Suponho que, no fim das contas, a vida inteira se torna um ato de despedida.

Dá o play aí:

Estive pensando em uma cena em especial do filme As Aventuras de Pi, no momento em que o protagonista está lembrando de quando ele e o tigre Richard Parker se separaram. Fui até consultar o livro para confirmar, e a frase tal como aparece é só na adaptação mesmo. Ao falar da separação, Pi já adulto reflete: “Suponho que, no fim das contas, a via inteira se torna um ato de despedida”. O acúmulo de tempo vivido é também um acúmulo de desapegos, de despedidas, de deixares partir.

Lembrei desta cena em especial porque pareceu um tema meio recorrente em algumas coisas que li e assisti nos últimos tempos. Para começar, de uma forma mais óbvia, o filme britânico Nina Forever (2015). A história (meio comédia romântica, meio filme de terror) fala sobre uma garota (Holly) se apaixonando por um cara (Rob) que ainda está vivendo o luto após a morte da namorada (Nina). Ele parece estar preparado para recomeçar, mas o fato é que tão logo Holly e Rob vão para a cama, a namorada morta aparece. Literalmente. O corpo dela, ainda todo ferido e sangrando surge entre os dois.

Cena do filme Nina Forever.

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