Durante o Natal lá na Bettegolândia eu li – só para variar – um monte de Superinteressante antiga. Em uma delas (acredito que até uma bem recente), havia uma matéria sobre a teoria das cordas, dez dimensões e o escambau. O fato é: mesmo eu sendo completamente avessa a esse tipo de coisa, acabei gostando do assunto. Aí, chegando em Curitiba o Fábio me indicou um livro chamado Hiperespaço, de Michio Kaku.
Vamos aos fatos: eu não mudei, ainda sou uma mula no que diz respeito às ciências, sem contar a minha terrível dificuldade de lidar com o abstrato. Mas ei, é sério, o livro é MUITO legal. O Kaku consegue tornar a coisa interessante, inclusive criando imagens que facilitam a compreensão do que ele está explicando.
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Eu não cheguei a assistir
Antes de mais nada deixa eu dizer: continuo achando que não há coisa mais legal no mundo – no que diz respeito ao hábito da leitura – do que garimpar sebos. Passar um tempããããão procurando por pérolas e ficar toda serelepe porque achou uma edição bacanérrima por uma brecinha camarada e afins.
Se eu fosse um ganso (eu ainda acho que não sou), poderiam vender meu fígado logo depois do ano novo por uma nota preta. Se a comilança continuar como no Natal, esse órgão seria um legítimo
Eu confesso que não cheguei a um nível cultural no qual vejo um monte de panela entulhada, olho para aquilo e digo “Uau, que obra de arte!” – a não ser que o tom da minha fala fosse irônico. Pois é, falta para mim um tico de cultura e um tanto de sensibilidade, não sei. É por causa disso que não curto muito exposições ditas “modernas”, tenho lá os meus conceitos e não gosto de pagar pau para um monte de panela só para soar cool.
… Que eu lhe dou de graça
Por não ter muito o que fazer enquanto cuidava do meu noivo adoentado na Bettegolândia, acabei retomando a leitura de “Os Três Mosqueteiros” (na verdade era para ele ler o livro). O impressionante é que, tal como na primeira vez que li, fui novamente fisgada pela história de D’Artagnan e companhia.
Assim: eu sou uma pessoa MUITO ciumenta, tenho ciúmes até quando a Miu lambe o Fábio e não eu. E não, eu não me orgulho disso, sei que é um sentimento meio torto de quem acha que amor é posse e blablablabla. Mas eu não estou conseguindo entender são os últimos casos que apareceram no jornal recentemente, relacionados à isso.