Sim, aqui estou eu de novo. Após comentar Cinquenta Tons de Cinza e Cinquenta Tons Mais Escuros, chegou a vez do último volume da série escrita por E.L. James. Com meu TOC para terminar séries eu acho até irônico do título, Cinquenta Tons de Liberdade. Siiiiim, finalmente livre! Ou não. Mas adianto-me. Vamos por partes, até porque se tem uma lição preciosa que esses livros dão é que a mulherada adora preliminares. Então que eu tinha brincado no meu post anterior que com o Grey pedindo Anastasia em casamento não sobraria muita coisa para contar nesse terceiro livro. Estava enganada. James aparentemente percebeu que juntar um enredo com a putaria dá certo, e resolveu embarcar fundo nisso, oferecendo para a protagonista não só um antagonista, mas dois.
Não que eles sejam novidade dentro da trama, a única coisa que aconteceu é que James deu um pouco mais de espaço para eles. O primeiro é Jack Hyde, o ex-chefe de Anastasia, que por incrível que pareça está mais disposto a atormentar Christian do que a garota. Por causa dele o livro tem até cena de perseguição de carro. E eu, que odeio perseguição de carro até no cinema, obviamente odiei a personagem. O segundo é a boa e velha (sem trocadilho, haha) Mrs. Robinson/Elena, que surge como pivô de uma das ‘n’ brigas de Grey e Ana. E cheesus, como esses dois brigam. Tem até um momento em que Grey, mais inteligente do que um grão de bico, resolve marcar os peitos de Ana com chupões para que ela não fizesse mais topless. Pois é. E se você não gosta de DR, imagina que emocionante que é acompanhar DR alheia, que invariavelmente apresenta um diálogo do tipo:
– Eu estou muito bravo com você, Ana!
– Por favor, não fique bravo comigo.
– Mas eu estou. E eu vou te dar…. PORRADA. Continue lendo “Cinquenta Tons de Liberdade (E.L. James)”
Sim, eu traí o ~movimento~, continuei a ler a trilogia
A história da criação de Cinquenta Tons de Cinza (de E. L. James, cuja tradução foi lançada esta semana no Brasil) é no mínimo curiosa. Nos tempos de sucesso da saga Crepúsculocomeçaram a aparecer sites que reuniam fanfics baseadas nos livros de Stephenie Meyer. Algumas tentavam contar de outro jeito o romance entre Bella e Edward, outras iam além e usavam as personagens em histórias completamente diferentes, algumas com muito “lemon“, um termo utilizado pelo pessoal que escreve fanfic para as cenas de sexo. E entre essas ‘n’ fanfics que surgiram na época, havia uma chamada Masters of the Universe, que depois foi modificada (com Edward virando Christian e Bella virando Anastasia), publicada de modo independente, mas que então fez tanto, tanto sucesso que começou a ter o direito disputado a tapa entre editoras grandes.
Então você pensa que não conhece muitas poesias de determinado escritor e resolve ler uma “antologia poética” para ter uma noção mais ampla da criação literária do poeta. Lê um poema, vai para outro e todos os versos começam a passar um tom de estranha familiaridade. Tão estranha, que em alguns poemas você começa a prever o verso seguinte (e consequentemente se dá conta de que conhecia o texto de cor). É quase como uma sensação de voltar para casa, ou até mesmo de reencontro com um amigo – foi o que senti ao lerAntologia Poética de Carlos Drummond de Andrade.
Não há dúvidas, os livros voltados para adolescentes com temática sobrenatural vieram para ficar. E o que inicialmente parecia um terreno exclusivo de vampiros foi criando espaço para todo tipo de criatura – anjos e zumbis, por exemplo. O problema é que a fórmula começou a ficar desgastada, por conta de alguns elementos constantes: o narrador em primeira pessoa, que quase sempre é um jovem com algum tipo de problema para se relacionar com outras pessoas (antissocial? acabou de trocar de cidade? tem um horrível segredo? etc.), o encontro entre a criatura sobrenatural com um(a) humano(a) e o amor que surge dali. A sensação que acaba ficando após a leitura de alguns livros desse tipo é que alguns escritores (e editoras) não querem arriscar, mexer no “time que está ganhando”, e consequentemente entregam para o público histórias que, fora a espécie de “monstro” e os nomes das personagens, parecem ter pouca diferença entre si. E é por manter a fórmula mas fugir da “forma de bolo” que livros como O Substituto de Brenna Yovanoff merecem atenção.
Não vou mentir e dizer que amei A trama do casamento (de Jeffrey Eugenides) logo de início. Nas primeiras páginas fiquei com certo receio de que tinha em mãos um livro que focaria em uma protagonista tão vazia que precisava se completar com uma figura masculina, daí sua incansável busca pelo par. Madeleine Hanna surge como uma personagem cujo eixo central dos eventos da sua vida são os homens com que se relacionou, se relaciona ou possivelmente se relacionará. E é evidente que esse tipo de figura cria uma certa antipatia inicial (especialmente se o leitor, como eu, buscava algo mais como
Enquanto autores ainda debatem ou nadam contra a maré de possibilidades que a internet e os e-readers podem trazer, outros parecem já estar não só se familiarizando, mas também sabendo tirar proveito disso. É o que fica evidente com o novo título de Nick Hornby, Everyone’s Reading Bastard (ainda sem publicação em português). Trata-se de uma novela publicada pela
O nome de H.P. Lovecraft é um dos que comumente aparecem em listas de mestres do horror na literatura. Não é por acaso: o universo que ele criou com os
Muito bem posicionado em listas dos mais vendidos lá fora, The Paris Wife de Paula McLain vem com uma proposta bem interessante: narrar a história de Ernest Hemingway e outras figuras da dita “Geração Perdida” que viveu em Paris na década de 20, sob o ponto de vista da primeira esposa do escritor norte americano, Hadley. De certa maneira, acredito que muito do sucesso do livro tenha acontecido por conta do lançamento do filme de Woody Allen,
É certo que gatos não são exatamente uma unanimidade. Tem o time dos que dizem preferir cachorros, ou que simplesmente não gostam do estilo extremamente independente do bichano. Eu, gateira que sou, não consigo compreender quem não goste – compreendo sim, quem prefira cachorros, tenho certeza de que se pudesse ter urso panda em casa eles seriam meus animais de estimação favoritos. E se você é alguém que prefere cachorros aos gatos deve, num exercício de empatia, compreender a relação dos que preferem gatos como seus bichanos, não é mesmo?