Supernatural S07E01: Meet the New Boss

Há, mas eu sou uma teimosa mesmo. Passei a sexta temporada quase inteira só reclamando, reclamando e reclamando, mas cá estou eu, dando uma conferida no primeiro episódio da sétima temporada, Meet the New Boss (S07E01). Verdade seja dita, eu estava curiosa para saber o que fariam com Castiel como Deus (ou pelo menos com os poderes de um deus), achava realmente que ele seria o antagonista (ou chefão, hehe) desta temporada, mas ali pela metade do episódio já dá para perceber que resolveram tomar um rumo diferente.

Resumo da ópera: não foi tão bom quanto Supernatural de antigamente (hehehe papo de velho, quem vê pensa que tá há 30 anos no ar), mas decididamente foi melhor do que toda a sexta temporada, acho. Para começar, aquilo que eu mais gosto na série, o equilíbrio entre o cômico e a tensão, sem muito tempo de mimimi entre Winchester e personagens aleatórios chatos como a Lisa (que por favor, continue fora da trama em definitivo). Na realidade, já chegaram apostando todas as fichas nas personagens mais carismáticas das temporadas anteriores, Morte, Crowley e Lucifer. Boa!

Quanto ao Castiel pirando como Deus, foi até divertido, mas é certo que aquilo não poderia render em muita coisa – como os irmãos conseguiriam derrotá-lo? Seria um ano inteiro de lenga lenga para chegar num confronto final que daria em nada? Melhor resumir tudo isso em um episódio só, como fizeram: chama a Morte e coloca para resolver o problema, ou pelo menos dizer como fazê-lo. A parte deles prendendo a Morte, morrendo de medo do que estavam fazendo ficou ótimo, aliás. Dean trazendo lanchinho para tentar acalmar os ânimos dele(a), o casal observando tudo acontecendo, etc, ficou legal – assim como a Morte colocando o Cass no seu devido lugar (“Você não é deus”).

Crowley também, está ótimo como sempre. Seja na conversa em que aceita o acordo proposto por Castiel, seja quando é invocado pelos Winchester, acaba roubando a cena em todos os momentos justamente por causa daquele jeito meio pilantra de quem não dá a mínima e só quer salvar a própria pele (e por enquanto está conseguindo).

Quanto ao Lúcifer, achei que ficou meio dúbio se era ilusão de Sam ou não, embora pelo sumiço do Sam é provável que seja a segunda alternativa. Se for, como assim o demo fez ele acreditar que saiu mas nunca saiu, e ao mesmo tempo Dean, Bobby, Cass e até mesmo a Morte estiveram com ele, para ajudá-lo a recuperar a alma e tudo o mais? Será meio forçado se quiserem empurrar uma coisa meio O sexto sentido (ahá, enganamos vocês, Sam sempre esteve no inferno!), mas bem, vamos ver no que vai dar.

E aí que já no primeiro episódio apresentam quem é o antagonista, sem grandes embromações como fizeram na temporada passada (o que para mim foi um erro, inclusive incluir a Mother of All e aí ela na verdade ser só um efeito colateral do que realmente estava acontecendo). Gostei mais do Cass dominado pelos Leviathans. E sim, gostei dessa ideia, porque convenhamos, eles já estavam meio que sem opções de antagonistas (orra, cavaleiros do apocalipse, Lúcifer himself… só faltava deus-deus mesmo).

Resumo da ópera é que eu gostei do que vi e vou dar mais uma chance para Supernatural antes de abandonar a série. Se sentir que o plot vai começar a fazer curva como ano passado, aí largo mesmo. Mas há chances de que essa temporada recupere um pouco o gosto dos velhos tempos da série, acho.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *