Minha família por lado de mãe é tão apaixonada pelo Chico Buarque que conversando sobre isso com minha tia dia desses até brincamos que temos o hábito de falar dele como “Chico” como se fosse o único Francisco desse mundo. Se alguém diz “Saiu livro novo do Chico”, para nós já é informação suficiente.
Eu sabia que tinha algo para chegar este ano (devo ter lido algum comentário lá no blog da Companhia, não sei), mas conforme a data de lançamento ia se aproximando, eu ficava cada vez mais curiosa: sobre o que diabos é esse livro? “O novo livro de Chico Buarque é um romance em busca da verdade e dos afetos“. Maaaaais, quero saber maaaaais. E aí começam a aparecer as primeiras resenhas e finalmente descubro: O Irmão Alemão é um romance que usa como base uma história pessoal do Chico (desculpa, aqui será Chico), buscando informações sobre um irmão nascido na década de 30 na Alemanha, de quem ele só foi tomar conhecimento quando já adolescente.
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Bom, eu devo confessar que “Lista dos Mais Vendidos da Veja” normalmente tira qualquer vontade minha de ler um livro, já que é como se ele perdesse mais da metade do charme. É aquela história: isso é livro para qualquer um ler.Mas eu não consigo resistir ao nome “Chico Buarque” escrito embaixo do título. Comecei a ler pelo Chico, pensando “Nossa, para quem já escreveu tanta coisa linda, vai ver é um dos poucos casos que o sujeito figura na lista dos mais vendidos por sua qualidade, e não só pela propaganda”.