Eclipse (o dos vampiros, não do Antonioni)

Eu não ia comentar sobre o terceiro filme da saga Crepúsculo, já tinha colocado isso na cabeça antes mesmo de ir ao cinema. Aquela coisa: Crepúsculo foi bem maizomeno (agrada mais pelo fator “ver na telona uma história que você leu e gostou”), Lua Nova tem aqueles momentos meio vergonha alheia e aí eu meio que não esperava nada de Eclipse, apesar de se basear no meu livro favorito dos quatro, até porque é o que melhor equilibra a melação com a ação.

Enfim, eis que quase um dia após ter assistido, fico cá pensando que ele merece um registrozinho sim. Até porque na pior das hipóteses eu ganho visitação das fãs da série, roooou! Ok, estou só brincando. A verdade é que Eclipse, apesar de manter-se medíocre (no sentido de “mediano”) como os outros dois filmes, ainda assim apresentou mais acertos do que erros, e no final das contas se destaca positivamente entre os três.

Começa que o elenco finalmente parece entrosado, especialmente no caso de Kristen Stewart e Robert Pattinson (que antes davam aquela sensação de que as personagens só ficaram junto porque estavam meio à toa na vida). E ainda sobre o entrosamento, algo que acabou funcionando bem é que os Cullen finalmente ganharam mais tempo na tela. Tivemos um pouco das personagens, e uou, até deu para ouvir o sotaque sulista do Jasper. O que só é possível (repetindo o que já disse sobre o livro) equilibrando a melação com a ação.

E é dos três o que mais tem ação mesmo, embora o pessoal ainda possa ficar meio que na vergonha alheia com os efeitos. O orçamento foi maior, mas aparentemente não se pode fazer muito com a ideia de vampiros brilhando à luz do sol, nem com lobos gigantescos. De qualquer forma, há correria e pancadaria, e esse era um dos poucos momentos que o namorado da guria sentada ao meu lado dava um sossego para ela e parava de beijá-la (manja aqueles beijos cheio de barulho? era só o filme ficar um pouco mais lento e pans, ele começava. eu meio que torcia para os vilões aparecerem só para não ouvir os sleptslurpt ao lado).

Ok, sem divagações, vamos continuar. Tem algo que eu senti de diferente em Eclipse que é o senso de humor. Eu acho que isso pode ter pesado um pouco na questão da atuação também, e explico. Mais ou menos assim: os dois primeiros filmes se levam à sério demais. E wtf, a história de amor de uma guria com um vampiro adolescente, querer contar essa história sem fazer pelo menos uma piada sobre o plot é dar um tiro no pé. E aí que o roteiro vem tirando sarro desde a falta de camiseta até o excesso de teatralidade da vingança de uma das vampiras.

No final das contas é o que pode fazer o filme valer para os eternos acompanhantes de namoradas. Isso e o fato de que sobraram as tais das cenas mais lentas para você dar umas lambidas na menina para passar o tempo, há. No mais, só tenho a dizer que foi só começar a famosa cena da barraca que eu lembrei do item 6 do Top 7 motivos pelos quais não devemos respeitar Jacob Black do Que Diabos, do mesmo jeito que toda vez que o Edward aparece brilhando eu lembr do “Você levaria o PUTO do LEATHERFACE a SÉRIO se ele BRILHASSE feito o CARALHO de um DIAMANTE?” no mesmo blog =F

3 comentários em “Eclipse (o dos vampiros, não do Antonioni)”

  1. Oi, Ana!

    Então, acabei de voltar do cinema, e também saí com a sensação de que o Eclipse, apesar de não ser nada demais, também acabou saindo o melhorzinho dos três.
    A única coisa que me decepcionou um pouco (e nem vou entrar no mérito de fidelidade da adaptação, porque eu sinceramente nem vou mais ao cinema com quaisquer expectativas em relação a isso) foi a atuação do Taylor Lautner. Não sei se foi porque o casal Pattinson/Stewart esteve tão ruim nos anteriores que o Lautner acabou se destacando, mas achei que ele acabou com uma atuação bem sem salzinho e pouco convincente nesse filme.

    E vergonha alheia na hora que a Leah se transforma logo no começo, né? Efeitos especiais ME-DO-NHOS.

    No mais, eu me diverti até que consideravelmente. E ponto pra trilha sonora, sempre fantástica IMO. =]

    1. Eu acho que o Taylor acabou um pouco prejudicado pelo roteiro. No Lua Nova ele tinha uma participação maior, mais falas e tudo o mais. Ali ele falou muito pouco – foi bastante tempo como lobo e outro tanto só mostrando o tanquinho para geral. Mas como eu não gosto da personagem, para mim nem decepcionou hehe

      E sim, a trilha sonora é muito boa _o/

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