Já vi mais de uma vez editoras tentando vender uma obra com aquela ideia de “quanto menos você souber sobre esse livro, melhor”. E a verdade é que por conta disso já me meti em algumas roubadas, em que virava as páginas de um livro sem graça esperando quando chegaria aquela grande surpresa que ninguém deveria saber antes de ler. E ela não chega, ou se chega, é bem sem graça. Estou comentando isso como uma espécie de defesa e pedido de um voto de confiança em mim, porque a verdade é que sobre O menino do pijama listrado, de John Boyne, quanto menos você souber antes de ler, melhor.
É evidente, você cidadão educado que já estudou alguma coisa sobre a Segunda Guerra Mundial saberá que o tal do pijama listrado tem a ver com as roupas dadas aos judeus nos campos de concentração. E por ser um livro dito infantojuvenil (classificação da qual discordo e logo direi o motivo), há de se esperar aí uma história de amizade em tempos de guerra. Bom, sem entregar o ouro eu posso dizer que é quase isso. Mas soma-se ao enredo encantador o fato de que Boyne lança mão de um truque fantástico ao escolher como protagonista uma criança.
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Muito bem posicionado em listas dos mais vendidos lá fora, The Paris Wife de Paula McLain vem com uma proposta bem interessante: narrar a história de Ernest Hemingway e outras figuras da dita “Geração Perdida” que viveu em Paris na década de 20, sob o ponto de vista da primeira esposa do escritor norte americano, Hadley. De certa maneira, acredito que muito do sucesso do livro tenha acontecido por conta do lançamento do filme de Woody Allen,
Thomas Lang (protagonista e narrador do primeiro romance do britânico Hugh Laurie) entrega logo de cara o que O vendedor de armas tem a oferecer: um punhado de ação, recheado de comentários ácidos sobre as pessoas e sobre si mesmo. Contratado para assassinar um homem, ele recusa a proposta e segue avisar essa pessoa que sua cabeça está a prêmio: é aí que começa a se envolver em um caso que tem até a CIA e o Ministério da Defesa britânico, para se ter uma ideia. O livro parece prometer muito, mas logo nos primeiros capítulos já começa a decepcionar.

O britânico Bertrand Russell foi já em vida reconhecido não só por seu raciocínio lógico, mas também pela defesa da liberdade de pensamento, tanto que em 1950 ganhou o prêmio Nobel “em reconhecimento dos seus variados e significativos escritos, nos quais ele lutou por ideais humanitários e pela liberdade do pensamento”. É talvez que justamente por conta desses aspectos de seu trabalho que Por que não sou cristão mereça uma leitura mesmo daqueles que o são, sem preconceitos religiosos ou não, apenas vendo como pensa “o outro lado”.
O escritor norte-americano Philip Roth é dito por muitas pessoas como um dos melhores de seu país atualmente – já ganhou prêmios como o Man Booker e o Pulitzer para reforçar essa ideia. Por conta de suas origens, um tema constante em sua obra é a questão da identidade dos judeus nos Estados Unidos, o que pode ser visto em muitas de suas obras, como por exemplo
Lançada no primeiro semestre deste ano, a coleção Eternamente Clássicos das editoras Leya e Barba Negra buscam trazer ao público histórias que são bastante conhecidas, já fazendo parte do nosso imaginário coletivo, ganhando adaptações para as mais diversas mídias. O primeiro título foi O Mágico de Oz, e recentemente foi lançado o segundo, A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça, do norte-americano Washington Irving.