualquer ano de qualquer lugar do mundo como é possível encontrar hoje em dia.

Várias histórias narram aquele processo de descoberta de uma banda que os acompanharia por toda a vida. O amigo que estava ouvindo e emprestou o LP para ser gravado, a agonia de ficar esperando um disco que saiu lá fora chegar aqui, quando você escutava uma música e gostava muito mas não fazia ideia do nome da banda… Eu tenho certeza que todo mundo que gosta de música de verdade já passou por uma dessas situações em algum momento. E aí Noite passada um disco salvou minha vida encanta.

Mais do que isso, dependendo da forma como alguns apaixonados descrevem o disco que levariam para uma ilha deserta, você fica morrendo de curiosidade de conhecer a banda comentada. Mas ei, agora a internet já está aí e tudo está mais fácil, não? Um exemplo foi o texto sobre a banda Mott the Hoople, escrito por Alvin L. Problema é que assim que começou a tocar a primeira faixa me dei conta que já conhecia o grupo, só não tinha relacionado as canções ao nome, há.

O livro só fica chato quando entra naquela bronha de especialista. Se eu quisesse ler papo frio como esse, ficava lendo aquelas críticas de revistas e jornais e pans, já estava ok. Os “entendedores” que me perdoem, não é nada contra vocês. Mas é que a impessoalidade da coisa não permitiu a identificação como com outros textos dentro do livro. Até porque bem, sou só uma apaixonada, não uma especialista.

Verdade é que durante toda a semana que li o livro fiquei morrendo de vontade de falar de qual salvou minha vida, mas há, ironia das ironias voltei à velha história da monografia e confesso que a última coisa que quero fazer quando sento aqui em frente ao computador é escrever. Mas ok, o prazo de entrega é maio mesmo, então depois desse mês tudo volta ao normal, prometo.

Um comentário em “Noite passada um disco salvou minha vida (Alexandre Petillo)”

  1. Taí, mais um livro pra minha lista enooorme de comprar/ler. Adoro livros de apaixonados por música, sempre descubro novas coisas e adoro ler textos de pessoas que amam as mesmas coisas que eu.

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