… o taxista mal educado que tive o desprazer de conhecer hoje cedo, quando estava atrasada para ir dar minha palestra sobre Contos Fantásticos e de Horror. Taxista: que você nunca mais tenha o prazer de encontrar uma última cerveja escondia em sua geladeira. Fiodeumaégua.
Um mês até amanhecer
Ontem à noite além de tentar curar uma bela ressaca também tivemos a oportunidade de assistir a um filme sueco sobre vampiros. E contrariando as (minhas) expectativas, o filme é muito, muito batuta. Claro, se você sabe que está assistindo um filme que é horror mas de humor negro também, quase no mesmo esquema que Seres Rastejantes.
A história de Frostbiten começa na época da Grande Guerra, com alguns soldados tentando se abrigar em uma casa para fugir do frio. Só que a casa que aparentemente estava vazia, tinha na realidade… ah, bem, vampiros, né? Queriam que eu falasse o quê? Elefantes cor-de-rosa?
Cinderela versão colégio de freiras
Estava aqui lembrando da Irmã Maria de Lourdes, lá da quinta série. Uma vez ela contou uma história que era mais ou menos assim: tinha uma menina linda, linda, linda que finalmente iria comemorar os quinze anos, e foi um baile muito bonito, e ela dançou com todo mundo, foi o destaque da festa.
Aí, quando ela chegou em casa, tirou o sapatinho e no momento em que foi tirar a meia, ela notou que o dedo mindinho dela tinha caído, e estava dentro da meia. Agora a questão é: o que diabos a irmã queria dizer contando essa história para uma pivetada de onze anos?
Realidade
Que estranho esse mundo, ahn? Quinze militares britânicos presos pela força naval iraniana, e mesmo assim o bafafá do momento é a apalpada que o honrado príncipe deu nos tchitchos da brasileira em uma boate qualquer. Fala sério. É tipo aquela poesia do Leminski:

podem ficar com a realidade
esse baixo astral
em que tudo entra pelo cano
eu quero viver de verdade
eu fico com o cinema americano
E no busão…
Voltando da reunião da comissão de formatura, em pleno domingo ao meio-dia, estou lá, querendo chegar logo em casa. Eis que em determinada estação, embarcam três senhôuras que vêm sentar perto de mim. Logo após se acomodarem, uma delas continua a conversa que provavelmente já fora iniciada no tubo:
Aí foi ficando tarde, e a gente não tinha como voltar. Eu não conheço nada de João Pessoa e estava lá perdida de noite. Aí nós começamos a rezar, pedimos para Deus que arrumasse um jeito para voltarmos. Então, do nada, apareceu um carro, fez a curva e parou na nossa frente. Sabe aqueles carrões do ano, novinho em folha? O moço abriu a porta e mandou a gente entrar. (etc.)
O Ferreiro da Catarata
Por coincidência duas momentos da minha vida envolvendo a Literatura estão oficialmente começando esta semana: o desenvolvimento das palestras sobre contos para a Fundação Cultural de Curitiba e a pós.
Aí, quando peguei a coleção de contos que serão trabalhados para dar uma olhada, vi um tal de O Ferreiro da Catarata, de um Húngaro chamado Mikszáth Kálmán – e sabe, é tão engraçado, mas o conto ilustra bem o caminho que estou tomando agora.
Intervalo
Dia desses estava assistindo aquele comercial do vodol, com gente assumindo que tem micose nas partes mais íntimas e tudo o mais, aí fiquei pensando: tá loco, por que diabos insistem com propagandas de produtos toscos?
Talvez a tosquice por si só se justifique – até porque uma das intenções do comercial é fazer o consumidor lembrar do produto. O problema é que tem propaganda que é tão tosca que você lembra só dela, e não do que estava sendo vendido. Aquela do “parece que tira com a mão“, por exemplo – alguém lembra qual é o produto e qual é a marca?
Lição internética do dia: Gravatar
Vira e mexe as pessoas me perguntam como faz para ter uma “imagenzinha” perto do nick na janela de comentários. Eu não me dei ao trabalho de explicar por essas bandas porque o site que disponibiliza o serviço passou uma penca de tempo offline, retornando só agora (e com funções novas oba).
Então, se você também quer utilizar um avatar personalizado, pega na minha mão e vamos lá, seguindo esse passo-a-passo basicão:
(toca tema de joguinho)
[filho do meio]Meus irmãos sempre ganharam os brinquedos mais legais[/filho do meio], mas talvez o mais bacana que tenha aparecido lá em casa foi o nintendinho do Rui. Lógico que para minha mãe ele provavelmente não era tão bacana, visto que alugávamos fita de game e SEMPRE atrasávamos a devolução. Isso para não falar do game ligado com o jogo pausado (por causa da até então inexistência do ‘Save’ – vocês não sabem como fiquei alarmada quando vi um memory card pela primeira vez na vida).
E o desespero de, ao voltar da aula, perceber que tinham desligado o console e um jogo quase fechado tinha ido para as cucuias? Poisé. Fico muito feliz que a tecnologia tenha nos agraciado com playstations da vida, mudernosos e cheio de ferramentas anti-empregadas apagando o game.
Você sabe que está virando uma mulher adulta quando…
Decide preparar chuchu para o almoço.

Mas sequer sabe como descascá-lo.